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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

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PJ INTERCEPTA DE DUAS EMBARCAÇÕES DE PESCA DO BRASIL COM MAIS DE SETE TONELADAS DE COCAÍNA


As ações foram desencadeadas a partir do compartilhamento de informações entre a Polícia Federal (PF) e autoridades estrangeiras

Uma operação realizada pela Polícia Judiciária (PJ), nos dias 17 e 20 de novembro, com o apoio da Marinha Portuguesa, da Autoridade Marítima Nacional e da Força Aérea, resultou na interceptação de duas embarcações de pesca do Brasil que transportavam mais de sete toneladas de cocaína.

A ação, batizada de “Operação Renascer”, e coordenada pela Unidade de Combate ao Narcotráfico da Polícia Judiciária, interceptou as embarcações em águas internacionais, entre os arquipélagos da Madeira e dos Açores, a aproximadamente 1.000 milhas náuticas (1.852 quilômetros), de Lisboa.

Abordagem

Segundo a Marinha, a primeira das duas embarcações foi interceptada na madrugada de 17 de Novembro, tendo sido apreendidas quatro toneladas e meia de cocaína a bordo.

"Na tarde do dia 20 de Novembro, foi possível interceptar, na mesma zona, uma segunda embarcação, que transportava mais de duas toneladas e meia de cocaína", acrescentou a autoridade.

Ao todo, 10 tripulantes, todos brasileiros, sem antecedentes criminais, foram detidos pelas autoridades portuguesas.

Uma ampla gama de recursos da Marinha — integrante do Componente Naval do Sistema de Forças Armadas —, da Autoridade Marítima Nacional, da Força Aérea e agentes da Polícia Judiciária foram mobilizados nesta operação, com o objetivo de interceptar as embarcações e impedir a transferência dos fardos de cocaína para lanchas rápidas.

Uma parte da droga apreendida foi descarregada na ilha da Madeira e a outra no Porto do Funchal.

Investigação

A investigação, coordenada pela Unidade de Combate ao Narcotráfico da Polícia Judiciária, teve início com base em informações fornecidas pela MAOC-N, que indicavam que duas embarcações carregadas de entorpecentes já estavam em movimento rumo à Europa, especificamente em direção à costa portuguesa.

Colaboração Internacional

Esta operação contou com a colaboração entre diversos parceiros, incluindo a Polícia Federal (PF); do Brasil, a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), a Força-Tarefa Interagências Conjunta Oeste (JIATF Oeste); dos EUA, a Agência Nacional de Combate ao Crime (NCA); do Reino Unido e o Departamento de Investigação Criminal; da Polícia Judiciária da Madeira.

Polícia Federal

As ações foram desencadeadas a partir do compartilhamento de informações entre a Polícia Federal (PF) e autoridades estrangeiras, que permitiu a localização das embarcações em pleno Oceano Atlântico.

Os barcos haviam partido do litoral de Santa Catarina e transportavam a droga de forma dissimulada.

Prisão Preventiva

O Ministério Público (MP), em nota publicada na página oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR), divulgou na última quarta-feira (26), que os tripulantes detidos ficaram em prisão preventiva.

“Presentes ao juiz de instrução criminal, nos dias 21 e 24 de novembro de 2025, o tribunal, considerando verificados os perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de grave perturbação da ordem e da tranquilidade públicas, decidiu aplicar a todos os arguidos a medida de coação de prisão preventiva”, dizia a nota.

Os dez detidos, ouvidos no Juízo de Instrução Criminal do Funchal, na Madeira, e indiciados pelo crime de tráfico de estupefacientes agravado, são todos estrangeiros, sem qualquer ligação ao território nacional.

Ação da PJ contra o tráfico

Esta apreensão aconteceu a poucos dias depois de outra ação contra o narcotráfico em Portugal. Em 17 de novembro a PJ prendeu o brasileiro Ygor Daniel Zago, conhecido como “Hulk”, que morava em um condomínio de luxo em Cascais.

Segundo a PJ, com o aumento ao combate ao tráfico internacional de drogas, houve a prisão 24 prisões de brasileiros, no cumprimento de mandados diversos. 

Veja abaixo o vídeo da operação:



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