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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

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STF AUTORIZA EXTRADIÇÃO DE MAFIOSO CONDENADO POR NARCOTRÁFICO PELA JUSTIÇA ITALIANA

Marco Cadeddu, de 45 anos, é apontado como um dos principais operadores do narcotráfico na região da Sardenha

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição do mafioso italiano Marco Cadeddu, que vivia em uma rotina de luxo no litoral de Santa Catarina.

A decisão, assinada pelo ministro Gilmar Mendes, reverte uma suspensão temporária e determina a entrega imediata do criminoso às autoridades da Itália.

Marco Cadeddu

Marco Cadeddu, de 45 anos, é apontado como um dos principais operadores do narcotráfico na região da Sardenha. Ele foi condenado pela Justiça italiana a 14 anos e seis meses de prisão. A sentença é referente aos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro.

Segundo as autoridades italianas, ele chefiava uma organização criminosa formada por mais de dez narcotraficantes, responsável pela distribuição de cocaína, haxixe e maconha em Cagliari e cidades vizinhas, na Itália. As investigações apontam que a quadrilha obtinha drogas por meio de contatos no Marrocos, operando uma rota internacional de entorpecentes.

A justiça italiana solicitou formalmente a sua repatriação para que ele cumpra a pena em seu país de origem.

Vida de Luxo no Brasil

Foragido desde 2020, Cadeddu figurava na lista de procurados da Interpol antes de ser localizado no Brasil. Em solo brasileiro passou a viver sob identidade falsa, apresentando-se como empresário. Ele se casou com uma brasileira, teve filhos e se estabeleceu em Santa Catarina.

O italiano mantinha um padrão de vida elevado, com mansão em condomínio de luxo em Balneário Camboriú, onde residia em uma mansão equipada com compartimentos secretos para o armazenamento de dinheiro em espécie e veículos de alto valor. Esses bens, segundo a polícia, eram financiados com recursos do tráfico de drogas.

A prisão e o patrimônio apreendido

A sua captura ocorreu em junho de 2024, durante a Operação Toppare da Polícia Federal, que contou com apoio da Interpol. Na ocasião, os agentes apreenderam um patrimônio avaliado em mais de R$ 30 milhões.

O montante inclui imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e grandes quantias em dinheiro vivo, que seriam fruto de atividades ilícitas.

Em depoimento à PF, Cadeddu afirmou atuar na "área de eventos corporativos" e disse que anteriormente trabalhava com "manutenção de piscinas no Paraguai". Advogados italianos chegaram a recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que ele cumprisse a pena no Brasil, mas o pedido foi negado.

Extradição para a Itália

Em março de 2025, o STF decidiu por unanimidade pela extradição de Marco Cadeddu para a Itália. A base foi a condenação definitiva no país europeu e os tratados de cooperação internacional.

Em 29 de janeiro, o embarque do mafioso para a Itália foi suspenso por Gilmar Mendes quando ele já estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A defesa de Cadeddu alegou que requisitos legais essenciais para a transferência não haviam sido cumpridos.

Entretanto, após uma nova análise detalhada da documentação apresentada pelo governo italiano, o ministro do STF concluiu que todas as condições estabelecidas pela Suprema Corte brasileira foram plenamente atendidas. Com isso, o magistrado deu sinal verde para que a Polícia Federal finalize a entrega do preso.

Atualmente, as autoridades brasileiras e italianas definem os detalhes logísticos para o transporte do detento. A expectativa é que a extradição de Marco Cadeddu ocorra nos próximos dias. O caso reforça a cooperação internacional no combate ao crime organizado e à lavagem de ativos provenientes do narcotráfico europeu em território nacional.


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