A
droga foi localizada no Porto de Durban, dentro de equipamentos pesados de escavação
vindos do Porto de Santos
A Receita Federal da África do Sul -
The South African Revenue Service (SARS), em conjunto com a Diretoria de
Investigação de Crimes Prioritários - Working With the Directorate for Priority
Crime Investigation (Hawks), apreendeu, na madrugada do dia 6 de junho, 90 kg
de cocaína, escondidos em escavadeiras importadas do Brasil.
Os carregamentos foram identificados
após avaliação de risco alfandegário e perfil da carga, pelos agentes da
Alfândega, dos equipamentos pesados de escavação importados da América do Sul.
As informações iniciais sobre a carga ilegal, aparentemente escondida no motor, no sistema hidráulico e em outros compartimentos para evitar buscas, vieram de um funcionário da alfândega alocado no terminal de veículos Q&R do porto.
Os Hawks, oficialmente a Diretoria de
Investigação de Crimes Prioritários (DPCI), juntamente com colegas do Serviço
de Polícia Sul-Africano (SAPS) do Departamento de Combate ao Crime Organizado
Grave (SOCI), da Divisão de Operações de Policiamento Ostensivo de Durban
(VPO), do centro local de registros criminais e funcionários da alfândega da
Receita Federal Sul-Africana (SARS), estiveram no local a bordo do navio
Neptune Ace Tokyo, que atracou no Porto de Durban, localizado na província de
KwaZulu-Natal, proveniente do Porto de Santos, no Brasil.
Cães farejadores da SARS alertaram
para a presença de pacotes suspeitos escondidos dentro de duas escavadeiras.
A inspeção revelou pacotes suspeitos
escondidos atrás do motor e em painéis de outros compartimentos. Uma análise
mais detalhada revelou 47 blocos de "uma substância em pó suspeita de ser
cocaína".
Durante a extração da carga, os funcionários
da alfândega informaram a polícia sobre um segundo lote de pó escondido, também
suspeito de ser cocaína, localizado em um equipamento de terraplenagem. Isso
resultou na apreensão de mais 43 blocos de pó como prova.
A Polícia Sul-Africana (SAPS) isolou
a área e, em seguida, os pacotes, estimados em aproximadamente 90 tabletes
grandes de cocaína pura, foram removidos. Testes preliminares utilizando um kit
móvel de detecção de drogas da SARS indicam que a substância é cocaína.
Ao todo, a operação resultou na
apreensão de cerca de 90 kg de cocaína, com um valor estimado de mercado de
aproximadamente R$ 36 milhões.
O material foi apreendido e entregue
à SAPS para análise forense e investigação criminal.
O Comissário da SARS, Dr. Johnstone
Makhubu, afirma que a apreensão reflete o foco estratégico da SARS em
fortalecer a fiscalização aduaneira nos portos de entrada e intensificar o
combate ao comércio ilícito.
"Por meio de operações baseadas
em inteligência, a SARS está visando remessas de alto risco com precisão,
interrompendo o contrabando transfronteiriço e os fluxos financeiros ilícitos
que corroem a economia doméstica e prejudicam o comércio em conformidade com a
lei", afirma o Dr. Makhubu.
A operação também destaca o impacto
dos esforços de modernização da SARS. Investimentos em sistemas avançados de
perfilamento de carga, tecnologia de inspeção não intrusiva e mecanismos de
avaliação de risco baseados em dados estão permitindo uma detecção mais rápida
e precisa de mercadorias ilícitas.
Essas capacidades melhoram a
eficiência aduaneira, permitindo que a SARS identifique e intercepte remessas
de alto risco sem atrasar o comércio legítimo, apoiando assim a atividade
econômica e, ao mesmo tempo, garantindo a conformidade, afirma Makhubu.
30 kg em contêiner
Na última terça-feira (09) o Serviço
de Receita da África do Sul (SARS) e pelos Hawks divulgaram a apreensão de mais 30 tabletes de cocaína a bordo de uma
embarcação no Porto de Durban.
De acordo com o SARS, a operação foi
resultado de uma análise de risco baseada em inteligência e de metodologias de
direcionamento utilizadas por funcionários da Alfândega para identificar cargas
de alto risco que entram na África do Sul.
As autoridades sinalizaram um navio
porta-contêineres vindo da América do Sul para inspeção após analisarem
informações de embarque e relatórios de inteligência.
Após a chegada do navio ao Porto de
Durban, funcionários da Alfândega embarcaram e localizaram o contêiner alvo,
que estava posicionado abaixo da linha d'água.
Durante uma inspeção detalhada, os
agentes notaram sinais de que partes do contêiner haviam sido adulteradas, o
que motivou uma busca mais minuciosa.
Essa busca levou à descoberta de
narcóticos escondidos dentro do contêiner. Um kit de teste portátil confirmou
posteriormente que a substância era cocaína, embalada em 30 tabletes. O nome do
navio e o porto de origem, não foi divulgado.
Outra apreensão em maio
Esta operação sucedeu outra realizada
em maio, também baseada em informações de inteligência que resultou na
descoberta de cocaína no valor de R$ 13 milhões escondida em um ônibus
importado de um país sul-americano não divulgado, com destino a Gauteng. A busca
no ônibus foi motivada pela apreensão de drogas em Gauteng em abril e pela ação
tomada com base em informações obtidas nessa operação. Isso levou a polícia a
identificar "certos veículos" como potenciais transportadores de
drogas.
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