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segunda-feira, 6 de julho de 2026

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PF DEFLAGRA 3ª FASE DE OPERAÇÃO CONTRA O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS NO PORTO DE FORTALEZA

 

As investigações tiveram início após a apreensão de 435 kg de cocaína em meio a uma carga de cera de carnaúba com destino ao Japão e escala na França

A Polícia Federal (PF) deflagrou na última terça-feira (30/6) a 3ª fase da Operação Palma, dando continuidade às investigações sobre organização criminosa (ORCRIM) com atuação no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, no Ceará.

Dos 20 mandados expedidos pela Justiça, três deles foram de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e os outros 12 de busca e apreensão.

Entre os envolvidos, foram apontadas como suspeitas, 3 empresas e 14 funcionários e prestadores de serviços vinculados ao Porto do Mucuripe, supostamente associados às atividades da organização criminosa investigada.

Investigação

As investigações tiveram início após a apreensão de 435 kg de cocaína (inicialmente foi divulgado 416 kg) em um contêiner no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, no dia 06/02/2025. A droga estava escondida em meio a uma carga de cera de carnaúba. O navio que levaria a carga seguiria até o Japão, com uma parada prevista, segundo os agentes da Receita, no Porto de Le Havre, na França.

Apreensão de 435 kg de cocaína apreendida em contêiner com carga de carnaúba

As diligências totais da investigação resultaram na apreensão de veículos de luxo, dez armas de fogo e valores em espécie. Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo bloqueios de contas bancárias que ultrapassam R$ 30 milhões.

Os elementos coletados apontam para a existência de um esquema voltado ao tráfico internacional de drogas, com indícios de utilização da estrutura portuária para viabilizar a exportação de entorpecentes e para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de financiamento e integração de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, furto, corrupção ativa e passiva e uso de documento falso.

Companhia Docas do Ceará - CDC

A Companhia Docas do Ceará (CDC), Autoridade Portuária responsável pela administração do Porto de Fortaleza, informou em comunicado que mantém atuação permanente e integrada com a Polícia Federal, a Receita Federal, a Marinha do Brasil e os demais órgãos responsáveis pela segurança e fiscalização da área portuária.

Sobre a terceira fase da Operação Palma, a Companhia acompanha os desdobramentos da investigação e "adota no âmbito de suas competências, todas as medidas administrativas cabíveis junto às empresas prestadoras de serviços citadas na investigação".


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