As investigações tiveram início após a apreensão de 435 kg de cocaína em meio a uma carga de cera de carnaúba com destino ao Japão e escala na França
A Polícia Federal (PF)
deflagrou na última terça-feira (30/6) a 3ª fase da Operação Palma, dando
continuidade às investigações sobre organização criminosa (ORCRIM) com atuação
no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, no Ceará.
Dos 20 mandados
expedidos pela Justiça, três deles foram de prisão preventiva, cinco de prisão
temporária e os outros 12 de busca e apreensão.
Entre os envolvidos,
foram apontadas como suspeitas, 3 empresas e 14 funcionários e prestadores de
serviços vinculados ao Porto do Mucuripe, supostamente associados às atividades
da organização criminosa investigada.
Investigação
As investigações
tiveram início após a apreensão de 435 kg de cocaína (inicialmente foi
divulgado 416 kg) em um contêiner no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, no dia
06/02/2025. A droga estava escondida em meio a uma carga de cera de carnaúba. O
navio que levaria a carga seguiria até o Japão, com uma parada prevista,
segundo os agentes da Receita, no Porto de Le Havre, na França.
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| Apreensão de 435 kg de cocaína apreendida em contêiner com carga de carnaúba |
As diligências
totais da investigação resultaram na apreensão de veículos de luxo, dez armas
de fogo e valores em espécie. Também foram determinadas medidas de constrição
patrimonial, incluindo bloqueios de contas bancárias que ultrapassam R$ 30
milhões.
Os elementos
coletados apontam para a existência de um esquema voltado ao tráfico
internacional de drogas, com indícios de utilização da estrutura portuária para
viabilizar a exportação de entorpecentes e para ocultar a origem ilícita dos
recursos obtidos.
Os investigados
poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de
financiamento e integração de organização criminosa, tráfico internacional de
drogas, lavagem de dinheiro, furto, corrupção ativa e passiva e uso de
documento falso.
Companhia Docas do Ceará - CDC
A Companhia Docas do
Ceará (CDC), Autoridade Portuária responsável pela administração do Porto de
Fortaleza, informou em comunicado que mantém atuação permanente e integrada com
a Polícia Federal, a Receita Federal, a Marinha do Brasil e os demais órgãos
responsáveis pela segurança e fiscalização da área portuária.
Sobre a terceira
fase da Operação Palma, a Companhia acompanha os desdobramentos da investigação
e "adota no âmbito de suas competências, todas as medidas administrativas
cabíveis junto às empresas prestadoras de serviços citadas na
investigação".
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