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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

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AUTORIDADES DA NOVA ZELÂNDIA APREENDEM 250 KG DE COCAÍNA EM CONTÊINER ORIGINÁRIO DO BRASIL

Carga entrou no país pelo Porto de Tauranga e foi monitorada até Auckland; Operação resultou na prisão de cinco homens e na apreensão de quatro armas de fogo

Uma operação conjunta da Polícia da Nova Zelândia e do Serviço de Alfândega do país, realizada na quinta-feira (29) resultou na apreensão de aproximadamente 250 quilos de cocaína, em Auckland. A droga estava escondida em dez bolsas de viagem, dentro de um contêiner originário do Brasil que entrou no país pelo Porto de Tauranga.

Denominada Operação Toucan, a ação também resultou na prisão de cinco homens, com idades entre 29 e 41 anos, e na apreensão de quatro armas de fogo durante buscas realizadas em diferentes endereços de Auckland.

A investigação foi conduzida pelo National Organised Crime Group (NOCG), Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado da Polícia da Nova Zelândia, em conjunto com o Serviço de Alfândega (New Zealand Customs Service).

Contêiner monitorado pelas autoridades

Segundo o inspetor-detetive Tom Gollan, os investigadores identificaram que uma quantidade significativa de cocaína havia sido introduzida na Nova Zelândia, oculta em um contêiner de transporte marítimo.

A carga entrou no país pelo Porto de Tauranga. Durante a fiscalização, agentes da Alfândega encontraram dez bolsas de viagem escondidas em meio a uma remessa de mercadorias legítimas. No interior das bolsas estavam os tabletes de cocaína.

Após a identificação do entorpecente, o contêiner foi transportado para Auckland sob vigilância das autoridades, permitindo o acompanhamento da movimentação dos envolvidos.

Operação Toucan e as Prisões

De acordo com a Polícia da Nova Zelândia, o grupo utilizava um método de contrabando conhecido como “rip-on, rip-off”, que consiste na inserção de mercadorias ilícitas em contêineres que transportam cargas legítimas, sem o conhecimento dos responsáveis pela remessa regular.

Os policiais apoiados por unidades especializadas prenderam três homens que, segundo a investigação, tentavam retirar a cocaína do contêiner e transferi-la para uma van.

Um quarto homem, apontado pelas autoridades como possível responsável pela vigilância da operação, foi preso nas proximidades.

Após essas prisões, os investigadores cumpriram seis mandados de busca em diferentes endereços de Auckland. Em um dos imóveis vistoriados, foram encontradas quatro armas de fogo, e um quinto homem foi preso.

Os cinco homens, com idades de 29, 31, 32, 36 e 41 anos, compareceram ao Tribunal Distrital de Auckland. Segundo as autoridades, todos foram acusados de posse de cocaína com finalidade de fornecimento, posse de armas de fogo e participação em organização criminosa.

Participação da Polícia Federal do Brasil

As autoridades da Nova Zelândia confirmaram que a Polícia Federal do Brasil prestou assistência à investigação.

O gerente interino de Investigações da Alfândega neozelandesa, Nigel Barnes, afirmou que a operação teve início no exterior, após o recebimento de informações de inteligência de parceiros internacionais sobre a remessa, antes mesmo de sua chegada ao país.

Segundo Barnes, após o alerta internacional, a Alfândega interceptou o contêiner em Tauranga e trabalhou em conjunto com a Polícia para reunir provas contra os suspeitos, que posteriormente foram presos em Auckland.

O representante destacou a importância da cooperação entre os órgãos nacionais e internacionais no enfrentamento ao crime organizado transnacional e na proteção das cadeias de suprimentos legítimas.

A participação da Polícia Federal brasileira foi reconhecida oficialmente pelas autoridades neozelandesas, mas não foram divulgados detalhes sobre as unidades envolvidas, as diligências realizadas no Brasil ou o porto brasileiro de embarque.

Valor da Apreensão e Investigação

Segundo a Polícia da Nova Zelândia, os 250 quilos de cocaína apreendidos representam um valor estimado de mercado de aproximadamente 80 milhões de dólares neozelandeses.

O inspetor-detetive Tom Gollan afirmou que a apreensão também representa mais de 90 milhões de dólares neozelandeses em danos sociais que poderiam ser provocados pela droga no país.

A investigação continua em andamento, e a Polícia e a Alfândega não descartam novas prisões ou acusações adicionais.

Até a divulgação das informações oficiais, as autoridades não haviam informado o nome do navio que transportou o contêiner, o porto brasileiro de embarque, a bandeira da embarcação ou a empresa responsável pelo transporte marítimo.


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