Carga entrou no país pelo Porto de Tauranga e foi
monitorada até Auckland; Operação resultou na prisão de cinco homens e na
apreensão de quatro armas de fogo
Uma operação
conjunta da Polícia da Nova Zelândia e do Serviço de Alfândega do país,
realizada na quinta-feira (29) resultou na apreensão de aproximadamente 250
quilos de cocaína, em Auckland. A droga estava escondida em dez bolsas de
viagem, dentro de um contêiner originário do Brasil que entrou no país pelo
Porto de Tauranga.
Denominada Operação
Toucan, a ação também resultou na prisão de cinco homens, com idades entre 29 e
41 anos, e na apreensão de quatro armas de fogo durante buscas realizadas em diferentes
endereços de Auckland.
A investigação foi
conduzida pelo National Organised Crime Group (NOCG), Grupo Nacional de Combate
ao Crime Organizado da Polícia da Nova Zelândia, em conjunto com o Serviço de
Alfândega (New Zealand Customs Service).
Contêiner monitorado pelas autoridades
Segundo o
inspetor-detetive Tom Gollan, os investigadores identificaram que uma
quantidade significativa de cocaína havia sido introduzida na Nova Zelândia,
oculta em um contêiner de transporte marítimo.
A carga entrou no país pelo Porto de Tauranga. Durante a fiscalização, agentes da Alfândega encontraram dez bolsas de viagem escondidas em meio a uma remessa de mercadorias legítimas. No interior das bolsas estavam os tabletes de cocaína.
Após a identificação
do entorpecente, o contêiner foi transportado para Auckland sob vigilância das
autoridades, permitindo o acompanhamento da movimentação dos envolvidos.
Operação Toucan e as Prisões
De acordo com a
Polícia da Nova Zelândia, o grupo utilizava um método de contrabando conhecido
como “rip-on, rip-off”, que consiste na inserção de mercadorias ilícitas em
contêineres que transportam cargas legítimas, sem o conhecimento dos responsáveis
pela remessa regular.
Os policiais apoiados por unidades especializadas prenderam
três homens que, segundo a investigação, tentavam retirar a cocaína do contêiner
e transferi-la para uma van.
Um quarto homem,
apontado pelas autoridades como possível responsável pela vigilância da
operação, foi preso nas proximidades.
Após essas prisões,
os investigadores cumpriram seis mandados de busca em diferentes endereços de
Auckland. Em um dos imóveis vistoriados, foram encontradas quatro armas de fogo,
e um quinto homem foi preso.
Os cinco homens, com
idades de 29, 31, 32, 36 e 41 anos, compareceram ao Tribunal Distrital de
Auckland. Segundo as autoridades, todos foram acusados de posse de cocaína com
finalidade de fornecimento, posse de armas de fogo e participação em
organização criminosa.
Participação da Polícia Federal do Brasil
As autoridades da
Nova Zelândia confirmaram que a Polícia Federal do Brasil prestou assistência à
investigação.
O gerente interino
de Investigações da Alfândega neozelandesa, Nigel Barnes, afirmou que a
operação teve início no exterior, após o recebimento de informações de
inteligência de parceiros internacionais sobre a remessa, antes mesmo de sua
chegada ao país.
Segundo Barnes, após
o alerta internacional, a Alfândega interceptou o contêiner em Tauranga e trabalhou
em conjunto com a Polícia para reunir provas contra os suspeitos, que posteriormente
foram presos em Auckland.
O representante
destacou a importância da cooperação entre os órgãos nacionais e internacionais
no enfrentamento ao crime organizado transnacional e na proteção das cadeias de
suprimentos legítimas.
A participação da
Polícia Federal brasileira foi reconhecida oficialmente pelas autoridades
neozelandesas, mas não foram divulgados detalhes sobre as unidades envolvidas,
as diligências realizadas no Brasil ou o porto brasileiro de embarque.
Valor da Apreensão e Investigação
Segundo a Polícia da
Nova Zelândia, os 250 quilos de cocaína apreendidos representam um valor
estimado de mercado de aproximadamente 80 milhões de dólares neozelandeses.
O inspetor-detetive
Tom Gollan afirmou que a apreensão também representa mais de 90 milhões de
dólares neozelandeses em danos sociais que poderiam ser provocados pela droga
no país.
A investigação
continua em andamento, e a Polícia e a Alfândega não descartam novas prisões ou
acusações adicionais.
Até a divulgação das
informações oficiais, as autoridades não haviam informado o nome do navio que
transportou o contêiner, o porto brasileiro de embarque, a bandeira da
embarcação ou a empresa responsável pelo transporte marítimo.
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