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terça-feira, 24 de março de 2026

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CORONEL DA RESERVA DA PM, DENUNCIADO POR LIGAÇÃO COM A MILÍCIA, ASSUME CARGO NA PORTOSRIO

Foto: Reprodução - TV Globo

Marcelo Moreira Malheiros assumiu o cargo de assessor técnico da presidência, com salário bruto de quase R$ 17 mil

Um coronel da reserva da Polícia Militar, denunciado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) por suspeita de envolvimento com a milícia da Zona Oeste, foi nomeado para um cargo na presidência da PortosRio. A estatal é responsável pela gestão dos portos públicos do estado.

No mês passado, Marcelo Moreira Malheiros assumiu o posto de assessor técnico da presidência, com salário bruto de quase R$ 17 mil.

A PortosRio administra os portos de Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói, Arraial do Cabo e Angra dos Reis.

A nomeação foi assinada pelo presidente da companhia, Flávio Vieira da Silva, aliado político do ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho. Flávio foi secretário de Saúde e secretário da Casa Civil de Belford Roxo, quando Waguinho era prefeito.

MPRJ diz que coronel da reserva chegou a pedir apoio de milicianos - Foto: Reprodução TV Globo

Atualmente, o ex-prefeito ocupa o cargo de diretor de Relações Institucionais da estatal. Em 2022, Marcelo Malheiros participou das campanhas ao lado de Waguinho.

A investigação do MPRJ que denunciou Malheiros em 2024 revelou que o então coronel da PM protegia e vazava informações para milicianos que atuam na comunidade do Bateau Mouche, em Jacarepaguá.

De acordo com os promotores, Malheiros era chamado de “pai” pelos milicianos.

Durante a investigação, Malheiros foi exonerado do Segundo Comando de Policiamento, responsável pela Zona Oeste.

Os promotores também afirmam que ele chegou a pedir que milicianos enviassem mensagens elogiando sua atuação para “obter apoio político de criminosos” na região.

Após a operação e a denúncia do MPRJ, a Justiça determinou o afastamento de Malheiros e de outros 16 investigados de funções públicas.

Na decisão, o juiz destacou que os supostos crimes foram praticados em razão da função e da posição hierárquica ocupada pelos acusados.

Em agosto do ano passado, a Polícia Militar transferiu o oficial para a reserva, afirmando que a medida ocorreu por tempo de serviço e não estava relacionada à decisão judicial.

O processo que investiga a ligação com a milícia tramita em segredo de Justiça.

O que dizem os citados

A defesa de Marcelo Malheiros afirmou que o coronel da reserva obteve habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), o que permitiu o retorno às funções em julho de 2025.

Segundo os advogados, ele aparece apenas como citado na denúncia do Ministério Público em 2024 e não há sentença condenatória. A defesa diz que Malheiros é inocente e afirma que, embora conheça Waguinho, não mantém mais contato com o ex-prefeito.

A Polícia Militar informou que, desde dezembro do ano passado, atividades profissionais exercidas por Malheiros em órgãos externos não estão sob ingerência da corporação. Disse ainda que o Procedimento Administrativo Disciplinar aberto contra o policial está temporariamente suspenso, à espera de decisão judicial.

A PortosRio afirmou que a nomeação para cargos de assessoria segue os procedimentos administrativos previstos em lei e que a indicação de Malheiros atendeu aos requisitos legais. A companhia disse também que, caso haja determinação judicial, adotará imediatamente as medidas cabíveis.

Já Waguinho declarou que não participa de processos administrativos de nomeação na PortosRio.

Autor/Fonte: André Coelho Costa, Mariana Queiroz, g1. Globo-RJ2



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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

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GUARDAS PORTUÁRIOS DO PORTO DO RIO DE JANEIRO RECEBEM NOVA CARTEIRA FUNCIONAL


A carteira é emitida em conformidade com as normas da Polícia Federal, órgão que registra o número do porte de arma de cada guarda portuário

Em cerimônia realizada no dia 10 de outubro, a PortosRio – Autoridade Portuária, empresa pública que administra os portos do Rio de Janeiro, Itaguaí e Angra dos Reis, entregou aos guardas portuários a nova carteira funcional, documento oficial de identificação que reforça sua autoridade no exercício das atividades de segurança em portos sob administração da companhia.

O diretor-presidente da PortosRio, Flavio Vieira, destacou o papel essencial da Guarda Portuária (GPort) e o compromisso da Autoridade Portuária com o fortalecimento da proteção das instalações portuárias e o cumprimento das normas de segurança: “Essa carteira representa não apenas a identidade funcional, mas também contribui para ampliar a credibilidade e o reconhecimento da categoria junto aos órgãos públicos, aos usuários dos portos e à sociedade”.

O evento contou também com a presença do diretor de Negócios e Sustentabilidade, Hideraldo Mouta; do superintendente da Guarda Portuária, Jorge Dantas; e do presidente da Associação Nacional da Guarda Portuária do Brasil (ANGPB), Dejacy da Conceição.

A iniciativa reforça a política da PortosRio de valorização do seu quadro de pessoal e de fortalecimento das ações de segurança portuária. A entrega das carteiras funcionais simboliza o reconhecimento aos profissionais que garantem diariamente a segurança e o bom funcionamento dos portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói, Angra dos Reis e Forno.

Porte de Arma

A carteira é emitida em conformidade com as normas da Polícia Federal (PF), órgão que registra o número do porte de arma de cada guarda portuário.

SUSP

A Guarda Portuária é integrante do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado pela Lei nº 13.675/2018, que disciplina o funcionamento e a organização dos órgãos responsáveis pela Segurança Pública. O SUSP tem por objetivo estabelecer a integração entre esses órgãos.


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