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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

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CRIMINOSO QUE AGIA NO CANAL DO ESTUÁRIO DO PORTO DE SANTOS É MORTO PELA PM

 

Ele já foi preso pela Guarda Portuária e foi apontado como líder da quadrilha que atirou contra a lancha da Receita Federal

Na manhã da última sexta-feira (16), por volta de 5h50, na Rua Isaudo Martins, no bairro Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá, no litoral de São Paulo, Rodrigo Pires dos Santos, de 40 anos, vulgo Danone e outros dois suspeitos conhecidos como ‘Zinho’ e ‘Americano’, foram mortos durante um confronto com policiais militares da Coordenação de Operações Especiais (COE), tropa de elite da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Eles foram socorridos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da Rodoviária, mas não resistiram. A ocorrência foi registrada na Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC).

Segundo os policiais do COE, eles estavam patrulhando o Canal do Estuário quando avistaram Danone

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), os policiais militares do COE realizavam patrulha em um barco durante uma operação de combate ao tráfico de drogas na região, quando teriam avistado um homem armado com fuzil na janela de um imóvel, no bairro Santa Cruz dos Navegantes, então, desembarcaram e se deslocaram para o prédio.

Prédio no bairro de Santa Cruz dos Navegantes onde Danone foi avistado com um fuzil na janela

Assim que entraram na edificação, os PMs afirmaram ter avistado um suspeito correndo para dentro de um apartamento, cuja porta teria ficado aberta. No momento em que os agentes se aproximaram do imóvel, eles afirmaram terem sido recebidos a tiros por três suspeitos, dos quais um armado com fuzil e dois com pistolas. Houve confronto entre os agentes e o trio foi baleado. A perícia foi acionada. No imóvel os agentes apreenderam um fuzil e duas pistolas.

Em um vídeo em poder da polícia, o criminoso aparece nas imagens em um baile funk, cercado por vários homens armados segurando sinalizadores, dançando enquanto ergue um fuzil e dá tiros para o alto. Não há informação da data do vídeo.

Danone segurando um fuzil em um Baile Funk, em vídeo em poder da polícia

Segundo a polícia, ele coordenava o tráfico de drogas no Guarujá para o PCC, função conhecida na facção como “torre” ou “geral do progresso”, espécie de gerente regional. Apontado como o responsável pelas articulações entre a cúpula e o “baixo clero” do PCC no Guarujá, se passava por pescador na cidade do litoral paulista para tentar despistar a polícia, segundo registros do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Em seu cargo, ele tinha a responsabilidade pelos "salves", que orientam ações dos presos. Ainda cabia a ele prestar contas à "sintonia final", formada pelo grupo de líderes da facção.

No mais recente processo movido contra Danone, em 2018, ele declarou que tinha um barco e que ganhava R$ 2 mil por mês como pescador. Na ocasião, o gerente do PCC foi preso por porte ilegal de arma de fogo.

Histórico de crimes

Segundo a SSP, Danone tinha um extenso histórico de crimes. Apontado como integrante da cúpula da organização criminosa Primeiro Comando da Capital – PCC era foragido da Justiça desde dezembro do ano passado, quando teve mandado de prisão preventiva expedida por posse ilegal de arma e tráfico de drogas.

Desde 2003, ele foi alvo de 15 inquéritos, entre eles roubo furto e tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e no "tribunal do crime" da facção criminosa paulista.

Danone também era suspeito da participação em atentados contra agentes públicos. O criminoso foi indiciado por homicídio pela Polícia Civil por suspeita de ser um dos responsáveis pela morte do sargento da PM Marcelo Fukuhara. O policial foi fuzilado em 2012, em frente ao buffet da esposa, na Ponta da Praia, em Santos.

Em abril de 2014, após a equipe da lancha da Receita Federal interceptar uma embarcação que navegava no canal do Porto de Santos, com quatro elementos dentro, que havia sequestrado um idoso para roubar o motor de popa de seu barco, eles empreenderam fuga, abandonaram a embarcação e subiram no cais, ocasião em que foi detido pela Guarda Portuária (GPort).

Danone quando foi preso pela Guarda Portuária (Gport)

Ele também é um dos suspeitos de participação no assalto ao Clube de Pesca de Santos, na Ilha das Palmas, em Guarujá, ocorrido na madrugada do dia 9 de maio de 2014.

Em novembro de 2015 foi preso pela Polícia Civil ao ser apontado como o chefe de uma quadrilha que realizava assaltos em várias cidades da Baixada Santista. De acordo com as autoridades, ele era o líder do grupo que foi flagrado atirando contra a Lancha da Receita Federal. No mês anterior, imagens das câmeras de monitoramento registraram a quadrilha fugindo de barco e efetuando os disparos logo após assaltar lojas no Shopping do Ferry Boat Plaza, em Guarujá.

Segundo a polícia, Danone era líder da quadrilha que atirou na lancha da Receita Federal

Ele também é acusado de estar envolvido em dois assaltos a marinas, na Estrada de Bertioga e na Prainha Preta, em junho de 2015. Além disso, ele também foi apontado por receptação dolosa de veículo, já que o automóvel que ele dirigia ao ser preso estava com a placa clonada e foi roubado em Suzano (SP), três meses antes.

Em 2018 foi preso pela 2ª vez por porte ilegal de arma junto com outro homem procurado pela Justiça. Na ocasião, policiais militares avistaram um veículo suspeito entre as ruas João Otávio e João Pessoa, no Centro de Santos. Ao ser abordado, ele confessou que estava com uma pistola municiada.

Danone quando foi preso pela Polícia Militar

Em dezembro do ano passado, ele foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e crime contra a fauna. Esse indiciamento ocorreu de forma indireta, sem que ele tivesse sido ouvido em depoimento, e após uma CNH com seu nome ser encontrada onde armas e drogas foram encontradas em uma casa, durante uma operação da Polícia Civil com a Marinha no mês anterior. O boletim de ocorrência cita a apreensão de um fuzil e uma pistola, além de 350 gramas de maconha e 290 gramas de cocaína.

Denunciou perseguição a Corregedoria da PM

Secundo o site acessa, Danone havia procurado a Corregedoria da PM há cinco meses para denunciar o que considerava ser perseguição policial durante a Operação Escudo, realizada pela PM no ano passado.

Ele afirmou à Corregedoria que trabalhava como pescador e estivador e que havia deixado a vida do crime. Ele permaneceu por 35 minutos na sede do órgão, no bairro da Luz, centro de São Paulo, para se queixar de que policiais militares do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) teriam invadido sua casa no dia 31 de agosto.

Segundo o relato, policiais do 10º Baep, com sede na distante Piracicaba, no interior do estado, invadiram sua casa por volta das 18h40 no bairro Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá. Naquela ocasião outras pessoas residiam no imóvel. Os policiais então teriam apresentado um álbum de fotografias aos moradores, contento diversas imagens dele. Um dos questionamentos era se sabiam seu paradeiro.

Danone afirmou ter procurado a Corregedoria naquele 1º de setembro, ou seja, menos de 24 horas depois da invasão, por temer por sua vida e de sua família. Segundo o documento, ele iniciou a conversa com os PMs contando ter tido passagens por furto e receptação, motivos pelo qual seria perseguido. O depoimento foi acompanhado por uma tenente e por um subtenente.

Procurada pelo site, a SSP confirmou a queixa. "Após apuração, não foi encontrada pela Corregedoria nenhuma evidência de perseguição por parte dos policiais ao indivíduo."


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quinta-feira, 26 de maio de 2016

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ACUSADO DE ATIRAR CONTRA LANCHA DA RECEITA É PRESO


Acusado de atirar contra lancha da Receita Federal foi preso durante operação (Foto: Reprodução)

Ele também é um dos suspeitos de participação no assalto ao Clube de Pesca de Santos.
“Nego Átila” já havia sido detido pela Guarda Portuária em 2014.

Em operação realizada em seis cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, a Polícia Civil prendeu Átila Santana Chagas, o “Nego Átila”, de 25 anos, identificado como sendo o elemento que efetuou disparos contra uma lancha-patrulha da Receita Federal durante uma perseguição no Canal do Estuário,  em 19 de outubro do ano passado, após arrastão no Shopping Ferry Boat em Guarujá. Nas imagens captadas por uma câmera acoplada à embarcação foi possível ver o momento dos disparos realizados no Canal do Estuário.
“Nego Átila”, que tinha mandado de prisão temporária  expedido pela Justiça, foi encontrado na Praia de Santa Cruz dos Navegantes, também conhecida como “Pouca Farinha”, em Guarujá. Ele foi surpreendido pelos policiais em uma das casas. Após ser reconhecido, não apresentou resistência e foi levado à Delegacia Sede da cidade, onde permanece preso aguardando transferência para um centro de detenção.
Investigação
O arrastão cometido no Ferry Boat´s Plaza Shopping e na Estação das Barcas, que efetua o transporte de passageiros, entre Santos e Guarujá, continua sendo investigado, restando ainda a prisão de mais dois integrantes da quadrilha. Na data do crime dois envolvidos foram detidos em flagrante. No ano passado, a Polícia prendeu Rodrigo dos Santos, o “Danone”, apontado como líder do bando.
Outros crimes
“Nego Átila” foi preso em uma casa na Praia de Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá (Foto: Divulgação)
Ele também é um dos suspeitos de participação no assalto ao Clube de Pesca de Santos, na Ilha das Palmas, em Guarujá, ocorrido na madrugada do último dia 9. Naquela ocasião, os assaltantes fugiram para a Praia de Santa Cruz dos Navegantes, mesma comunidade onde “Nego Átila” foi encontrado pelos policiais.
A equipe dos delegados Marco Antônio do Couto Perez e Sérgio Lemos Nassur e do investigador Paulo Cunha prossegue apurando o envolvimento dele em outros roubos com o uso de barco.
Já foram detidos pela Guarda
Em abril do ano passado, após a equipe da lancha da Receita Federal interceptar uma embarcação que navegava no canal do Porto de Santos, com quatro elementos dentro, que havia sequestrado um idoso para roubar o motor de popa de seu barco, eles empreenderam fuga, eles abandonaram a embarcação e subiram no cais, ocasião em que Rodrigo Pires dos Santos, o “Danone” e Atila Santana Chagas o “Nego Átila”, foram detidos pela Guarda Portuária.
Traumatizada pelos momentos vividos, a vítima declinou de comparecer ao Distrito para o registro do roubo e na falta de colaboração da vítima, a delegada Claudia Baraçal autuou os dois elementos pelo crime de receptação.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

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BANDIDO QUE ATIROU CONTRA A LANCHA DA RECEITA FEDERAL É IDENTIFICADO


Átila Santana Chagas, vulgo Nego Átila (Foto:G1)

Ele já havia sido preso pela Guarda Portuária.
Mandado de prisão temporária foi expedido pela justiça.

A Polícia Civil identificou o homem que, em 19 de outubro, atirou contra uma lancha blindada da Receita Federal, durante uma perseguição no Canal do Estuário de Santos, após um arrastão no Ferry Boat´s Plaza Shopping e no Terminal de Passageiros de Guarujá.
Segundo as investigações lideradas pelos delegados Marco Antônio Couto Perez e Sérgio Lemos Nassur, além do investigador Paulo Eduardo Rosa da Cunha, apontaram que Átila Santana Chagas, o Nego Átila, de 25 anos, é o homem que aparece com uma camisa azul, com arma em punho, atirando contra a embarcação da Receita Federal.

Segundo o investigador-chefe da delegacia, Paulo Cunha, Nego Átila tem passagens por receptação de produtos roubados.
Em abril do ano passado, após a equipe da lancha da Receita Federal interceptar uma embarcação que navegava no canal do Porto de Santos, com quatro elementos dentro, que havia sequestrado um idoso para roubar o motor de popa de seu barco, eles empreenderam fuga, eles abandonaram a embarcação e subiram no cais, ocasião em que Rodrigo Pires dos Santos, o “Danone” e Atila Santana Chagas, foram detidos pela Guarda Portuária.
Danone e Nego Átila foram presos pela Guarda Portuária no ano passado
Traumatizada pelos momentos vividos, a vítima declinou de comparecer ao Distrito para o registro do roubo e na falta de colaboração da vítima, a delegada Claudia Baraçal autuou os dois elementos pelo crime de receptação.
De posse do mandado prisão temporária, expedido pela justiça, os policiais iniciaram as buscas, mas Nego atila ainda não foi encontrado.
Quadrilha
Na data do crime, policiais militares detiveram Erick Henrique Moreira, de 21 anos e um adolescente.
Rodrigo Pires dos Santos, vulgo "Danone", identificado como líder da quadrilha, foi preso no dia 10 de novembro.
Denúncias

Informações que ajudem a Polícia Civil a localizar Nego Átila podem ser transmitidas pelo telefone 181 (Disque-Denúncia). Não é necessário se identificar. 

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