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quarta-feira, 29 de maio de 2019

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PROCURADO DA JUSTIÇA POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS É PRESO EM GUARUJÁ



Homem conhecido como Tinga, teve prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Federal de Joinville (SC). Ele foi capturado em um posto de combustíveis
Com prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Federal de Joinville (SC), em processo que apura organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas, Edgar Carneiro dos Santos Rabelo Dias, o Tinga, de 40 anos, foi capturado em um posto de combustíveis em Guarujá.
Sob o comando do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior e do investigador Paulo Carvalhal, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos avistaram Tinga no posto, que fica na Avenida Puglisi, no Centro, e o prenderam. O acusado não esboçou reação ao ser abordado. A captura ocorreu na tarde de quinta-feira (23).
Morador na Enseada, em Guarujá, Tinga é investigado na Operação Contentor, da Polícia Federal, que apura organização criminosa acusada de enviar grandes quantidades de cocaína ao exterior por meio do Porto de Itapoá (SC). Apesar de a droga ser despachada para fora do País nesta cidade catarinense, a quadrilha teria dois núcleos com bases em São Paulo e na Baixada Santista.


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quarta-feira, 4 de julho de 2018

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JUSTIÇA SOLTA 27 RÉUS DO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS




Grupo é investigado pela Operação Contentor, da Polícia Federal, que apura a remessa de cocaína boliviana do Brasil para a Europa

A Justiça soltou 27 réus de um processo que apura o tráfico internacional de drogas. Eles agora responderão à ação penal em liberdade. Cinco deles são da Baixada Santista. O grupo é alvo da Operação Contentor, da Polícia Federal (PF).
Inicialmente, foi solto um dos supostos cabeças da organização criminosa. Preso preventivamente há mais de sete meses, sem que tivesse sido interrogado, ele foi beneficiado por liminar em habeas corpus concedida pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade”, fundamentou o ministro.
O advogado Felipe Fontes dos Reis Costa Pires de Campos requereu ao juiz Roberto Fernandes Júnior, da 1ª Vara Federal de Joinville (SC), a extensão dos efeitos da liminar a cinco clientes seus, moradores na Baixada Santista.
Além de deferir o pedido, o magistrado contemplou outros 21 acusados, porque o Artigo 580 do Código de Processo Penal prevê esse alcance se a decisão benéfica a um dos réus se basear em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal.
Por estar o processo sob segredo de Justiça, Pires de Campos nada comentou. Segundo a PF, a organização criminosa usava o Porto de Itapoá (SC) para remeter à Europa cocaína boliviana. Os narcotraficantes passaram a utilizar esse terminal portuário devido ao aumento da repressão em outros portos, como o de Santos.
Na decisão que soltou um dos supostos líderes da quadrilha, o ministro do STF reconheceu o cabimento da prisão cautelar dele e dos corréus, pela grande quantidade de cocaína apreendida e pelo modo de agir dos criminosos, reveladores de um “grupo bem estruturado e voltado ao comércio transnacional de drogas”.
Porém, Marco Aurélio observou que isso não justifica o prazo processual se exceder, por representar execução antecipada de pena, sem que haja sentença condenatória, ignorando-se garantia constitucional.
Entenda a Contentor
A Operação Contentor tem 37 réus (27 respondiam à ação presos e agora foram soltos). O juiz Roberto Fernandes Júnior designou para os próximos dias 4 e 5 de julho as datas dos seus interrogatórios, na 1ª Vara Federal de Joinville.
Por estar em liberdade, na hipótese de eventual condenação, em tese, o grupo poderá apelar solto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a menos que fato novo justifique outra vez a decretação de sua prisão preventiva.
Iniciada no final de 2016, a Contentor propiciou cinco grandes apreensões de cocaína, no País e na Bélgica, que totalizaram cerca de duas toneladas. A PF apurou que a droga vinha da Bolívia e ingressava no Brasil em aviões bimotores.
A pista do aeroclube de São Francisco do Sul (SC) era usada nessa rota. Depois, o entorpecente era levado para chácaras e acondicionado em malas, colocadas clandestinamente em contêineres a serem embarcados em navios.
Após identificar a maior parte da organização criminosa, a PF deflagrou operação no dia 10 de outubro de 2017 para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.
No Estado, as ações antitráfico ocorreram em Santos e na Capital. Nos locais vistoriados foram recolhidos veículos de luxo, armas, dois quilos de cocaína, documentos que evidenciam vultoso patrimônio dos investigados e dinheiro (R$ 10 mil, US$ 98 mil e 13 mil euros).


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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

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FUNCIONÁRIOS DE PORTOS ESTÃO ENTRE OS PRESOS EM OPERAÇÃO DA PF




As organizações criminosas embarcavam drogas nos portos de Itapoá, Navegantes e Itajaí

Motoristas responsáveis pelo transporte de contêineres, despachantes aduaneiros, funcionários dos portos, pessoas que trabalhavam em galpões onde as drogas eram enxertadas na carga lícita, e os chamados empresários do tráfico — com alto poder aquisitivo, foram presos nas operações Oceano Branco e Contentor. As quadrilhas de Santa Catarina tinham contatos em outros estados, inclusive no exterior.
Entre os bens e imóveis sequestrados, que pertenciam aos investigados, está uma revendedora de automóveis e uma imobiliária de Joinville. Entre os presos há pelo menos quatro proprietários de empresas. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia.
A investigação partiu do acionamento de instituição pública da Dinamarca, na Europa, que apreendeu grandes quantidades de cocaína em julho de 2015. A droga havia partido do Brasil. Foi aí que a polícia descobriu que haviam organizações criminosas embarcando drogas nos portos de Itapoá, Navegantes e Itajaí. Pelo menos seis operações foram realizadas em SC e outras seis em países da Europa (Bélgica, França, Itália e Espanha). A investigação descobriu ainda que a droga também era distribuída no México e no Canadá.
Segundo a PF, as drogas chegavam em Santa Catarina por transporte aéreo. A cocaína que vinha de países vizinhos, como a Bolívia, era desembarcada em um aeroclube em de São Francisco do Sul, no Norte do Estado. A droga era inserida em cargas legais que eram desviadas das rotas com ajuda dos motoristas dos caminhões. A transferência da droga para as cargas ocorria em galpões do grupo investigado.
O patrimônio de dois chefes das organizações, que são os principais alvos, gira em torno de R$ 150 milhões. Segundo a PF, as exportadoras não tinham conhecimento do esquema.
Engrenagem que abastecia países europeus de cocaína funcionava por terra, ar e mar
Redes de traficantes catarinenses e estrangeiros, entre eles um mexicano que camuflava cocaína em blocos de granito, constituíam as quadrilhas de tráfico internacional de drogas desmanteladas pela Polícia Federal de Santa Catarina.
Desde março de 2016, as seguidas apreensões de cargas milionárias da droga dentro de contêineres em portos catarinenses chamavam a atenção no meio policial do Estado. Desde então, policiais federais e a Receita Federal adotavam estratégia de ação conjunta nos trabalhos.
Os criminosos continuaram as tentativas de enviar cocaína na conexão à Europa. A complexa apuração das duas instituições com monitoramento policial terminou com mais de 10 toneladas de cocaína recolhidas. Assim, a operação está nas estatísticas como entre as três de maiores apreensões da droga na história do País.
O rastro dos agentes contou até com uma campana de um avião de pequeno porte trazendo a droga ao pousar no aeroclube de São Francisco do Sul, Litoral Norte. Os policiais acompanharam e fizeram um flagrante na rodovia sem levantar mais suspeitas.
A PF garante ter tudo filmado, cuja divulgação ainda é prejudicada em razão do sigilo do inquérito determinado pela Justiça Federal em Joinville. Por enquanto, apenas advogados das partes estão tendo acesso ao conteúdo que incriminaria dezenas de patrões do tráfico em Santa Catarina, principalmente do norte do Estado.
O que se sabe é que se trata de um grande esquema criminoso envolvendo falsos empresários de fachada que ostentavam vida de luxo a partir da compra e venda de cocaína.
Pelo ar, terra e mar funcionava a engrenagem do tráfico internacional que abastecia de cocaína os países europeus. O mexicano que escondia a coca nos granitos agia a partir de Imbé, cidade litorânea do Rio Grande do Sul e está foragido.
Um dos supostos líderes que vivia em Santa Catarina já havia sido flagrado com cocaína em Barra Velha há mais de dez anos. Na época, era considerado peixe pequeno. Pois ele saiu da cadeia e surpreendentemente reapareceu atualmente como sendo um dos que desfrutavam da vida milionária a partir dos negócios ilícitos.



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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

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PF DESMANTELA TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS EM PORTOS DE SANTA CATARINA




As operações Oceano Branco e Contentor visaram o desmantelamento de grupos criminosos voltados ao tráfico internacional de cocaína

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou na manhã da última terça-feira (10), as operações Oceano Branco e Contentor visaram o desmantelamento de grupos criminosos voltados ao tráfico internacional de cocaína que atuam em portos marítimos catarinenses.
Cerca de 450 policiais federais e 25 servidores da Receita Federal cumpriram simultaneamente 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e diversos sequestros de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.
As investigações revelaram que as quadrilhas atuavam de forma similar, inserindo clandestinamente cargas de entorpecente em contêineres com mercadorias lícitas a serem exportadas, via de regra, para países europeus. Nas duas operações houve apreensões de droga no país e no exterior, em procedimentos de cooperação policial internacional.
Os investigadores resolveram fazer as operações no mesmo dia porque o modus operandi desses grupos criminosos era muito parecido e, inclusive, alguns dos presos trabalhavam para mais de uma organização criminosa.
Operação Contentor
A Operação Contentor, iniciada no final de 2016 em Joinville/SC, levou a cinco grandes apreensões de drogas, inclusive no exterior (Bélgica), totalizando cerca de duas toneladas de cocaína. No curso da investigação, apurou-se que o entorpecente era adquirido em região de fronteira, notadamente com a Bolívia, e entrava no Brasil em pequenos aviões que pousavam no aeroclube de São Francisco do Sul/SC. De lá, era levado para chácaras onde era acondicionado em grandes bolsas para posterior inserção em contêineres que sairiam pelo Porto de Itapoá. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios catarinense de Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva. Em São Paulo, os mandados foram cumpridos na capital e na cidade de Santos. Também houve mandados em Recife/PE, João Pessoa/PB e Rio de Janeiro/RJ.
Operação Oceano Branco
Já a Operação Oceano Branco, iniciada em março de 2016 pela PF em Itajaí/SC, apreendeu seis toneladas de cocaína em 12 diferentes ações, seis no Brasil e seis no exterior (Bélgica, França e Espanha). A investigação apurou que três grupos criminosos vinham embarcando volumosas quantidades da droga através de contêineres que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes, escondida em cargas de mercadorias como bobinas de aço, abacaxi em latas e blocos de granito. Além das apreensões referidas, foi possível vincular a atuação dos investigados a outros carregamentos interceptados por autoridades policiais na Itália, Dinamarca, Espanha, Arábia Saudita e Turquia, totalizando outras 2,5 toneladas da droga. As ordens judiciais da Operação Oceano Branco foram cumpridas nos municípios de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes, Itapema, Penha, Tijucas, Florianópolis, São Francisco do Sul, Joinville, todos em Santa Catarina, além de Imbé no Rio Grande do Sul.
Os alvos das operações, na medida de suas participações, responderão pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, bem como falsificação de documentos e uso de documentos falsos. As penas para cada evento de tráfico internacional podem chegar a 25 anos de prisão, além de 10 anos de reclusão por associação.
Suspeitos e esquema
"A participação dos funcionários dos portos era posterior à colação da cocaína nos contêineres e está relacionada a vigilância da droga no interior dos pátios dos terminais portuários até o embarque do contêiner no navio e aí o segmento da rota normal", afirmou o delegado da PF Fábio Mertens.
Entre os suspeitos, estão motoristas de caminhão, despachantes aduaneiros, funcionários dos portos e de armazéns, além de traficantes.
"Essa droga entrava aqui principalmente via área, através de aviões bimotores e monomotores adaptados que conseguem transportar até 600, 700 quilos de cocaína. Ingressavam em território nacional, pousavam em pequenos aeroclubes com pistas de pequeno porte e aeroclubes pouco movimentados. Essa droga era retirada dos aviões, colocada em veículos e estocada", disse o delegado da PF Alessandro Vieira.
Depois, os caminhões iam para os armazéns, onde a droga era colocada dentro dos contêineres, junto com as com cargas legalizadas. A polícia diz que os exportadores não tinham relação com as drogas e que a participação de alguns funcionários dos portos foi fundamental.
Prisões e apreensões

Foram presas 56 pessoas nas duas operações em 6 estado. Quatro pessoas seguem foragidas. Um dos suspeitos está foragido no exterior. A maioria dos suspeitos foi presa temporariamente e preventivamente, e outras em flagrante, porque, segundo a polícia, estavam com armas de calibre restrito ou drogas no momento da prisão.
Segundo a Polícia Federal, as prisões foram necessárias porque alguns dos envolvidos têm grande poder aquisitivo e poderiam sair com facilidade do país, e outros poderiam interferir nas investigações.
Na Operação Oceano Branco, foram 31 presos e 3 ainda se encontram foragidos. Ocorreram apreensão de armas, veículos de luxo, documentos, documentos falsos, bolsas esportivas similares a apreendidas anteriormente com cocaína, lacres de contêiner e dinheiro em espécie
Na Operação Contentor, foram 25 presos, sendo que 1 ainda se encontra foragido. Ocorreram apreensão de armas, veículos de luxo, dois quilos de cocaína, aproximadamente R$ 10 mil, U$ 98 mil e 13 mil euros em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos

Em Joinville, no Norte catarinense, carros de luxo foram apreendidos em uma revendedora. A PF acredita que os sócios estejam envolvidos no esquema do tráfico. A polícia ainda investiga se a loja era usada para a lavagem de dinheiro. Também foram sequestrados veículos em residências de investigados.
Santos

Na Baixada Santista, foram cumpridos seis mandados judiciais de busca e apreensão e outros três mandados de prisão preventiva. Os suspeitos foram levados para a Delegacia de Polícia Federal, no Centro de Santos.
João Pessoa

Dois mandados de prisão e um de busca e apreensão foram cumpridos no bairro Altiplano, em João Pessoa, na Paraíba. Conforme a Polícia Federal, os dois suspeitos são de São Paulo e estavam em João Pessoa desde a sexta-feira (6).
Recife

No Recife, o mandado de prisão foi cumprido no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul, onde um empresário de 41 anos que tem uma empresa de conservas em Santa Catarina foi preso. O homem foi encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. No cumprimento de um mandado de busca e apreensão, foram apreendidos celular, documentos e mídias de computador.
No bairro da Boa Vista, no centro da cidade, foi cumprido um mandado de condução coercitiva contra uma mulher, que foi levada à sede da PF, no Cais do Apolo, também na região central da cidade. A mulher, segundo a polícia, foi ouvida e depois liberada após prestar depoimento.
Os nomes dos presos não foram revelados pela polícia, mas foi confirmado que há grandes empresários e funcionários dos portos envolvidos.

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