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APÓS TENTAR A TERCEIRIZAÇÃO, CDP DIVULGA NOVO CONCURSO PARA A GUARDA PORTUÁRIA

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quinta-feira, 19 de outubro de 2023

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OPERAÇÃO CONJUNTA É REALIZADA NA ÁREA DE FUNDEIO DO PORTO DE ITAQUI

A ação foi comandada pela Marinha do Brasil. Objetivo foi verificar a possível prática de operação não autorizada de abastecimento de navios

Na última quarta (11), foi realizada uma fiscalização de operação offshore, na área de fundeio do Complexo Portuário do Porto de Itaqui, no Maranhão.

A operação contou com a participação da Marinha do Brasil (MB) – a partir da Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) – Autoridade Portuária, Polícia Federal (PF), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),

A diligência, com o apoio da aeronave de suporte operacional, sob gestão da Autoridade Portuária do Porto do Itaqui, foi realizada com o objetivo de verificar a possível prática de operação não autorizada de abastecimento de navios na área regulamentada pela Marinha para fundeação.

A ação foi comandada pela Marinha do Brasil, autoridade marítima responsável por emitir autorização para esse tipo de atividade. A Emap foi acionada como autoridade portuária responsável, sob coordenação da autoridade marítima - Marinha do Brasil, pela área de fundeio e sua fiscalização.

“Graças ao fortalecimento dos recursos de segurança portuária que tem sido feito desde o início dessa gestão, pudemos realizar essa operação inédita, com sobrevoo de helicóptero na área de fundeio do complexo portuário para verificarmos a existência ou não de abastecimentos não autorizados pela autoridade marítima. Esse passo é de extrema importância para toda a segurança de nosso litoral e para que possamos prevenir possíveis acidentes com impacto ambiental”, explicou o presidente da Emap, Gilberto Lins.

A operação foi avaliada como um sucesso pelas equipes dos órgãos envolvidos, principalmente pela utilização da única aeronave capaz de realizar voos offshore disponível no Maranhão. As condições observadas, durante o sobrevoo, foram registradas pelos órgãos ambientais, pela Polícia Federal e Capitania dos Portos e deverão ser estudadas e avaliadas a partir de agora.

"Conseguimos ter um apanhado geral de como estão as operações na área de fundeio, especialmente nas áreas três e quatro, foco desta primeira fiscalização. Além disso, a ação de hoje marca o início de uma parceria que só tende a render bons frutos para o Maranhão", declarou o Capitão dos Portos do Maranhão, Alexandre Roberto Januário.

Como resultado do trabalho, o capitão informou, por meio de ofício divulgado no último dia 11, que está proibida a realização de operação de bunkering (abastecimento) na Baía de São Marcos, dentro ou fora das áreas de fundeio, até que seja proferida autorização por parte da Capitania dos Portos do Maranhão.

Área de fundeio

A área de fundeio é o nome dado ao local pré-estabelecido e regulamentado pela Marinha, onde uma embarcação pode lançar âncoras enquanto aguarda sua vez de atracar no porto. No Complexo Portuário do Itaqui, a autoridade marítima responsável por esta regulamentação é a Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA).

De acordo com a Lei dos Portos (Nº 12.815/13), a delimitação das áreas de fundeadouro também compete à autoridade portuária, sob coordenação da autoridade marítima. A operação, portanto, cumpre esse dever legal ao avaliar, minuciosamente, a segurança de operações de abastecimento de embarcações offshore nessa área.

Segundo as autoridades envolvidas na iniciativa, além de coibir atividades não-autorizadas pela Capitania, a ação busca, sobretudo, prevenir danos ambientais que possam ser causados por derramamentos de óleos combustíveis marítimos e garantir a integridade do ecossistema da Baía de São Marcos.

"Essa é a primeira operação conjunta que a Emap participa, aplicando a nossa visão de sempre buscar a sustentabilidade de nossas operações e a prevenção de possíveis danos ao meio ambiente. A partir de agora, pretendemos manter esta fiscalização como rotina em nosso porto", revelou a gerente de meio ambiente da Emap, Luane Lemos.

Toda a operação foi muito bem planejada, com reuniões prévias que definiram seus parâmetros. A partir de agora, com o auxílio da aeronave disponibilizada pela Emap, essas operações de fiscalização se tornarão constantes, sempre realizadas em consonância com a Marinha do Brasil e demais órgãos.

Além disso, o delegado afirma que os indivíduos atuam em forma de “consórcio” onde cada carregamento de drogas possui um dono diferente com logomarcas próprias. Essa grande quantidade de entorpecentes é transportada junta e depois dividida entre seus respectivos donos. “Se perder, nem todos perdem muito, cada um perde um pouco”, explica Tavares.


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segunda-feira, 5 de junho de 2023

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LANCHA TÁTICA REFORÇA SEGURANÇA PORTUÁRIA NO PORTO DE ITAQUI

 

A embarcação para uso da Polícia Militar auxiliará no combate ao contrabando de mercadorias, armas de fogo e entorpecentes

O Governo do Maranhão, por meio da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), anunciou investimento na segurança portuária com a aquisição de uma nova lancha tática, DSG 680.

A EMAP irá disponibilizar a embarcação para uso da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) no auxílio das atividades de policiamento fluvial/marítimo, com o objetivo maior de combater e enfrentar o contrabando de mercadorias, armas de fogo, entorpecentes, dentre outros ilícitos penais, nos portos e terminais portuários do litoral do Maranhão.

Conforme a gestão estadual, a embarcação vem interconectar diferentes órgãos que integram também o Porto do Itaqui, trazendo mais segurança para as fiscalizações na área do fundeio, alfandega etc., além de levar mais segurança para os investidores e toda classe empresarial que atua no setor cargueiro.

O equipamento será utilizado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Maranhão, podendo atender demandas auxiliares da Polícia Federal (PF), Receita Federal do Brasil (RFB), dentre outras.

Sobre a Lacha DGS 680

A lancha DGS 680 têm grande versatilidade, tendo sido testada e aprovada em ambientes extremos e remotos, como a Antártica e a Ilha de Trindade. A DGS 680 é econômica e extremamente resistente, ideal para realizar as missões do dia a dia da organização militar, sejam elas de proteção naval, patrulha ou transporte. Os barcos podem ser personalizados para atender as necessidades de qualquer operação.

Os barcos DGS 680 têm grande capacidade de amortecimento a impacto, não propagam chamas, são recicláveis, possuem grande reserva de flutuabilidade, baixo custo de manutenção, não sofrem resistência e têm baixa percepção em radares. Barcos como o DGS 680 podem ser munidos com piso antiderrapante, padrão militar ou revestimentos compatíveis com qualquer atividade pretendida, dentre outras configurações.

Fonte: Jornal Pequeno


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terça-feira, 10 de agosto de 2021

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PORTO DO ITAQUI INAUGURA BASE DE PRONTO-ATENDIMENTO AMBIENTAL

 

A base foi montada em dois contêineres para a área administrativa e um galpão para os equipamentos

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) inaugurou no mês passado a sua Base de Pronto-Atendimento Ambiental, que funcionará na área operacional do Porto do Itaqui com pessoal treinado em plantão permanente, e equipada para o combate e a prevenção de situações mapeadas no PEI – Plano de Emergência Individual da Autoridade Portuária.

A solenidade de entrega da unidade, ocorrida em 13 de julho, contou com a presença do presidente do Itaqui, Ted Lago, dos diretores Jailson Luz (Operações) e Artur Costa (Administração e Finanças), das gerentes Gabriela Heckler (Jurídica), Luane Lemos (Meio Ambiente) e equipe, além do coordenador de Emergências, Felipe do Carmo, da Brasbunker, empresa contratada para as operações na base.

“A instalação dessa base reforça o nosso modelo de excelência em gestão portuária, avançando na melhoria da resposta a emergências. A intenção é nunca precisar usar a base, trabalhamos para isso, mas precisamos estar preparados”, afirmou Ted Lago. O Porto do Itaqui é certificado pela ISO 14001:2015, que atesta a excelência da gestão ambiental de uma empresa.

Com investimento de R$ 2,5 milhões, a base está equipada com duas embarcações, mantas absorventes, cordões de contenção, tanques flutuantes, skimmers (bombas de sucção de óleo) e outros recursos para redução de danos em caso de acidentes no mar.

A unidade está preparada para responder a emergências ambientais dentro da Poligonal do Porto do Itaqui e nos terminais de ferryboat da Ponta da Espera e do Cujupe. Um trabalho que será feito em duas frentes: no atendimento às emergências da EMAP e também no apoio à comunidade portuária (para isso conta com alguns equipamentos de uso compartilhado).

“Temos agora um grau a mais de segurança. Hoje os nossos procedimentos indicam que os operadores portuários são responsáveis pelo atendimento às emergências decorrentes de suas atividades, mas a EMAP, estando preparada, consegue suplementar essas respostas e auxiliar de forma mais técnica em caso de algum incidente ambiental”, disse Luane Lemos.

Montada em dois contêineres para a área administrativa e um galpão para os equipamentos, a base foi instalada em uma área estratégica, próxima à rampa da praticagem. O monitoramento será realizado por equipes divididas em turnos para garantir cobertura em terra e mar, com oito técnicos operacionais e um coordenador.

“Vamos funcionar em tempo integral, 24 horas por dia, sete dias por semana, para prevenir e evitar que o ambiente seja degradado, atuando imediatamente em caso de algum incidente com óleo ou produto químico”, explicou Felipe do Carmo.

Plano de Emergência Individual

O Plano de Emergência Individual (PEI) é uma exigência da Lei Federal Nº 9.966/2000 e se aplica a Portos Organizados, Instalações Portuárias e Plataformas, bem como às suas instalações de apoio. O PEI pode ser considerado um plano de contingência e contém informações e descrições dos procedimentos de resposta diante de um incidente envolvendo derramamento de óleo e derivados.

O PEI do Porto do Itaqui, atualizado em 2019, contempla os Portos do Itaqui, Porto Grande e os Terminais de Ferryboat e Cujupe, localizados em Alcântara/São Luís – MA e o Porto Turístico de São José de Ribamar.

Esse documento é o principal instrumento de orientação, em caso de acidentes envolvendo embarcações, veículos e equipamentos. Ele descreve cenários acidentais, define a Estrutura Organizacional de Resposta aos acidentes, além do dimensionamento de recursos humanos, equipamentos e materiais de resposta imediata no combate aos eventos com derramamento de óleo e outras substâncias.


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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

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PORTO DO ITAQUI CRIA SOFTWARE PARA GESTÃO PORTUÁRIA

 


O Sistema Integrado de Monitoramento conecta programação, planejamento e controle das operações portuárias.

A gestão portuária é complexa e envolve múltiplos atores e processos. Anteriormente controlado por meio de várias planilhas utilizadas para monitorar cada etapa do fluxo operacional, esse gerenciamento vem se modernizando no Porto do Itaqui. De 2017 para cá foram incorporados softwares para promover a integração dos setores de programação, planejamento e controle das operações portuárias. Um dos resultados dessa inovação foi alcançado agora em 2020, com o registro do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM) do Porto do Itaqui, desenvolvido pela equipe da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

“É um orgulho grande para nós termos esse primeiro programa pensado e desenvolvido para os nossos clientes, uma solução desenhada pela área de Operação da EMAP para gerar mais eficiência e segurança, além de possibilitar o monitoramento de todas as nossas atividades”, afirma o diretor de Operações e Planejamento do Porto do Itaqui, Jailson Luz.

Válido por 50 anos, o registro de programa de computador concedido ao SIM pelo INPI atesta a propriedade dessa tecnologia concebida pela EMAP, fruto do trabalho de uma equipe multidisciplinar formada pelos funcionários Alexandre dos Santos, Fabrício de Lima, Marco Aurélio Mendes e Mário Sergio Trovão.

“Sou muito grato pela confiança que a empresa teve no meu trabalho e tenho orgulho de fazer parte desse projeto, trazendo meus conhecimentos em programação para a elaboração do código-fonte”, afirma o analista Fabrício.

“Além do módulo de operação registrado no INPI, o projeto contempla os módulos de indicadores operacionais, gestão do planejamento, da segurança, de projetos, da manutenção e um aplicativo para acessar todas essas informações”, explica o coordenador de Soluções Integradas, Alexandre Sá.

“O SIM é uma solução que veio para melhorar os processos operacionais, integrar e facilitar a comunicação entre os setores de forma rápida, gerando dados confiáveis”, completa o gerente de Manutenção, Marco Aurélio.

A trajetória vitoriosa dessa solução, assim como ocorre em quase toda tecnologia que rompe padrões estabelecidos, enfrentou certa desconfiança. “O ponto-chave para vencermos essa insegurança inicial em relação à mudança foi demonstrar de forma muito clara que o sistema forneceria dados irrefutáveis para a tomada de decisões da empresa”, destaca o analista de Soluções Integradas, Mário Sérgio.

Necessidade de inovar

Além do SIM, a EMAP vem investindo em outras ferramentas tecnológicas, como o Terminal Operating System Plus (TOS+), plataforma com a função de atender à solicitação de alfandegamento da Receita Federal, coletar dados e fornecer informações sobre as operações portuárias, eliminando possíveis gargalos e otimizando processos. O sistema começou a ser implantado em 2017 e desde então vem integrando os setores que compõem o processo operacional do Itaqui, incluindo agências marítimas, despachantes aduaneiros, operadores portuários, transportadores rodoviários e importadores de graneis sólidos.

A partir do uso da plataforma foi preciso buscar recursos mais específicos para transformar dados em informações visuais e de fácil interpretação, bem como registros das ações. Então a equipe de planejamento desenvolveu o SIM, ferramenta que utiliza as informações do TOS+, convertendo os dados em imagens e facilitando a tomada de decisões.

A rede de monitoramento do Porto do Itaqui, além do TOS+ e do SIM, conta com um Centro de Controle Operacional (CCO) equipado com videowall de oito telas integradas ao sistema de gestão portuária para garantir a segurança no tráfego de navios e cargas, contribuindo também para o aumento da produtividade do porto. Quanto mais informações claras e confiáveis a tecnologia puder oferecer, melhor são trabalhados indicadores como volumes movimentados por navios, cálculos de produtividade, períodos de operação, controle de paradas e respectivas causas, taxas de ocupação de berços, tempo de navios em fila, dentre outros aspectos.

Além disso, a integração ao Eletronic Data Interchange (EDI) padroniza a troca eletrônica de dados, evita digitação manual (o que reduz o tempo de processamento de informações), otimiza as horas trabalhadas da equipe, assegura a confiabilidade dos relatórios gerados e permite que os analistas se dediquem a efetuar análises das informações e, caso necessário, planos de ação para eliminação de possíveis gargalos operacionais.

A busca por novas tecnologias para melhorar a gestão operacional é um processo contínuo na EMAP. “Estamos constantemente revisando e desenvolvendo procedimentos internos e nesse momento a equipe está finalizando o módulo de agendamento e gestão de contêineres e cargas gerais, um simulador das capacidades e fluxos rodoviários, ferroviários e aquaviários para as cargas que chegam ou saem do porto”, informa o gerente de Logística, Hibernon Marinho.

O setor também vem trabalhando no projeto de reconfiguração e modernização das portarias de acesso Norte e Sul e preparando a automatização e futura divulgação em tempo real do line-up do Itaqui. O SIM não é um produto fechado, exemplo disso é que estão sendo desenvolvidos novos módulos para integrar além da operação, outras áreas ao sistema, como manutenção, engenharia, segurança portuária, planejamento estratégico e assim por diante.

Saiba mais sobre o SIM

O Sistema Integrado de Monitoramento criado para atender à necessidade do porto de gerenciar melhor suas operações e fazer um controle mais efetivo de sua produtividade, é composto atualmente por seis módulos principais:

Módulo Acompanhamento Operacional – Monitora todos os resultados dos navios e a partir da tela inicial é possível acessar um painel detalhado para verificação de desempenho de cada turno, paradas, dados das cargas e de clientes, médias operacionais etc.

Módulo de Passagem de Turno – Elaborado com a finalidade de eliminar falha na comunicação e problemas operacionais, gera um relatório de informações ao longo de cada turno.

Módulo Radar – Tem a função de efetuar as liberações de manutenção, acessos e processos operacionais relevantes que venham a impactar o fluxo das operações. O Radar possui também uma tela de resumo para visualizar as atividades em andamento e seus quantitativos.

Módulo de Alinhamento Operacional – Facilita o registro de reuniões vinculadas a um processo, como uma operação de navio ou uma atividade do Radar. Essas reuniões são classificadas por assunto, como por exemplo: Operação, Segurança, Meio Ambiente, etc.

Módulo de Gerenciamento de Operação Não Mecanizada – Permite análises dos gargalos operacionais, apresenta os tempos médios entre cada processo, o que possibilita ajustes e ganho de produtividade.

Módulo de Gerenciamento das Operações de Berços e Janelas de Atracação/Desatracação – Possibilita uma gestão macro da operação portuária, já que o sistema demonstra graficamente quatro processos: planejamento, estadia de navio, tempo operacional e projeção corrigida.


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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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PORTO DO ITAQUI ATUALIZA PLANO DE SEGURANÇA



O Plano de Segurança Pública Portuária é desenvolvido de acordo com as proposições e recomendações da Conportos.
No início do mês foi entregue o novo Plano de Segurança Pública Portuária – PSPP do Porto do Itaqui, com atualização de todos os requisitos e a incorporação das novas áreas que foram recentemente agregadas ao porto público do Maranhão, o que abrange, por exemplo, o berço 108 e o Pátio H.
 O documento será apresentado à Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), formada por representantes do Departamento de Polícia Federal, da Capitania dos Portos, da Secretaria da Receita Federal, da Administração Portuária e do Governo do Estado.
Após a validação da Cesportos, o PSPP do Porto do Itaqui será encaminhado à Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), responsável por tornar público o documento. “A atualização do Plano de Segurança é fundamental para a manutenção de nossa certificação no ISPS CODE, código de segurança em navios e instalações portuárias e, no âmbito internacional, de acordo com as regras do IMO – Organização Marítima Internacional”, afirma o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago. 
A avaliação de risco do Itaqui foi realizada pela MD Consultoria, empresa credenciada no Ministério da Justiça, que também foi responsável pela elaboração do plano de segurança. “Hoje o Porto do Itaqui conta com um sistema de segurança diferenciado. Posso afirmar que nenhum outro porto público brasileiro possui um Centro de Controle Operacional tão bem equipado como este”, afirmou o consultor Marcus Dantas.
O Plano de Segurança Pública Portuária é desenvolvido de acordo com as proposições e recomendações da Legislação Brasileira em vigor, o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuária (ISPS CODE), previsto na Resolução nº 2 da Conferência Diplomática sobre Proteção Marítima, no âmbito da Organização Marítima Internacional (IMO), de dezembro de 2002. E também de acordo com as instruções contidas na Resolução nº 12, de 18/12/2003, da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis - CONPORTOS.
Porto Seguro
O Porto de Itaqui é certificado pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos) no ISPS-CODE (norma internacional de segurança para controle de acessos e monitoramento) e conta com atuação permanente da Guarda  Portuária em parceria com o NEPOM – Núcleo Especial de Polícia Marítima (da Polícia Federal) e Receita Federal.
A EMAP, na qualidade de Autoridade Portuária, conta, em sua estrutura organizacional, com uma gerência diretamente subordinada ao presidente, encarregada de organizar, gerenciar e supervisionar os serviços de segurança portuária. Cabe à Gerência de Segurança Portuária prover a segurança das instalações, das pessoas e das operações realizadas em toda a área do porto organizado, assim como nas demais áreas e instalações administradas pela empresa.


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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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CLANDESTINOS AFRICANOS SÃO DETIDOS NO PORTO DE ITAQUI



A Polícia Federal com apoio da Anvisa, Capitania dos Portos e Guarda Portuária do Itaqui realizou a prisão em flagrante e os detidos foram imediatamente levados para a superintendência da Polícia Federal
Após terem sido flagrados clandestinamente em um navio com bandeira das Ilhas Marshall na Baía de São Marcos, nas proximidades do Porto do Itaqui, em São Luís, cinco africanos foram autuados em flagrante na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), no bairro Cohama, na capital.
O caso aconteceu no domingo, 18, e o governo nigeriano foi comunicado sobre a prisão, embora um deles seja de Camarões. A embarcação havia saído da Nigéria no último dia 6, segundo a Capitania dos Portos do Maranhão.
Em entrevista à imprensa, na manhã de ontem, 19, na sede da Superintendência da PF, o delegado Francisco Robério Lima Chaves disse que, após ser comunicada, a Polícia Federal deslocou 10 policiais ao navio, modelo Hawk 1, para garantir a conclusão da manobra de atracação até o Porto do Itaqui, a fim de evitar instabilidade na área portuária. “Eles cometeram o crime previsto no Artigo 261 do Código Penal Brasileiro, que dispõe sobre expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea”, comentou o delegado.

Conforme Robério Chaves, os africanos foram conduzidos à Superintendência Regional da PF, onde foi lavrado o procedimento de imigração e de polícia judiciária, mediante instauração de auto de prisão em flagrante delito, já no período noturno. “Além disso, a Polícia Federal vai ouvir o comandante da embarcação, o prático e uma testemunha”, frisou o delegado. Ele confirmou que quatro são nigerianos e um é camaronês, embora não tivessem nenhum documento de identificação.
Governo nigeriano é comunicado
A delegada Cassandra Ferreira, superintendente da PF no Maranhão, afirmou que o governo nigeriano será comunicado sobre a condução e autuação dos africanos. Ela anunciou que a Defensoria Pública já foi avisada sobre os procedimentos realizados acerca dos estrangeiros.
“Estamos aguardando a chegada deles (os clandestinos) para começar o auto de prisão em flagrante e o governo da Nigéria será comunicado sim”, enfatizou Cassandra.
Operação com uso de helicóptero
Na coletiva, o delegado Robério Chaves disse que, após ser acionada pela Capitania dos Portos do Maranhão, a PF seguiu ao navio em um helicóptero da instituição. Quando os policiais se aproximaram, os africanos, sendo três deles nus, ainda arremessaram alguns objetos na direção da equipe. Mas, após outras tentativas, os policiais federais conseguiram descer na embarcação e renderam os nigerianos e o camaronês.
“Eles cometeram um crime, que é expor perigo à embarcação ou de qualquer forma impedir ou dificultar a navegação marítima. Como eles impediram o prático de entrar, eles impediram o navio de seguir o trâmite normal”, assinalou o delegado da PF. Ele confirmou que os africanos foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde aguardarão o recambiamento para os seus países de origem.
Navio saiu no dia 6
O comandante da Capitania dos Portos do Maranhão, capitão de Mar e Guerra Márcio Ramalho Dutra e Mello, contou que o navio saiu de Lagos, cidade da Nigéria, no último dia 6, e os clandestinos foram descobertos pela tripulação três dias após a embarcação ter zarpado. “O navio saiu para o seu destino e três dias depois foram ouvidos barulhos na máquina do leme. Quando foram encontrados, os estrangeiros foram encaminhados ao camarote, onde foram alimentados e bem tratados”, declarou o oficial da Marinha.
“Estava tudo dentro da normalidade para receber o navio no porto. Ao embarcar o prático, que assessora a embarcação na atracação, os estrangeiros o hostilizaram. Por isso, a primeira manobra de atracação foi cancelada. A PF teve de ir a bordo para garantir a segurança da navegação”, complementou o capitão. Segundo informado pelo comandante da Capitania, o navio será carregado de cobre no Porto do Itaqui e seguirá viagem até Porto Huelva, na Espanha. Ele partiu da Nigéria sem produtos .
Nota da Polícia Federal

Procedimento administrativo
O capitão de Mar e Guerra anunciou que vai instaurar um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da entrada dos clandestinos na embarcação. “O comandante e o prático serão convocados para prestar depoimento sobre o caso”, salientou o oficial. Márcio Ramalho pontuou que a fiscalização é rigorosa e acontece até mesmo durante a viagem em alto-mar.
“A própria segurança do navio e a segurança portuária fazem isso, também. Nós temos um processo de fiscalização rígido. Todo o navio é inspecionado”, comentou ele.
Nota da EMAP
A Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), responsável pela gestão do Porto do Itaqui, foi informada pelas autoridades policiais de que o navio MV HAWK I, de bandeira das Ilhas Marshall, programado para atracar na tarde deste domingo (18), no berço 105, trazia cinco pessoas que embarcaram clandestinamente quando da parada do mesmo, na cidade de Lagos, Nigéria. A Polícia Federal com apoio da Anvisa, Capitania dos Portos e Guarda Portuária do Itaqui realizou a prisão em flagrante e os detidos foram imediatamente levados para a superintendência da Polícia Federal.

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sexta-feira, 21 de abril de 2017

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OBRAS DO PORTO DE ITAQUI TIVERAM FRAUDE EM LICITAÇÃO E CAIXA 2




Odebrecht e Andrade Gutierrez combinaram os preços das obras de mais de R$ 180 milhões em reformas, segundo delator

As obras de expansão do orto de Itaqui, maior terminal da região Norte do País, localizado em São Luís (MA), foram alvos de conluio e combinação de preços entre as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Serverg, além de envolverem o pagamento de caixa 2.
Os crimes foram detalhados pelo delator Raymundo Santos Filho, ex-executivo que atuava em operações da Odebrecht nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.
Segundo o delator, as empreiteiras combinaram os preços das obras de reformas de dois berços de atracação do porto e da construção de um terceiro berço, obras que somaram mais de R$ 180 milhões e que tiveram início em 2006. “Procuramos a Andrade Gutierrez para fazer um acordo para atuar nessas obras”, disse Santos Filho.
Juntas, as duas empreiteiras foram procurar a Serveng para combinar os preços das três obras, mas a empresa negou, porque já estava na região e queria ficar com a construção do terceiro berço, disse o relator.
Por conta disso, Odebrecht e Andrade acabaram ficando apenas com a expansão dos dois berços que já existiam.
Em 2008, disse o delator, o então deputado federal e presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), João Castelo (PSDB), morto em dezembro de 2016, pediu dinheiro ao consórcio da Odebrecht e Andrade para financiar sua campanha para a prefeitura de São Luís, eleição que viria a vencer.
De acordo Raymundo Santos Filho, R$ 200 mil foram repassados a João Castelo em julho de 2008. “Essa ajuda foi prestada em dinheiro vivo”, disse o delator. “A Andrade providenciou os recursos de R$ 200 mil.”
A entrega do dinheiro, segundo ex-funcionário da Odebrecht, foi feita na residência do ex-executivo da Andrade Gutierrez, Marco Antônio de Castro, à filha do próprio João Castelo.
“Ele pediu a mim e ao Marco Antônio”, disse Santos Filho. “Essa entrega foi feita, pelo que o Marco Antônio me relatou, à filha do João Castelo, chamada Gardênia Castelo.”
O pagamento do caixa 2 era uma contrapartida dada a João Castelo que teria atuado em Brasília para destravar pagamentos das obras, os quais estavam atrasados pelo governo federal. No período, os contratos passaram por cinco termos aditivos.
Procurada, a empreiteira Andrade Gutierrez afirmou, por meio de sua assessoria, que não iria se pronunciar sobre as acusações. A reportagem enviou mensagem à Serverg e à Gardênia Castelo e, até a publicação deste texto, não obteve retorno.


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