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quinta-feira, 14 de março de 2013

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GUARDA PORTUÁRIA MONITORA ÁREA INVADIDA EM RIO GRANDE-RS



Famílias ocupam área de expansão portuária no bairro Mangueira


 
Quem passou na segunda-feira pela manhã pela estrada da Barra, sentido Centro, já pode observar uma nova ocupação de área em Rio Grande. Cerca de 30 famílias invadiram área de expansão portuária, bem na entrada do bairro Mangueira, no sábado à tarde. Nesta terça, há em torno de 100 famílias no local. E todos estão de acordo: "Se nos tirarem de manhã, entramos de novo à tarde", enfatizam. Ainda na segunda-feira, a Guarda Portuária iria procurar o superintendente do Porto, Dirceu Lopes, para marcar uma reunião com representantes da ocupação.

Na manhã da segunda, 12, a Guarda Portuária estava monitorando a ocupação, conversando com as pessoas e avaliando a situação. Como apoio, levaram policiais do Pelotão de Operações Especiais (POE), da Brigada Militar. A avaliação é de que os ocupantes terão que sair, pois além de área de expansão, este é um local de alto risco, devido aos canos de produtos químicos que passam pelo subsolo. "Não tem como as pessoas morarem aqui. É risco na certa", disse um guarda portuário que estava monitorando a área.

Um dos primeiros a entrar, o pescador Jair Dias de Oliveira, justifica que este era um local utilizado por todos como depósito de lixo. "Estamos precisando, não temos casa própria e nem condições de pagar mais o aluguel, que subiu mais de 200% em um ano. Não tínhamos outra solução e esta área estava sem uso nenhum, a não ser virar um lixão", disse.

Outra a ocupar um lote, Nice Mohr e o marido entraram também no sábado. "Estávamos desesperados porque não temos onde morar", diz Nice. O casal veio de Sapucaia. O marido, trabalhador no Polo Naval, explica que a situação de todos é muito difícil. "Não tem mais nada para alugar. E o que tem está em um valor astronômico. Não tem como comprar nada, porque um pequeno lote sem escritura sai na base de R$ 100 mil. Simplesmente não há o que fazer", frisa.

Nice é da opinião que Rio Grande está totalmente despreparada para receber tanta gente. "O pessoal vem trabalhar e traz a família, o que é normal. Pouco tempo depois não tem mais como permanecer no aluguel e não há como adquirir algo próprio. Os valores se tornaram absurdos. É uma verdadeira exploração. Só nos resta conseguir um lote e construir uma casa própria", finaliza.


Fonte: Jornal Agora – Rio Grande – RS
 
 
 

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