Postagem em destaque

NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

0

CASOS DO CAIS: QUE TIRO FOI ESSE?

O Posto Fiscal 6, localizado junto ao Armazém 15, permanece de pé até hoje. Este armazém fica sobre o canal por onde passam as catraias

Jojo Todynho talvez nem imagine, mas muito antes de lacrar com o seu hit “Que Tiro Foi Esse?”, alguém já havia gritado essa mesma frase — e com muito mais sinceridade — no Posto Fiscal 6 do Porto de Santos.

Este posto, localizado junto ao Armazém 15, permanece de pé até hoje. O armazém fica sobre o canal por onde passam as catraias que fazem a travessia entre Santos e o Distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá. Antigamente, quando a administração era da Companhia Docas de Santos – CDS, ali ocorria o desembarque dos passageiros dos navios de cruzeiro. Na frente, existia um armazém que funcionava como terminal e também a tradicional Casa do Café do Porto de Santos.

Por volta do final dos anos 70, no turno das 18h às 24h, cumpriam ali sua jornada de trabalho os guardas portuários Beto “Cachaça” e Regis “Risadinha” — tempos em que praticamente todo GP carregava um apelido tão inseparável quanto o cinto do uniforme.

Certa noite, Regis resolveu conferir sua arma pessoal, um revólver calibre .22 — sim, ele havia emprestado a arma para alguém (e até hoje ninguém entende isso). Ao pegá-la de volta, percebeu que estava engatilhada. Começou a mexer daqui, testar dali… quando PÁ!

O estampido ecoou no posto como se o Armazém 15 tivesse ido pelos ares.

Beto, que estava tranquilamente no banheiro, quase caiu do vaso. Assustado, gritou:

— QUE TIRO FOI ESSE?!

Achou que o disparo tinha sido nele.

Na verdade, a bala havia atravessado a mão esquerda de Regis e se alojado na parede do corredor. Por sorte, não atingiu nenhum osso.

Uma viatura o levou direto para a Santa Casa de Santos, onde ganhou alguns pontos na mão, um boletim de ocorrência por “acidente com arma de fogo”, e o pior, o abalo na sua autoestima. O Rondante da área, Pascoalino, jura até hoje que não comunicou o ocorrido. Mas, convenhamos: um tiro dentro do Posto Fiscal 6 não dava exatamente para esconder da chefia. Resultado? Dois dias de suspensão.

E, até hoje, em qualquer confraternização dos veteranos da Guarda Portuária, lá está Regis “Risadinha”, mostrando a cicatriz e contando essa história — e fazendo jus ao apelido, sempre rindo, claro, porque se não risse, chorava.

Moral da história: Nunca empreste a sua arma, nem para um amigo, que a vítima poderá ser você.


Leia Também outros casos:




A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto (Safety/Security). A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos. Caso não tenha conta no Google, entre como anônimo mas se identique no final do seu comentário e insira o seu e-mail.

LEGISLAÇÕES