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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

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LADRÕES FURTAM FIOS DA USINA DE ITATINGA, NO PORTO DE SANTOS



Em uma operação ousada, ladrões furtaram oito quilômetros de cabos das linhas de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fica em Bertioga e é responsável por fornecer a maior parte da eletricidade consumida no Porto de Santos. O crime aconteceu na madrugada de segunda-feira (16), interrompendo o abastecimento. A previsão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) é de que o serviço seja restabelecido nesta terça-feira (18), até as 12 horas.
A usina, construída em 1910, é destinada ao fornecimento da energia necessária às operações portuárias, à iluminação do cais, aos armazéns e aos escritórios da administração portuária.
A transmissão é feita por cabos, que atravessam uma mata de difícil acesso em Bertioga. Na madrugada de segunda, a Codesp identificou a interrupção do fornecimento da energia. A primeira suspeita era de que um raio, vento forte ou algum animal tivesse prejudicado o serviço.
Após várias tentativas de restabelecimento, a estatal deslocou agentes da Guarda Portuária ao local, ainda de madrugada. Apenas após o amanhecer foi detectado o furto dos fios.
A surpresa fica por conta da quantidade de fios de alta tensão furtados. Eles somam oito quilômetros (mais do que a distância entre a divisa de Santos - São Vicente e o Ferry Boat, que chega a 7,45 quilômetros) e simplesmente sumiram. Conforme a estatal, foram quatro conjuntos de fios com dois quilômetros de extensão.
A suspeita é de que uma quadrilha especializada tenha sido responsável pelo furto. Além de conhecer bem a mata, os bandidos têm conhecimentos avançados em eletricidade. Eles conseguiram desarmar o sistema após jogarem uma corrente de ferro entre os fios, causando um curto-circuito.
Com isso, conseguiram retirá-los sem o risco de serem eletrocutados. Segundo comerciantes especialistas em eletricidade, esses fios têm em torno de 40 centímetros de diâmetro.
Abastecimento
Hoje, Itatinga é responsável por 15 dos 23 megawatts consumidos pelo cais santista. Os 8 megawatts (quase 35%) restantes são obtidos por concessionárias de energia elétrica. Na Margem Direita (Santos) a compensação é feita pela CPFL. Já na Margem Esquerda (Guarujá), as redes são segregadas e os terminais recebem energia, além da usina, das concessionárias CPFL e Elektro.
Com a interrupção na transmissão da usina, apenas as concessionárias estão fornecendo energia ao Porto. Por isso, a Codesp pediu ao Sindicato das Operadoras Portuárias do Estado de São Paulo (Sopesp) que informasse suas associadas sobre a necessidade de racionar o consumo de eletricidade em suas instalações. Três terminais de contêineres afirmaram que suas operações não foram afetadas pela queda no serviço de Itatinga.


Fonte: Jornal A Tribuna  


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