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APÓS TENTAR A TERCEIRIZAÇÃO, CDP DIVULGA NOVO CONCURSO PARA A GUARDA PORTUÁRIA

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domingo, 7 de setembro de 2025

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AUMENTO DE PENA PARA FURTO DE CABOS ELÉTRICOS: AVANÇO LEGAL NA PROTEÇÃO DE INFRAESTRUTURAS CRÍTICAS


Por décadas, a Guarda Portuária tem exercido um papel silencioso, porém decisivo, na preservação da integridade de nossas infraestruturas críticas

Quando um cabo elétrico some, não é só o cobre que desaparece — é a energia que mantém hospitais abertos, escolas funcionando, navios operando e famílias vivendo com dignidade. Com a nova Lei nº 15.181/2025, o Brasil endurece o jogo contra furtos, roubos e receptação desse material, protegendo o que é estratégico para o país.

No Porto de Santos, onde cada metro de cabo é vital para a logística nacional, essa mudança é mais do que uma atualização jurídica: é uma arma a mais na defesa da nossa infraestrutura crítica.

Por décadas, a Guarda Portuária (GPort) tem exercido um papel silencioso, porém decisivo, na preservação da integridade de nossas infraestruturas críticas — aquelas sem as quais a sociedade moderna simplesmente para. No Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, essa missão assume contornos estratégicos, pois qualquer interrupção no fornecimento de energia elétrica compromete não apenas as operações logísticas, mas toda a cadeia econômica e social que gravita em torno dele.

Recentemente, com a sanção da Lei nº 15.181, de 28 de julho de 2025, o Estado brasileiro deu um passo importante no combate aos furtos e roubos de cabos elétricos e de telefonia, prevendo penas mais severas e enquadramentos específicos para casos que afetem serviços essenciais. Agora, o furto qualificado desse tipo de material pode resultar em reclusão de 2 a 8 anos, enquanto o roubo, em determinadas circunstâncias, pode alcançar até 15 anos de prisão. A receptação, prática que alimenta este mercado ilícito, também sofreu endurecimento: a pena será dobrada quando envolver cabos e equipamentos destinados a serviços públicos.

No contexto portuário, a importância dessa atualização legislativa é inequívoca. A título de exemplo, a Guarda Portuária mantém, há anos, um grupamento dedicado exclusivamente à proteção dos cabos de alta tensão da Usina de Itatinga, responsável por fornecer energia ao Porto de Santos. O histórico de furtos recorrentes nessa instalação revela o impacto direto que essas ações criminosas têm sobre a operação portuária, com potencial para provocar atrasos, paralisar equipamentos, afetar sistemas de segurança e, em última análise, comprometer a competitividade do porto.

Mas o problema não se limita aos muros da zona portuária. Cada metro de cabo subtraído ilegalmente pode significar um hospital sem energia, uma escola interrompendo as aulas ou uma residência sem fornecimento elétrico, prejudicando a vida cotidiana do cidadão. É um crime que transcende o patrimônio e atinge o cerne da vida em sociedade.

O Boletim de Ocorrência como Ferramenta Estratégica

No enfrentamento aos crimes contra infraestruturas críticas, a atuação técnica do agente de segurança pública começa no local do fato, mas se consolida no papel — ou, mais precisamente, na narrativa formal do Boletim de Ocorrência. É nesse documento que a realidade operacional encontra o respaldo jurídico, e um relato mal elaborado pode ser a diferença entre uma prisão mantida ou um infrator liberado por falta de elementos.

A partir da vigência da Lei nº 15.181/2025, é imprescindível que o Guarda Portuário, ao registrar ocorrências de furto, roubo ou receptação de cabos e fios, adote um padrão técnico de descrição, capaz de permitir à Autoridade Policial (Delegado) enquadrar o crime com todos os agravantes previstos.

Elementos essenciais no BO:

  • Identificação precisa do objeto subtraído

Descrever o tipo de cabo (alta tensão, cobre, fibra óptica etc.), a bitola, a metragem aproximada e a função que desempenha no sistema.

Exemplo: "cabo de cobre, bitola 240 mm, pertencente ao circuito de alimentação principal da subestação da Usina de Itatinga, responsável pela distribuição de energia ao Porto de Santos."

  • Local exato e importância estratégica

Indicar o ponto da instalação onde ocorreu o crime e explicar como o dano comprometeu ou poderia comprometer serviço essencial.

Exemplo: "A subtração comprometeu o fornecimento de energia a guindastes e sistemas de refrigeração de contêineres, afetando diretamente a operação logística do porto."

Consequências imediatas e risco ampliado:

  • Relatar prejuízos operacionais e impactos à sociedade.

Exemplo: "O corte da energia elétrica prejudicou a operação de cargas perecíveis e, caso não restabelecida rapidamente, afetaria o abastecimento alimentar e farmacêutico de diversos estados.

  • Vínculo com a nova lei

Mencionar expressamente que o fato se enquadra nos dispositivos acrescidos pela Lei nº 15.181/2025, citando os artigos correspondentes do Código Penal:

  • Art. 155, §8º (furto qualificado)
  • Art. 157, §1º-A e §2º, VIII (roubo qualificado)
  • Art. 180, §7º (receptação qualificada)
  • Art. 266, §2º (interrupção de serviço essencial)
  • Indícios de receptação

Sempre que houver, apontar locais suspeitos de compra/venda ou indivíduos já conhecidos no receptivo do material furtado.

Exemplo: "Indivíduo detido foi flagrado tentando vender o material em ferro-velho sem procedência fiscal, local já investigado por receptação de fios."

  • Elementos de prova

Fotos do local e do material, filmagens, depoimentos de testemunhas, perícia técnica.

Lembrar que quanto mais completa a documentação, maior a sustentação da prisão em audiência de custódia.

Conclusão

A criminalidade evolui, adapta-se e, muitas vezes, se aproveita das brechas legais. Hoje, temos uma lei mais firme, mas sua eficácia depende de uma atuação igualmente firme na ponta. No Porto de Santos, a Guarda Portuária já provou, ao longo de décadas, que sabe proteger o que é estratégico para o país. Agora, com o respaldo da Lei nº 15.181/2025, temos não apenas a autoridade moral, mas também o amparo jurídico para agir com ainda mais precisão e rigor. Cada cabo preservado é energia que mantém navios operando, hospitais funcionando e famílias vivendo com dignidade. Defender a infraestrutura crítica é defender o Brasil — e essa é, sempre foi e continuará sendo, a nossa missão.

Autor: Alex Rodrigues Feitosa - Guarda Portuário na Companhia Docas Do Estado De São Paulo Codesp - Autoridade Portuária de Santos - APS.


* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

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GUARDA PORTUÁRIO MATA HOMEM A TIROS DURANTE TENTATIVA DE ASSALTO

 

O caso foi em Itatinga, onde está localizada a usina hidrelétrica que fornece energia para o Porto de Santos

Um homem ainda não identificado foi morto a tiros por um guarda portuário em Bertioga, no litoral de São Paulo, durante uma tentativa de assalto a uma residência funcional da autoridade portuária, na madrugada de segunda-feira (11).

Conforme informado pela Polícia Civil, o crime ocorreu na região do bairro Itatinga, próximo à usina hidrelétrica da Santos Port Authority (SPA). O guarda portuário, que vive em uma residência funcional, ouviu o latido dos cães no quintal e saiu para verificar o que ocorria.

Do lado de fora, ele encontrou quatro homens tentando invadir a propriedade. Eles correram em direção ao guarda. Um dos suspeitos chegou a sacar um revólver e apontar na direção dele.

Segundo o relato às autoridades, o guarda disse que, para se defender, pegou sua arma e disparou algumas vezes na direção dos suspeitos. Os bandidos saíram correndo, e o guarda voltou para a sua residência, onde pediu apoio para a base da Guarda Portuária de Santos.

O reforço chegou em seguida e realizou uma varredura nas proximidades. O corpo de um dos suspeitos foi encontrado no meio de uma área de mata, próxima à residência do guarda portuário. Com o suspeito, foram encontrados um revólver, maconha e um celular. Como não havia documentos com ele, ainda não foi possível identificar o corpo.

O caso foi registrado na Delegacia Sede de Bertioga como homicídio com legítima defesa. O guarda portuário não foi preso em flagrante por conta da aparente exclusão de ilicitude.

A SPA confirmou o ocorrido por nota e disse que o guarda portuário não se feriu. A autoridade portuária informou que a residência funcional fica em Itatinga, próximo ao portinho de acesso ao bonde que faz a ligação até a usina hidrelétrica que fornece energia para o Porto de Santos.

Fonte: g1 Santos e Região


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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

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GUARDA PORTUÁRIA APREENDE MENOR E RECUPERA VEÍCULO ROUBADO




Ele e mais dois elementos haviam roubado uma residência e levado o carro da família

Na manhã da última quinta-feira (01), por volta das 8h30, a equipe da patrulha 10, integrada por três guardas portuários, estava fazendo “Ponto Fixo”, junto ao atracadouro do “Portinho”, local de travessias dos moradores da Usina de Itatinga, localizado em Bertioga, mais que fornece energia para o Porto de Santos, quando foram avisados por alguns trabalhadores da empresa MPE, que faziam a manutenção na Rua Manuel Gajo, que havia um carro atolado e o motorista estava tentando sair, mais não conseguia.
Quando estavam chegando perto do local para prestar auxílio, avistaram um elemento sair correndo, empreendendo fuga, sendo perseguido e capturado.
Ao ser abordado, verificaram se tratar de um menor, de 15 anos de idade, que não possuía nenhum documento pessoal ou do veículo. Questionado sobre a procedência do carro, alegou que o carro era de uma tia.


Como não estava sendo possível pesquisar a placa pelo aplicativo Sinesp Cidadão, foi feito o contato com o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), quando então ficaram sabendo que havia um caráter geral para o veículo, uma caminhonete Hilux, de cor prata, placa GIG 3594, de São Paulo, atolada naquele local.
Também tomaram conhecimento que o menor, mais três elementos, sendo dois armados, invadiram uma casa no Sítio São João, por volta das 3h30, ali permanecendo até às 6h, aguardando a chegado do caseiro, que ao chegar foi rendido e posteriormente também renderam a família de uma das casas, na Rua Mario Botosi, de onde foram levados vários pertences e o carro. De imediato outra viatura da Guarda Portuária foi acionada, comparecendo em apoio a patrulha 13, também integrada por três GP’s.
Com a chegada da viatura da Polícia Militar no local, o menor acabou admitindo o roubo, indicando em seguida o local onde haviam sido dispensados os pertences roubados da residência. O veículo eles pretendiam deixar escondido na mata para buscar mais tarde. Como o menor incumbido de deixar o carro não sabia dirigir direito acabou atolando na vala ao lado da pista.
Um guincho foi acionado para transportar o veículo até o 1º Distrito de Bertioga, onde foi apresentado, junto com o menor, ao delegado Marcello Marinho C.P. de Oliveira, que lavrou Boletim de Ocorrência nº 4050/2016 e o Auto de Exibição e Apreensão do menor, que foi encaminhado para a Fundação Casa.

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sábado, 4 de junho de 2016

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GUARDA PORTUÁRIA ENCONTRA CARTUCHEIRA EM ITATINGA




O material aprendido foi encaminhado ao Distrito Policial de Bertioga, onde foi apresentado ao delegado de plantão

No dia 29 de abril, os guardas portuários Rafael, Wesley e Correard, integrantes da Ronda de Policiamento 08, quando efetuavam incursões pela área onde se encontram as linhas de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itatinga, pertencente ao Porto de Santos, localizaram uma cartucheira, calibre 36, de cor preta, sem numeração e marca aparente e um facão com cabo de plástico preto.
As armas apreendidas foram encontradas na vegetação existente embaixo do Rio Jacaréguava, local conhecido como “Santo Daime”, no município de Bertioga. Os proprietários das armas não foram localizados.
O material aprendido foi encaminhado ao Distrito Policial de Bertioga, onde foi apresentado ao delegado Fábio de Oliveira M. Pierry, que elaborou o Boletim de Ocorrência 1565/2016 (localização e apreensão de objeto).

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

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GUARDA PORTUÁRIA TROCA TIROS COM BANDIDOS EM ITATINGA


O bondinho percorre um trecho de mata, do Portinho até a Vila de Itatinga, onde está localizada a Usina


Bandidos fugiram pela trilha da Favela do Mangue Seco
No final do ano passado voltaram a ocorrer vários roubos de cabos de cobre na Usina Hidrelétrica de Itatinga, localizada na cidade de Bertioga e que fornece energia para o Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
Na madrugada do dia 23 de novembro, a Guarda Portuária foi acionada pelos trabalhadores daquela Usina, relatando que o cabo trolley (feito de cobre), que tem a função de energizar o bonde estaria sendo subtraindo, pois o disjuntor da Central Elétrica havia desarmado e eles não estavam conseguindo religá-lo.
Uma equipe da Guarda Portuária, com os guardas portuários Bettoni e Luiz Sergio, sob o comando do coordenador (Inspetor) Douglas se dirigiu para o local e começou uma varredura pela extensão da linha, constatando o corte do cabo e os fios pendurados nos postes. No local conhecido como Trilha da Favela do Mangue Seco, ao iniciarem o recolhimento desses cabos, houve disparos contra a guarnição, os quais foram imediatamente revidados, fazendo com que os bandidos se embrenhassem mata adentro, tomando rumo ignorado.
Ainda durante a madrugada foi solicitado o apoio da Polícia Militar, que em conjunto com a Guarda Portuária, percorreu toda a trilha no encalço dos meliantes, no entanto não logrando êxito na localização dos mesmos.
No início da manhã, a equipe da Guarda Portuária, após fazer novas buscas na mata, conseguiu localizar e recuperar 150 metros de cabo trolley, que foram conduzidos de volta à central elétrica da Usina de Itatinga. Segundo o Chefe de Serviço da Usina, Itamar Barbosa Gonçalves, no roubo foi levado 640 metros de cabo.
O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), localizada ao lado do Portão 12 do Porto.

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sábado, 22 de agosto de 2015

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HOMEM MORRE ELETROCUTADO EM CABOS DE ENERGIA DE ITATINGA, NO PORTO DE SANTOS


(Foto: Site Viver em Santos)

Na última quinta-feira (20), um homem morreu eletrocutado nas linhas de transmissão de energia da Usina Hidrelétrica de Itatinga, que abastece o Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
O corpo foi encontrado por empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), preso nos cabos de transmissão, junto de uma das torres, localizada no Bairro de Monte Cabrão.
Como no chão foi encontrado um alicate, a Guarda Portuária, que mantém vigilância constante na região em virtude de vários furtos ocorridos na área, acredita que ele tenha morrido ao tentar cortar os cabos para a comercialização do cobre.
Por volta das 13hs a energia teve que ser cortada para que as equipes do Corpo de Bombeiros e da Guarda Portuária pudessem retirar o corpo. Não foi divulgada a identificação da vítima. Durante esse período a CPFL ficou responsável pela energia do local.
As linhas de transmissão de energia que abastecem o Porto de Santos têm sofrido saques desde outubro do ano passado, e cerca de 50 quilômetros de cabos já foram furtados.
Usina
Dos 23 mil KW consumidos pelo Porto de Santos, a hidrelétrica de Itatinga, localizada em Bertioga, é responsável por 15 mil kW. Os outros 8 mil kW são obtidos por concessionárias de energia elétrica.

Na Margem Direita (Santos) a compensação é feita pela CPFL. Já na Margem Esquerda (Guarujá), as redes são segregadas e os terminais recebem energia, além da usina, das concessionárias CPFL e Elektro.

Reportagem da TV Costa Norte

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

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GUARDA PORTUÁRIA IDENTIFICA QUADRILHA QUE AGIA EM ITATINGA


Portinho de Itatinga - Lado da Vila

O serviço de inteligência da Guarda Portuária do Porto de Santos identificou que vários furtos ocorridos na linha de transmissão de energia da Usina de Itatinga ao Porto ocorriam com a suposta participação de empregados da empresa MPE - Montagens e Projetos Especiais S/A, que presta serviço terceirizado a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP).
No dia 03 de julho, por volta das 06hs, os agentes da Guarda Portuária compareceram no portinho de Itatinga, local onde é feita a travessia dos trabalhadores da cidade de Bertioga até a Vila de Itatinga, e aguardaram a chegada de um dos empregados da MPE.
O empregado, que não terá o seu nome revelado para não prejudicar as investigações, ao ser convidado, concordou em acompanhar a equipe da Guarda Portuária até a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), localizada no 1º Distrito Policial de Santos.
Naquela delegacia, o empregado da MPE ratificou o depoimento dado anteriormente a um Inspetor da Guarda, no qual teria apontado locais onde estariam cabos de cobre, produtos de furto das linhas de transmissão de Itatinga, que foi apreendido e encaminhado juntamente com ele.
No Distrito foram apresentados 60 metros de cabeamento de cobre, que teriam sido furtados da rede elétrica de Itatinga. O local onde foram encontrados os fios foi apontado pela parte, o qual inclusive apontou o nome das pessoas envolvidas no furto e o receptador dos produtos furtados.
Após tomar ciência dos fatos, o delegado Bruno Mateo Lázaro lavrou o Boletim de Ocorrência de Autoria Desconhecida n° 298/2015, de localização e devolução de objeto. O material apreendido foi devolvido a um representante da Codesp, que ficou como fiel depositário.
Segundo o chefe dos investigadores da DIG, Paulo Carvalhal, o trabalhador conduzido ao Distrito apontou o nome de quatro empregados da MPE, como supostamente envolvidos no roubo, além de indicar quem seria o receptador dos fios furtados.
“As investigações prosseguem e as denúncias estão sendo apuradas para desmantelar a quadrilha que agia em Itatinga”, disse Carvalhal.

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sábado, 11 de julho de 2015

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OPERAÇÃO “CURTO-CIRCUITO” PEGA FOGO




Pagamento diferenciado causa revolta na categoria.
Sindicato fala em discriminação.


Na última quarta-feira (08) o Sindicato dos Trabalhadores Administrativos em Capatazia, nos Terminais Privativos e Retroportuários e na Administração em Geral dos Serviços Portuários do Estado de São Paulo (SINDAPORT), requereu junto ao Ministério do Trabalho, a realização de uma “Mesa Redonda”.
Em decorrência de frequentes furtos de cabos de energia elétrica das linhas de transmissão da Usina de Itatinga para o Porto de Santos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) intensificou o policiamento na área continental de Santos, implantando uma operação, denominada como “Curto-Circuito”, numa alusão ao método utilizado pelos ladrões nesse tipo de crime. Eles causam um curto-circuito nas linhas de transmissão, provocando a queda da energia elétrica, possibilitando assim o furto dos cabos de cobre.
Esse policiamento passou a ser feito por 36 guardas portuários e 04 coordenadores que passaram a cumprir jornada de trabalho, denominada pela empresa como especial, em turno de 12 horas, diferente do turno habitual da categoria que é de 06 horas.
No entanto, diferente do que havia sido anteriormente divulgado, os guardas portuários integrantes dessa operação receberam como se tivessem trabalhado não 12 horas, mas sim 06 horas normais e 06 horas extras, causando uma grande revolta na categoria.
Segundo o sindicato, com esse procedimento, os guardas portuários integrantes da Operação, passaram a receber um quantitativo de horas extras, bem superior ao demais, tendo um tratamento discriminatório, “Se a empresa tem necessidade, para cumprir a vigilância da rede elétrica, de extensão de jornada dos guardas portuários, deve possibilitar o acesso de todos e não apenas de um determinado grupo”, disse Everandy Cirino dos Santos, presidente do Sindaport.
Segundo Cirino, a extensão da jornada, na forma como vem sendo praticada, não foi objeto de negociação com o Sindicato, como deveria ter ocorrido, sendo assim, para discutir a jornada especial implantada pela empresa e o tratamento dispensado, que não respeita a isonomia, requeremos a realização de uma "Mesa Redonda" para discussão do assunto.

Superintendente da Guarda esclarece
Procurado pelo Portal Segurança Portuária Em Foco, o Superintendente da Guarda Portuária, Ezio Ricardo Borghetthi, esclareceu que ocorreu um erro no pagamento dos salários.
“Os guardas que participam da “Operação Curto-Circuito” fazem turno de trabalho diferenciado e não realizam horas extras”, disse Borghetti.
Segundo o Superintendente da Guarda, os guardas terão que reembolsar a empresa os valores recebidos a maior, devendo na próxima semana ser decidido de que forma isso será realizado.
Aprogport
Criticada por alguns integrantes da categoria em virtude da postura dos seus diretores sobre a Operação, a Associação Profissional da Guarda Portuária publicou na sua página no Facebook o seguinte comunicado:
Comunicado - Aprogport
Devido a grande insatisfação ocasionada pelo pagamento das dobras à equipe de Itatinga, a APROGPORT vem por meio deste comunicado esclarecer alguns pontos:
1. A equipe foi formada com o intuito de conter os diversos furtos que estavam ocorrendo nas linhas de transmissão, mesmo com o guarnecimento por parte da Guarda Portuária;
2. Ficou acertado que seriam destacados 36 guardas e 4 coordenadores que trabalhariam em 4 equipes em turnos de 12 h, sendo que os guardas receberiam a diferença de 30 horas devido a escala praticada;
3. Essa operação, denominada “OPERAÇÃO CURTO CIRCUITO”, foi feita dentro da legalidade, pois foi dada ordem de missão com prazo determinado e prorrogável conforme a necessidade.
Diante do exposto, segundo informações da chefia da Guarda Portuária, o pagamento ocorreu desta forma por conta de não ter havido aceitação do Sistema de Ponto da forma proposta e não ser mais aceito qualquer apontamento em documento.
Ressaltamos que a APROGPORT sempre esteve a frente das lutas da nossa categoria, cobrando os representantes sindicais, a diretoria da CODESP e a superintendência da Guarda Portuária. Nossas conquistas foram das mais variadas nessa jornada de 10 anos: PCES, inclusão da Guarda Portuária no CBO – Código Brasileiro de Ocupação, o que ajudou na inclusão de nossa categoria na Portaria do Ministério do Trabalho nº 1885/13 (40%), convênio com a AFC – Associação dos Funcionários da Cosipa, inclusão da Guarda Portuária no CTB – Código de Trânsito Brasileiro, inclusão da GPORT na lei 12.815, entre outras diversas conquistas. Muitos podem julgar serem poucas as conquistas, porém a diretoria não é formada por apenas os já conhecidos colegas, somos em 28 diretores, cada qual com suas responsabilidades constantes no estatuto. Todos foram questionados quanto ao interesse em participar da chapa, mas infelizmente o trabalho se resume em apenas 6 ou 7 diretores. Não tem como forçar ninguém a nada, pois todos os trabalhos são feitos de forma voluntária, pois ninguém ganha absolutamente nada por isso.
No início desse mandato, tivemos um grande problema com as contas da APROGPORT, devido a problemas na documentação a ser apresentada no cartório e que seriam necessárias para regularização junto ao Banco do Brasil, o que levou a 4 diretores se revezarem no pagamento das contas da associação, o que fez com que cada um desembolsasse por volta de R$ 6.000,00, tudo para que o nome APROGPORT e suas conquistas não desaparecessem por entraves burocráticos. Nesse período, não deixamos de ir a Brasília no que realmente foi necessário, a conta de água, luz, aluguel e o convênio com a AFC foram pagos e todas as providências administrativas foram tomadas.
Se mais pode ser feito?? Com certeza! O que falta é “mão de obra” e boa vontade, comprometidos com o avanço da Guarda Portuária.
A diretoria da APROGPORT está à disposição da categoria para maiores esclarecimentos quanto às conquistas alcançadas ao longo de nossa jornada e as portas estão sempre abertas a quem quiser somar e trabalhar em prol da Guarda Portuária.

Clique aqui e veja a solicitação da “Mesa Redonda”.
Clique aqui e veja o Comunicado da Aprogport .




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sexta-feira, 10 de julho de 2015

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GUARDA PORTUÁRIA DETÉM SUSPEITOS DE FURTOS DE CABOS EM ITATINGA


As linhas de transmissão da Usina de Itatinga  atravessam locais de difícil acesso dentro da Mata Atlântica

Dois suspeitos foram detidos no meio da mata com facões.
Um deles possuía uma espingarda calibre 36.


Na manhã do dia oito de junho, a Guarda Portuária do Porto de Santos, litoral de São Paulo, recebeu uma denúncia anônima de que havia elementos suspeitos no acesso às torres de transmissão de energia, localizadas na área conhecida como “Terra Forte”, acessada na altura do Km 228 da Rodovia Rio-Santos.
A equipe de policiamento da “Operação Curto-Circuito”, criada especialmente para inibir os furtos de cabos das linhas de transmissão, que conduz a energia elétrica da Usina de Itatinga, em Bertioga, para o Porto de Santos, foi designada para ali comparecer.
Diante das informações, as viaturas da Guarda Portuária se dirigiram para o local e após várias incursões na mata, localizaram um veículo da marca Tower Coach, de placa CEK 5186.
Como o veículo estava abandonado, foi montada uma campana. Já no período da tarde, dois indivíduos foram avistados se aproximando do veículo, no entanto, quando perceberam a presença da Guarda Portuária, empreenderam fuga mata adentro.
Posteriormente, já no período noturno, com o apoio de outras equipes da Guarda Portuária, e de uma viatura da Polícia Militar, os suspeitos foram localizados e detidos, sendo apreendidos de posse deles uma espingarda de calibre 36, da marca boito, dez cartuchos intactos, uma lima e dois facões.
Os suspeitos, identificados como Clébson Almeida de Carvalho, 40 anos, autônomo e Norival Otacílio Lopes Júnior, 35 anos, auxiliar de cozinha, ambos moradores do bairro de Vista Linda, em Bertioga, alegaram que estavam no local realizando uma trilha para pegar palmito e a arma era para a sua defesa, negando qualquer envolvimento com o furto de cabos de cobre das linhas de transmissão. Clébson assumiu a propriedade da arma.
Os elementos detidos e o material apreendido foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ), localizada no 1º Distrito de Santos, onde foram apresentados ao delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que autuou Clébson em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (Lei 10.826/03 - art.14 / art. 302 CPP), sendo Norival arrolado como testemunha.

Como Clébson não teve condições de recolher a fiança arbitrada pela autoridade policial, ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Guarujá, onde ficou à disposição da justiça.


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