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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

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GUARDA PORTUÁRIA APOIA OPERAÇÃO DA PF NO PARÁ


A Guarda Portuária participou da operação em apoio à Polícia Federal (Foto: O Liberal)


Na última segunda-feira (21) a Guarda Portuária atuou em apoio a Polícia Federal na Operação Duty Free, que teve como objetivo, desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes tributárias, descaminho, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, no Pará.  
A operação, com a participação de 35 policiais federais, 06 servidores da Receita Federal e uma equipe da Guarda Portuária, foi desencadeada em conjunto com a Procuradoria da República.
Durante investigação conjunta foi identificada associação dos envolvidos com o intuito de nacionalizar mercadorias originárias principalmente da China, valendo-se de importações fraudulentas. Houve a apreensão pela Receita Federal de um contêiner que havia recentemente desembarcado no Porto de Belém (PA).
As negociações do grupo investigado previam ainda a chegada de outros 15 contêineres contendo mercadorias de alto valor agregado, tais como eletrônicos, relógios, bolsas de grife, maquiagem e produtos semelhantes, avaliadas em mais de R$ 1,5 milhão por contêiner.
O esquema incluía ainda a utilização de doleiros nas transações comerciais, com pagamentos das importações feitas por intermédio de remessas ilegais de recursos ao exterior, caracterizando o crime de evasão de divisas.
Investigação
Segundo o superintendente da Receita Federal do Pará, Moacyr Mondardo, há 10 meses, após constantes viagens de grupos de viajantes de Belém-Miami-Belém começar a chamar a atenção dos fiscais da Receita Federal que trabalham no Aeroporto Internacional de Belém, foi dado início à operação Duty-Free, monitorando essas pessoas, que desembarcavam com quantias consideráveis de mercadorias.  A suspeita foi então levada para a Polícia Federal, que iniciou o trabalho sistemático de investigação.
Segundo o delegado Davi Rios, a Polícia Federal constatou a existência da organização criminosa e, ainda, acompanhou a expansão dos negócios do grupo. Em um primeiro momento, os integrantes da quadrilha trabalhavam de forma independente. Eles viajavam até Miami, de onde traziam mercadorias não declaradas à Receita e vendiam em lojas virtuais no Facebook e Instagram, com o nome Top Miami.
“Quando nós começamos com as investigações eles ainda faziam esse tipo de movimento. Iam até Miami, onde faziam compras de forma rotineira e traziam para Belém e vendiam. Mas nos últimos meses eles resolveram mudar o foco da importação. Em vez de importar de Miami, resolveram importar da China, onde os produtos são os mesmos, mas mais baratos”, explicou.  “A partir do momento que os integrantes da quadrilha deixaram de usar “mulas” para fazer o transporte das mercadorias e se organizaram para trazer grandes quantidades de mercadorias de uma só vez, a equipe policial precisava aguardar somente o momento da chegada dos produtos para fazer a apreensão e prisão dos contrabandistas” disse o delegado Davi Rios.
Carga 

Aparelhos importados diversos faziam parte da carga apreendida na operação (Foto: Ney Marcondes)

O valor declarado do contêiner apreendido no Porto de Belém foi de US$ 20 mil, aproximadamente, R$ 76 mil. Mas, para a Receita Federal, o valor real do carregamento pode superar R$ 1 milhão. “Mas isso ainda não está comprovado. A informação que temos é que trouxeram esse contêiner, mas que já estavam negociados outros 15”, disse Moacyr Mordado Junior, Superintendente na 2ª Região Fiscal da Receita Federal.
Entre as mercadorias apreendidas havia diversas caixas com chaveiros, lâmpadas de led, aromatizadores, babás eletrônicas, câmeras de monitoramento, caixa de som bluetooth e outros objetos. Eles seriam vendidos em uma loja de Belém, ainda a ser inaugurada.
Um carregador portátil de celular, por exemplo, foi declarado por US$ 1 - o que é considerado um preço muito abaixo do real valor de mercado para a cotação atual da moeda estrangeira. Análises serão feitas pela PF para verificar se os demais produtos apreendidos são falsificados ou contrabandeados.
Ministério Público
Todo o trabalho de investigação foi acompanhado pelo Ministério Público Federal. Durante entrevista de imprensa, no auditório da Alfândega do Porto de Belém, o procurador da República Ubiratan Cazzetta esclareceu que o grupo vai responder pelos crimes de descaminho, evasão de divisas, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro.
“Vamos esperar que documentação, depoimentos e a análise dos produtos apreendidos gerem um relatório da PF. Então, partir daí, vamos entrar com uma ação penal acusando cada um por sua responsabilidade”, explicou Ubiratan Cazetta, Procurador da República. Os presos foram encaminhados posteriormente para os Centros de Triagem da Marambaia, Cremação, Metropolitano 2, Presídio Estadual Metropolitano de Marituba 2 e Centro de Recuperação Feminino.


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5 comentários:

  1. ESSA GUARDA PORTUARIA € PAIDÉGUA.
    PARABENS POR MAIS ESSA BRILHANTE MISSAO CUMPRIDA.

    CILENO BORGES

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    Respostas
    1. Só não entendi em que momento a guarda portuária fez parte da investigação da Receita Federal ou da Polícia Federal. Foi na prisão dos envolvidos ????
      A guarda portuária tem sua função no controle de acesso, cadastramento, circulação e controle de mercadorias e pessoas nas áreas internas do porto.
      Não podemos confundir. Sou guarda portuário e sei que nessa operação apenas nos coube resguardar a segurança dos policiais federais e agentes da receita federal que fiscalizaram as cargas. Além de reparar a carga depois de aberta.

      Francisco Guimarães

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    2. Em nenhum momento foi colocado que a Guarda Portuária fez parte da investigação, mesmo porquê, quando isso acontece, ela nunca é divulgada. A Função da Guarda Portuária vai muito além das que foram citadas por você, conforme consta no Plano Nacional de Segurança Pública Portuária (PNSPP). E como você mesmo confirmou, a Guarda Portuária participou em apoio a operação, fazendo a segurança dos policiais federais e dos agentes da Receita Federal. Creio que toda a atividade realizada pela Guarda Portuária deva ser valorizada.

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    3. TEMOS QUE VALORIZAR, DIVULGAR E ENALTECER AS PRTICIPAÇOES LEGAIS E LEGITIMAS DA GUARDA PORTUARIA. O RECONHECIMENTO E LUTA PELA FEDERALIZAÇAO E INSERÇAO DA GP DE DIREITO NO SISTEMA PUBLICO PORTUARIO DEPENDE TAMBEM DA NECESSIDADE DE REAFIRMAR SEMPRE A IMPORTANCIA FUNDAMENTAL. E COMPROMISSID HISTORICO E SECULAR DESSES PROFISSIONAIS COM A SEGURANÇA PUBLICA, QUANDO OUTRAS POLICIAS E FORÇAS AINDA NEM EXISTIAM.
      A HISTORIA E SOBREVIVENCIA DE NOSSA CATEGORIA TAMBEM DEPENDE DISSO, ONDE POOCOS LUTAM E MUITOS APENAS VEEM A BANDA PASSAR.

      CILENO BORGES

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  2. É ISSO AI . TEMOS QUE CONQUISTAR AOS POUCOS O ESPAÇO QUE JÁ DEVERIA SER NOSSO.
    PARABÉNS .

    GP ALEXANDRE- ES

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