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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

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LIMINAR IMPEDE OPERAÇÃO PADRÃO DA GUARDA PORTUÁRIA NO PORTO DE ITAGUAÍ


Na operação padrão realizada no dia 12/08 houve longas filas de trabalhadores

Uma liminar obtida na justiça pelos terminais do Porto de Itaguaí impedirá que a Guarda Portuária realize sua operação padrão durante a greve dos portuários que está programada para hoje. Segundo informações, caso a ordem judicial seja descumprida, o Sindicato da categoria estará sujeito ao pagamento de uma multa de R$30.000,00 por dia.
O Porto de Itaguaí foi demasiadamente afetado pelas operações padrões que vêm sendo realizadas pelos guardas portuários, principalmente nos dias 12, 13 e 14 de agosto, que levaram colapso aos terminais, principalmente ao Sepetiba Tecon que atende a massa de exportadores e importadores. Segundo o terminal, armazenagens de importação e deadlines de entregas de cargas para exportação foram estendidas, sem que os usuários fossem prejudicados financeiramente com as despesas portuárias. O mais trabalhoso, no entanto, foi remanejar as milhares de janelas de entregas e retiradas de cargas e contêineres que foram perdidas. Mencione-se ainda que perdas de embarques de exportadores foram verificadas e que isso atrasa o recebimento das quantias pelas vendas dos produtos no exterior.   
Segundo nossas fontes, o que pesou para obtenção da liminar foram as severas dificuldades de acesso ao porto impostas aos trabalhadores da iniciativa privada, que ficaram até 2 horas em pé, no sol e em filas enormes para que pudessem chegar aos seus postos de trabalho. Nesse sentido, deve ser salientado que os caminhoneiros também são sacrificados com as enormes filas e que o trânsito nas regiões dos portos também entra em colapso, muitas vezes, afetando o direito de ir e vir dos cidadãos, tal como ocorre no bairro do Caju no Rio de Janeiro, que fica literalmente parado quando ocorrem operações padrões.
Não tivemos acesso ao teor da liminar, porém, trata-se de um precedente muito interessante. Embora o UPRJ seja o único que venha a público apoiar os portuários nessa luta contra o aparelhamento da Cia. Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) pelo PMDB, verifica-se que, mesmo sendo contra as operações padrões, a comunidade portuária é muito simpática ao movimento dos portuários em defesa da companhia, principalmente, pelo momento que o país atravessa, em que toda a gestão pública vem sendo duramente questionada pela sociedade.
Estava programada para ontem às 11 horas da manhã uma nova assembleia dos portuários. Uma série de exigências foi enviada ao Diretor-Presidende da CDRJ, com destaque ao cumprimento da Portaria n°. 350 da SEP, na parte que trata das nomeações de cargos para a guarda portuária, fato que inclusive foi objeto de denúncia ao Ministério Público por improbidade administrativa.


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