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APÓS TENTAR A TERCEIRIZAÇÃO, CDP DIVULGA NOVO CONCURSO PARA A GUARDA PORTUÁRIA

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quinta-feira, 21 de julho de 2022

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GUARDA PORTUÁRIA EM GREVE NO PARÁ

 

Em nota oficial, sindicato denuncia casos graves de intimidação

Os Guardas Portuários do estado do Pará, vinculados a Companhia Docas do Pará (CDP), representados pelo Sindicato dos Guardas Portuários do Pará e Amapá – SINDIGUAPOR estão em greve.

A greve, que já dura três dias, teve início na terça-feira (19), com o objetivo de assinar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), uma vez que a categoria vem de uma negociação que reduziu a remuneração dos empregados entre 15% a 20%. A reivindicação é pela reposição da inflação e manutenção das cláusulas vigentes.

De acordo com um informativo divulgado por Rodrigo Rabelo, Presidente do Sindiguapor, a proposta da Companhia simplesmente reduz ainda mais a remuneração,  o que deixou os trabalhadores inconformados, uma vez que a empresa teve lucro.

A greve foi deflagrada em conjunto com o Sindiporto - Sindicato dos Trabalhadores Em Serviços Portuários No Estado do Pará e Amapá.

Empresa teve lucro e Diretoria aumento

Segundo representantes do sindicato, a Companhia foi premiada recentemente pelo aumento do movimento nos portos, fruto do esforço dos empregados, mas só os três diretores ganharam a título de Participação nos Lucros de R$35 para R$55 mil, pois se paga até o limite de duas remunerações; aumento de R$2 mil nos subsídios fixos e variáveis para cada diretor; o auxílio moradia passou de R$1.800 para R$2.500, representando ganho extra de R$30 mil anuais para cada membro da diretoria, mais adicional de R$5 mil por qualquer afastamento, por qualquer período, ainda que mínimo, quando um diretor acumula outra diretoria; vale alimentação de cada diretor passou de R$11.900 para R$14.400 anuais. E quando qualquer um deles perde o cargo ainda fica recebendo o mesmo valor durante seis meses, a título de quarentena, sem falar nos R$340 mil como ajuda de custo quando vão embora.

“Enquanto isso, eles tiraram dos empregados o adicional de risco e o noturno, o ganho na intrajornada do turno de revezamento, a incorporação dos domingos, as horas extras, sem indenizar; horário de 6 horas no prédio, descumprem o ACT, sem falar na tentativa de terceirização do pessoal e terceirização das ETAS, balanças, amarração e postos dos guardas, que são previstos nos planos de empregos da Companhia e que por força da lei só podem ser ocupados através de concurso público. Deixaram dezenas de empregados sem a PLR, não cumpriram o reenquadramento do PUCS, pagam salário fora da data, calculam e pagam errado o salário e retroativos do ACT, não mantiveram a data-base do ACT 21/22 e o adicional de transferência de 40 pra 25%; deixaram de pagar a 7ª e 8ª horas, mesmo dos que ganharam na justiça e vinham recebendo há anos; colocaram em extinção os cargos dos auxiliares e inspetores, incham a empresa com extra-quadro, mesmo nas FC que é proibido por lei, retardam de ofício os processos de interesse dos empregados, que se arrastam por anos sem solução; querem aumentar o desconto do plano de saúde à revelia da CGPAR; não cumprem, não acatam, desrespeitam as leis e preceitos constitucionais a favor dos trabalhadores, informa Rodrigo Rabelo, presidente do Sindiguapor.

Justiça determina efetivo de 50%

A CDP entrou na Justiça, com uma Ação Declaratória de Abusividade de Greve, com Tutela Provisória de Urgência contra os sindicatos, objetivando, em caráter liminar, que os trabalhadores se abstivessem de obstruir a Portaria de acesso e saída do Porto de Belém e seus Terminais de Outeiro e Miramar, Porto de Santarém, Porto de Vila do Conde (Barcarena) e Porto de Miritituba (Itaituba).

Solicitou também a concessão da tutela provisória de urgência, para determinar que os trabalhadores se abstivessem de realizar a paralisação pretendida em qualquer dos Portos administrados pela CDP. Subsidiariamente, requereu ainda que os sindicatos garantissem durante a paralisação, o quantitativo mínimo de 80% (oitenta por cento) do efetivo de empregados.

A Desembargadora do Trabalho, Rosita de Nazaré Sidrim Nassar, reconheceu o Direito de Greve, dizendo em seu despacho que as únicas limitações impostas ao exercício do direito de greve é quanto aos serviços ou atividades essenciais e quanto aos abusos cometidos.

Ela expediu mandado proibitório para que os trabalhadores se abstenham de obstruir as portarias de acesso, e que os trabalhadores garantissem o quantitativo mínimo de 50% (cinquenta por cento), em qualquer dos Portos administrados pela CDP, sob pena de multa diária de R$10.000,00 (dez mil reais).

Assédio na greve

Em nota oficial, o presidente do Sindiporto, Dalton Beltrão Rodrigues, denunciou casos graves de intimidação.

O sindicato alega que tomou conhecimento de casos de intimidação protagonizados por alguns supervisores contra os trabalhadores que decidiram aderir a greve.

Segundo o sindicato, as chefias estão alegando que a Diretoria da CDP está solicitando os nomes dos empregados que aderiram a greve.

Diretoria Incomodada

Segundo os trabalhadores a Diretoria da empresa está muito incomodada com a greve, em especial em frente ao prédio.

Uma pessoa foi flagrada pelos sindicalistas gravando as manifestações realizadas na frente do prédio administrativo da CDP.

Reunião no Consad

Na tarde de terça-feira, 19, em uma reunião junto ao Conselho de Administração (CONSAD), a empresa, assim como em reuniões anteriores, não apresentou nenhuma proposta, reforçando a necessidade dos sindicatos trazerem uma proposta diferente de índice INPC e redução do adicional noturno.

O presidente do SINDIGUAPOR manifestou que o reajuste não é passível de flexibilização, mas que na sua opinião como presidente, e não como representante, com 100% do INPC e a redução do Adicional Noturno de 50% para 40% é possível de aprovação, e que levaria essa proposta à categoria.

O presidente do SINDIPORTO informou que a proposta do sindicato já é de conhecimento da empresa, ou seja, a manutenção das cláusulas e índice do INPC, e que cabe a Companhia apresentar uma contraproposta, a qual será levada a assembleia.

Os representantes da Companhia propuseram a prorrogação do ACT vigente até 31/08/2022, com o que o SINDIPORTO e o SIDIGUAPOR concordaram.

Greve continua

Em assembleia realizada na manhã de hoje os guardas portuários recusaram apresentar nova proposta à Companhia, sugerida pelo presidente do sindicato, mantendo a proposta anterior, na qual não é aceita nenhuma redução, mantendo a continuidade da greve, no aguardo de uma contraproposta da CDP.

Os trabalhadores associados ao Sindiporto realizarão assembleia amanhã, às 10 horas.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

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GUARDAS PORTUÁRIOS DO PARÁ VOLTARAM A FECHAR PORTO DE VILA DO CONDE

 

Cesportos elevou o nível de proteção para 2

Os guardas portuários do Pará realizaram na semana passada, nova manifestação contra a Companhia Docas do Pará (CDP), fechando o Porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará.

Segundo o presidente do Sindicato dos Guardas Portuários do Pará e Amapá (Sindiguapor), Rodrigo Rabelo, essa nova paralização ocorreu em virtude da CDP não se posicionar sobre a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), acordado após a última greve, realizada nos dias 13 e 14 de outubro, onde o sindicato, que abrange 160 guardas portuários, concedeu um prazo de cinco dias úteis.

Segundo Rodrigo, a CDP enviou uma proposta de ACT, mas argumentou que precisava do aval de Brasília e, desde então não deu mais retorno.

Cesportos elevou nível de proteção

A Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis do Estado do Pará (Cesportos_PA), elevou, no dia 25/10, data do início da greve, o nível de proteção do Porto de Vila do Conde, Miramar e Santarém. A medida autorizou o ingresso da Polícia Militar na área das instalações portuárias em caso de “distúrbio, invasão e grave perturbação da ordem na área portuária e interior do navio”.

Ordem Judicial

Na manhã do dia seguinte (26/10) os guardas portuários interditaram o Terminal Petroquímico de Miramar (Tequimar), em Belém.

Um oficial de Justiça do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, acompanhado de policiais federais, chegou ao local por volta das 15h30, para cumprir uma ordem para desbloqueio do porto, assinada pela desembargadora Francisca Formigosa.

O sindicato dos guardas portuários foi ameaçado de multa diária de R$ 100 mil e de uso de força policial para desfazer o desbloqueio do acesso aos portos administrado pela empresa.

Diante desta ameaça, os guardas portuários decidiram pela suspensão provisória da greve, mas continuam mobilizados e podem deflagrar uma nova ação reivindicatória a qualquer momento.


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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

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GREVE DOS GUARDAS PORTUÁRIOS NO RIO É CANCELADA APÓS DETERMINAÇÃO DA JUSTIÇA PARA MANTER ESCALA DE TRABALHO

 


Nível de Proteção do porto chegou a ser elevado para 2

No dia 14, quinta feira, o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários do Estado do Rio de Janeiro comunicou aos usuários dos portos do estado, que a partir das 6 horas do dia 15, sexta-feira, os guardas portuários iriam realizar uma greve.

Segundo o sindicato, os guardas portuários praticam escala, criada pela própria CDRJ, de 12x12 e 12x72 conforme acordos coletivos que vem sendo firmados e prorrogados. A partir de 2019 após divergências, o assunto foi ajuizado através de Dissídio coletivo, em comum acordo entre a Companhia Docas do Rio de Janeiro - CDRJ e o Sindicato, e se encontra atualmente em tramitação, com decisão de não ser alterada até acordo entre as partes ou nova decisão judicial.

No entanto, descumprindo decisão do Tribunal Regional do Trabalho – TRT, a CDRJ agindo de forma unilateral, decidiu que a partir da última sexta-feira (15) as escalas dos portos de Angra e de Itaguaí seriam alteradas, inclusive com a transferência de alguns guardas para o Porto do Rio de Janeiro

Nível II

Diante do indicativo de greve, o Coordenador da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis no Estado do Rio de Janeiro - Cesportos-RJ, Renato Gonçalves Ferreira, elevou para II o nível de proteção do Porto Organizado do Rio de Janeiro e do Porto de Itaguaí, a partir das 00 horas, do dia 15 de Outubro

A Portaria nº 05 da CESPORTOS-RJ determinou que as unidades de segurança das instalações portuárias presentes nos portos aplicassem as medidas de proteção constantes dos seus Planos de Segurança Portuária, as quais deveriam ser registradas e aproveitadas como treinamento para as futuras auditorias da Conportos/MJ.

Também recomendava aos representantes das instalações portuárias envolvidas, assim como aos representantes dos portos organizados, que acatassem outras medidas eventualmente necessárias para prevenir ações aptas a colocar em risco a operação portuária, que forem recomendadas pelos Supervisores de Segurança dos terminais, dentre as quais o eventual impedimento de acesso de quaisquer pessoas que possuam o claro intento de embaraçar ou colocar em risco a operação portuária.

Polícia Federal e Marinha

Para manter a segurança, foi solicitado o apoio do Grupo de Pronta Intervenção do Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (GPI/NEPOM/PF) para intensificação nas rondas terrestres na área do porto e da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ/MB) para intensificação de rondas e patrulhamentos marítimos.

Polícia Militar

Também foi solicitado o apoio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) para segurança do perímetro externo, autorizando o ingresso na área das instalações portuárias e dos portos organizados em caso de distúrbio, invasão e grave perturbação da ordem na área portuária e interior de navios.

Tutela de Urgência

Em manifestação favorável a Tutela de Urgência, o Ministério Público do trabalho – MPT alegou que as ações individuais reivindicando o pagamento de horas extraordinárias a sexta diária é direito de ação garantido constitucionalmente, não podendo servir de base para a transferência unilateral dos guardas que obtiveram decisões judiciais a seu favor, e que a manutenção da escala praticada por 16 anos não oferece qualquer prejuízo à empresa, pelo contrário, evita gastos com o transporte dos guardas portuários.

A Tutela de Urgência suscitada pelo Sindicato foi deferida pela Desembargadora do Trabalho, Rosana Salim Villela Travesedo, determinando que a COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO – CDRJ abstenha-se de alterar as escalas de trabalho dos guardas portuários dos portos de Angra dos Reis e Itaguaí, do regime de 12h x 24h e 12h x 72h para seis horas, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais).

Portaria elevando o nível de proteção é revogada

Como o sindicato logrou êxito na emissão da decisão judicial liminar mantendo a escala de trabalho da categoria e o impedimento da transferência, de forma unilateral, dos guardas portuários, o coordenador da Cesportos emitiu a Portaria nº 06, suspendendo, às 23:48h do mesmo dia a elevação do nível de proteção dos portos.


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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

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GUARDAS PORTUÁRIOS ENTRAM EM GREVE NO PARÁ

 

   Porto de Santarém 

Manifestação reivindica avanços no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)

Na data de ontem, quarta-feira (13), os guardas portuários da Companhia Docas do Pará (CDP) entraram em greve por tempo indeterminado, reivindicando avanços no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A manifestação paralisou as atividades no Porto de Miramar (Terminal Petroquímico de Miramar – Tequimar), em Belém, no Porto de Vila do Conde (PVC), em Barcarena, e no Porto de Santarém.

Porto de Vila do Conde - PVC

Em Belém, a manifestação provocou uma enorme fila de caminhões na Avenida Arthur Bernardes, próximo ao Terminal de Miramar, onde são carregados os veículos que transportam os combustíveis que abastecem a região.

 Terminal Petroquímico de Miramar - Tequimar

De acordo com o presidente do Sindicato dos Guardas Portuários do Pará (Sindiguapor), Rodrigo Rabelo, a principal reivindicação é a assinatura do Acordo Coletivo da categoria.

“Estamos há dois meses sem acordo coletivo, o que ocasionou a Companhia a pagar a remuneração do mês de setembro com redução de 30% do salário. É uma forma de cobrar que a companhia chame o Sindicato para assinar, para ver se gente chega a um acordo”, disse.

Greve compromete abastecimento de gás

Segundo representantes do setor, o fechamento do Terminal Petroquímico de Miramar, em Belém, a greve pode provocar o desabastecimento de gás, tanto para residências como empresas.

Justiça impõe multa diária de R$ 50 mil

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, a CDP apresentou Ação Declaratória de Ilegalidade de Greve com pedido de Liminar, em razão de deflagração de greve, alegando que havia sido surpreendida pelo movimento paredista.

No entanto, a desembargadora Ida Selele Duarte Sirotheau Correa Braga negou a tutela, pois a empresa havia sido comunicada no dia 08 de outubro da decisão tomada na Assembleia Geral Extraordinária realizada pelo Sindiguapor, dois dias antes, de que parariam suas atividades, garantindo a atuação do percentual de 50% dos empregados.

Não satisfeita, a CDP deu entrada em Ação de Interdito Proibitório com Pedido Liminar, alegando que a entidade sindical estaria impedindo o regular funcionamento dos serviços. Ao analisar a ação, o juiz do Trabalho João Carlos Travassos Teixeira Pinto considerou estar presente o risco de prejuízos causados pela postura do Sindicato, que exacerbaria os limites do seu direito de greve, motivo pelo qual deferiu a liminar, proibindo o fechamento do acesso ao porto, sob pena de multa diária de R$50 mil. A decisão foi assinada às 19h05 de terça (12).

Segundo os dirigentes do Sindiguapor, o sindicato recebeu o mandado da Justiça, porém, reunida, a categoria resolveu manter o fechamento total dos terminais.

Fim da Greve

Na manhã desta quinta-feira (14), os guardas portuários se reuniram com representantes da empresa e acordaram em retirar o bloqueio dos três portos administrados pela CDP, desde que fossem abonadas as faltas de quem aderiu a greve.

De acordo com o presidente do Sindiguapor, Rodrigo Rabelo, a reunião terminou por volta das 10h e, em seguida, em assembleia geral, os trabalhadores decidiram encerrar o movimento de greve e encaminhar um documento para CDP dando um prazo de cinco dias úteis para assinatura do acordo coletivo.


Ainda no final da manhã, eles liberaram a entrada no Terminal de Miramar, o último que permanecia fechado pelos grevistas.

Sindporto apoiou a greve

O Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindporto) apoiou a greve. De acordo com o Vice-presidente, Diego Filgueiras, as atividades dos guardas foram mantidas em 50%.

“O porto é atividade essencial, não pudemos parar totalmente, então garantimos o funcionamento dos portos em 50%. Na pandemia também não paramos, aliás, durante a pandemia, houve aumento de movimentação nos portos, mas os trabalhadores que expuseram suas vidas recebem da empresa a não celebração do acordo coletivo e o congelamento de salários. A empresa não equilibra os interesses da empresa com os interesses da classe trabalhadora”, disse Diego.

Nota da CDP

A Companhia Docas do Pará informou por meio de nota que é sensível à questão das reivindicações propostas pelos sindicatos dos portuários, e “reafirma o seu compromisso com a sociedade e que está empenhada em buscar uma solução justa em respeito às leis e garantindo os seus propósitos institucionais”.

A CDP disse ainda que vem tomando todas as providências necessárias para solucionar a questão.


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

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MOBILIZAÇÃO DOS PORTUÁRIOS PAROU PORTOS DO PAÍS


Guardas portuários utilizaram o movimento para também solicitar a aprovação da PEC 59/2007

Em defesa de direitos, trabalhadores dos portos paralisaram atividades por 24 horas


Os trabalhadores dos portos do país pararam as atividades por 24 horas no dia 30 de novembro. Isso porque, os trabalhadores e trabalhadoras estão indignados com a inflexibilidade do governo e dos patrões em não negociar a pauta das categorias dos portos. Eles também protestaram contra as retiradas de direitos da classe trabalhadora e do povo desde que o governo de Michel Temer assumiu a Presidência da República.
A paralisação fez parte da mobilização que envolveu todas as categorias dos portos. A união é fruto da organização da Unidade Nacional Portuária, composta pela Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e a Federação dos avulsos, a Fecconvib.
O movimento foi aprovado em plenárias regionais nos estados de Porto Alegre e Itajaí nos meses de agosto e setembro, e em Salvador e em Vitória, em outubro. Nas plenárias foram aprovadas paralisações, protestos e manifestações a nível nacional até que o governo e os patrões resolvam negociar as reivindicações das categorias.
Os trabalhadores exigem o cumprimento da Lei Portuária (12.815/2013) e da Convenção 137 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o fim de contratações irregulares e interveniência do governo para uma saída de negociação coletiva entre os as empresas operadoras dos Terminais de Uso Privado (TUPs) localizados fora da área dos Portos públicos e os trabalhadores. Eles também lutam pela recuperação da Previdência Complementar (Portus), contra a terceirização ilegal da Guarda Portuária e a privatização das Companhias Docas.
Pauta Nacional Unificada
Em conjunto com toda a classe trabalhadora, os portuários dizem não às propostas do governo de Michel Temer de retirada de direitos dos trabalhadores em geral, inclusive a ideia da prevalência do negociado sobre o legislado e alterações da CLT. Os trabalhadores também são contra as mudanças na Previdência Social, limite de idade, de 65 a 70 anos, para aposentadoria e a privatizações das estatais brasileiras. E contra os ataques que vem sendo deflagrado, por alguns parlamentares e setores do governo aos movimentos sociais e às organizações sindicais.
Esta foi a segunda paralisação do mês de novembro. A primeira aconteceu no dia 11, quando os trabalhadores e trabalhadoras dos portos integraram o Dia Nacional de Luta da Classe Trabalhadora em paralisações e manifestações de rua em todo o país. Nesse dia 30, participaram do movimento os trabalhadores e trabalhadoras dos portos de Rio Grande, São Francisco do Sul e Itajaí na região Sul; Porto de Salvador e Aratu na Bahia; Porto de São Sebastião em São Paulo; Porto do Rio de Janeiro; portos do Pará e do Rio Grande do Norte. 
Veja abaixo a manifestação nos portos:
Porto de Aratu-BA

Porto de Itajaí-SC

Porto de Itaguaí-RJ


Porto do Itaqui-MA


Porto de Natal-RN

Porto do Rio de Janeiro-RJ



Porto de Rio Grande-RS

Porto de Salvador-BA

Porto de São Francisco do Sul-SC

Porto de São Sebastião-SP

Terminal Petroquímico de Miramar-PA


Porto de Vila do Conde-PA



Porto de Vitória-ES

Fonte: FNP



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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

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PORTUÁRIOS DO PARANÁ ENTRAM EM ESTADO DE GREVE




Assembleia teve a participação de representantes da Intersindical e da FNP.
Sindicato está agindo junto ao MPF, ANTAQ, SEP, Justiça do Trabalho.

Em assembleia realizada na noite de segunda-feira (18), os portuários do Estado do Paraná aprovaram o Estado de Greve. Entre os vários motivos apontados que levaram a categoria a essa decisão, o principal é a TERCEIRIZAÇÃO DAS FUNÇÕES DA GUARDA PORTUÁRIA.
Com a participação de Eduardo Guterra, Presidente da Federação Nacional dos Portuários, de Jorcy de Oliveira, representante de assuntos da Guarda Portuária junto a F.N.P. e também de representantes da Intersindical, a decisão de Estado de Greve se fortalece, podendo haver uma paralisação a nível nacional nos portos.
Representantes do sindicato, da Intersindical e da FNP, participaram da assembleia
"A Guarda Portuária é uma atividade-fim do porto, não podendo ser terceirizada. Seu quadro só pode ser preenchido através de concurso público, conforme Parecer 290 /2006, que inclusive passou a ter caráter normativo após despacho do então do Ministro dos Transportes, Paulo Sergio Pessoa, assim como o PL 4330 , que proibiu as terceirizações das atividades fim, inclusive com um destaque aprovado referente à Guarda Portuária, proibindo as Administrações Portuárias de sua terceirização." destacou Jorcy.
Guterra afirmou que a FNP estará articulando diretamente em Brasília em defesa da garantia dos serviços da Guarda Portuária, citando que a hora agora é de união. O Presidente do Sintraport, Gerson Bajé, disse que o sindicato não está inerte a situação, agindo junto ao MPF, ANTAQ, SEP, Justiça do Trabalho e outros órgãos competentes. Mas que estas decisões demandam tempo.
Mediante a situação exposta, foi aprovada por unanimidade o Estado de Greve.
"JUNTOS SOMOS MUITO MAIS FORTES".

Fonte: Fanpage da Guarda Portuária do Paraná (texto revisado).



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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

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LIMINAR IMPEDE OPERAÇÃO PADRÃO DA GUARDA PORTUÁRIA NO PORTO DE ITAGUAÍ


Na operação padrão realizada no dia 12/08 houve longas filas de trabalhadores

Uma liminar obtida na justiça pelos terminais do Porto de Itaguaí impedirá que a Guarda Portuária realize sua operação padrão durante a greve dos portuários que está programada para hoje. Segundo informações, caso a ordem judicial seja descumprida, o Sindicato da categoria estará sujeito ao pagamento de uma multa de R$30.000,00 por dia.
O Porto de Itaguaí foi demasiadamente afetado pelas operações padrões que vêm sendo realizadas pelos guardas portuários, principalmente nos dias 12, 13 e 14 de agosto, que levaram colapso aos terminais, principalmente ao Sepetiba Tecon que atende a massa de exportadores e importadores. Segundo o terminal, armazenagens de importação e deadlines de entregas de cargas para exportação foram estendidas, sem que os usuários fossem prejudicados financeiramente com as despesas portuárias. O mais trabalhoso, no entanto, foi remanejar as milhares de janelas de entregas e retiradas de cargas e contêineres que foram perdidas. Mencione-se ainda que perdas de embarques de exportadores foram verificadas e que isso atrasa o recebimento das quantias pelas vendas dos produtos no exterior.   
Segundo nossas fontes, o que pesou para obtenção da liminar foram as severas dificuldades de acesso ao porto impostas aos trabalhadores da iniciativa privada, que ficaram até 2 horas em pé, no sol e em filas enormes para que pudessem chegar aos seus postos de trabalho. Nesse sentido, deve ser salientado que os caminhoneiros também são sacrificados com as enormes filas e que o trânsito nas regiões dos portos também entra em colapso, muitas vezes, afetando o direito de ir e vir dos cidadãos, tal como ocorre no bairro do Caju no Rio de Janeiro, que fica literalmente parado quando ocorrem operações padrões.
Não tivemos acesso ao teor da liminar, porém, trata-se de um precedente muito interessante. Embora o UPRJ seja o único que venha a público apoiar os portuários nessa luta contra o aparelhamento da Cia. Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) pelo PMDB, verifica-se que, mesmo sendo contra as operações padrões, a comunidade portuária é muito simpática ao movimento dos portuários em defesa da companhia, principalmente, pelo momento que o país atravessa, em que toda a gestão pública vem sendo duramente questionada pela sociedade.
Estava programada para ontem às 11 horas da manhã uma nova assembleia dos portuários. Uma série de exigências foi enviada ao Diretor-Presidende da CDRJ, com destaque ao cumprimento da Portaria n°. 350 da SEP, na parte que trata das nomeações de cargos para a guarda portuária, fato que inclusive foi objeto de denúncia ao Ministério Público por improbidade administrativa.


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