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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

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SIMPÓSIO SOBRE MOBILIZAÇÃO MILITAR DISCUTE A PARTICIPAÇÃO DOS PORTOS



A Mobilização se destina a complementar a logística, em caso de necessidade de emprego das tropas, para fazer face a uma agressão contra o país.
Foi realizado, no Forte do Pinheirinho, nos dias 15 e 16 de outubro, o I Simpósio Regional sobre Logística e Mobilização Militar, demandado pelo Comando da 5ª Região Militar. Previsto na Constituição Federal, o mecanismo de Mobilização Nacional estabelece um conjunto de atividades planejadas no campo da Defesa, para que o País esteja sempre pronto a realizar ações estratégicas, diante de agressões estrangeiras. Para que isso ocorra de forma ágil e eficaz, é importante que todos os setores envolvidos estejam em constante atualização.
“A Mobilização se destina a complementar a logística, em caso de necessidade de emprego das tropas, para fazer face a uma agressão contra o país. Ela se destina a levantar as necessidades em tempo de paz e supridas em caso de guerra”, explicou o General de Brigada Aléssio Oliveira da Silva, Comandante da 5ª Região Militar.
A Mobilização Militar
A prontidão logística das Forças Armadas é o que assegura o apoio necessário ao pronto emprego das tropas, para o enfrentamento de uma situação emergencial. Esse foi o principal assunto abordado no primeiro dia do evento. Sobre o tema, palestraram o General de Divisão Flávio Marcus Lancia Barbosa, 4° Subchefe do Estado-Maior do Exército (EME); o General de Divisão Vinícius Ferreira Martinelli, Diretor de Serviço Militar (DSM); o General de Brigada Marcos de Sá Affonso da Costa, Chefe do Preparo do COTER; e o Senhor Antônio Fernando Guimarães, representante da Seção de Coordenação de Mobilização Nacional do Ministério da Defesa.
Segundo o General Lancia, a Mobilização Militar consiste em prever e prover a complementação das necessidades de recursos para as operações de defesa e de manutenção da soberania nacional. “Discutir a questão da mobilização se reveste em um caráter bastante significativo e de uma grande importância, tendo em vista, que é um tema que devemos trabalhar a todo momento, para podermos atingir as capacidades que o Exército necessita, caso seja empregado numa situação real de guerra ou de operações tipo não guerra”, ressaltou o General.
Participação dos portos e instituições civis

Das temáticas abordadas durante o simpósio, destaca-se a importância da participação de agentes e instituições civis, principalmente na obtenção dos recursos logísticos e meios necessários às Forças Armadas, levando em consideração o conceito da tríplice hélice – abordagem que considera a participação de universidades, empresas e o governo, como promotores da inovação. Com esse objetivo, falou no segundo dia de atividade o representante do Porto de Paranaguá, Luiz Teixeira da Silva Júnior, e, representando as Federações das Indústrias do Paraná e Santa Catarina, os palestrantes Sidarta Ruthes e Egídio Antônio Martorano. Também palestrou o Coronel Carlos Hassler, atual Secretário de Infraestrutura e Mobilidade do Estado de Santa Cataria, e o Tenente-Coronel Idunalvo Mariano, do Comando da 5ª RM.
Segundo o diretor, os portos do Paraná mostram que não estão preparados apenas para o escoamento da produção agrícola e industrial brasileira, bem como a recepção de importados de qualquer parte do mundo, mas, também, para atender outras necessidades como, por exemplo, as eventuais solicitações da Marinha ou do próprio Exército. “O Porto já tem um estreito relacionamento com o Exército, com o recebimento de veículos militares, então já tem esse relacionamento e eles conhecem toda a estrutura”, destaca Teixeira.
No relato dado no simpósio, um dos dirigentes da empresa pública lembrou que toda a estrutura dos Portos do Paraná pode ser utilizada pelos militares e pela atividade econômica do país da melhor maneira possível. “Essa estrutura existe e mostramos nesse simpósio que, caso se precise utilizá-las, estão à disposição”, avisa o diretor de Operações Portuárias. Ele apenas lembra que a chegada propriamente ao Porto precisa ser melhor estudada pelas autoridades militares. “Para que possam utilizar em caso de emergência precisam conhecer a entrada da cidade e as vias de acesso”, aponta.
Por sua vez, o comandante da 5.ª Região Militar, General de Brigada Alessio Oliveira da Silva, explica que o simpósio se destina a complementar a logística em caso de necessidade de deslocamento das nossas tropas em face de uma agressão contra o Brasil. “Serve para levantar as necessidades em tempos de paz e aplicá-las em caso de guerra. Por isso, precisamos ouvir todos os segmentos envolvidos já que a mobilização não é só militar, é nacional”, explica o general.
E o Porto, no que pode ajudar? “Nós contamos com a verificação da capacidade de entrada e saída de produtos de emprego militar, de materiais de apoio às nossas tropas e deslocamento das nossas tropas. Nossos blindados são extremamente pesados e pode ser que precisemos contar com navios para transporte”, exemplifica o comandante. Além da Portos do Paraná, estiveram presentes no simpósio, representantes do Ministério da Defesa, dos governos do Paraná e Santa Catarina e também de entidades industriais dos dois estados.
SISDIA
Para o General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, Coordenador do Sistema de Defesa da Indústria Acadêmica (SISDIA), “o simpósio vem ao encontro de uma estratégia que o Exército está adotando ao criar os escritórios do SISDIA, que busca justamente aplicar o conceito da tríplice hélice”.
O encontro teve como missão mobilizar e aproximar a base industrial, a área acadêmica e a Defesa, em busca de projetos comuns. “A ideia da nossa participação no simpósio é tentar apoiar essa sinergia maior entre a Defesa e a indústria. Nós temos uma base de informações muito rica com relação à indústria de modo geral, assim como todos os estabelecimentos formais do Brasil, como hospitais, comércios e serviços. Essas informações podem ajudar às Forças Armadas a levantar as principais instituições e organizações que precisam participar dessa mobilização”, explicou Ruthes.
O Público

O Simpósio, que reuniu representantes das Forças Armadas Brasileiras, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, das Autarquias e entidades civis, destacou-se por ter possibilitado um intercâmbio entre diferentes agentes da sociedade. “A Defesa Nacional é algo que preocupa os militares, mas também a sociedade civil. Então, o que esperamos é que haja essa integração e a preocupação com o desenvolvimento e a segurança. Ambos os aspectos estão em paralelo, alinhados para que a nossa Nação possa cada vez mais progredir e ser respeitada diante do cenário mundial”, ressaltou o Coronel da Força Aérea Brasileira Antônio Celente Videira, coordenador do Curso de Logística e Mobilização, da Escola Superior de Guerra (ESG).


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