Ele é apontado pelo envio de carregamentos de cocaína para
a Europa, utilizando os portos de Natal, Salvador, Santos, Fortaleza e Belém
Na última
sexta-feira (08), uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio
do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e
Investigações Criminais (Gaeco), efetuou a prisão, no bairro de Itapuã, em
Salvador, de Marcus Fabrício Freitas da Silva, de 38 anos.
De acordo com o
MPBA, ele é apontado como integrante de destaque de organização criminosa
(ORCRIM) ligada ao tráfico internacional de drogas.
Documento falso
Marcus Fabrício
portava documento falso e dirigia um carro pelo bairro de Stella Maris no
momento da abordagem. Porém, os patrulheiros da Polícia Militar Rodoviária
(PMR) que o capturaram já tinham prévio conhecimento da sua verdadeira
identidade e, sobretudo, da sua condição de procurado da Justiça.
Por meio do Grupo de
Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações
Criminais (Gaeco), o MP-BA conduziu a operação e contou com o apoio de setores
de inteligência e operacional das polícias Civil e Militar. O procurado não
reagiu, sendo levado à Coordenação da Polícia Interestadual (Polinter), em
Salvador.
Mandado de Prisão
O suspeito possuía
dois mandados de prisão em aberto. Um deles foi expedido no último dia 6 de
abril pela Vara do Júri e Execuções Penais de Lauro de Freitas (BA), sendo
relacionado a uma condenação por tráfico de drogas, já transitada em julgado
(definitiva). A pena foi fixada em quatro anos e dois meses de reclusão.
A outra ordem de
captura trata-se de prisão preventiva decretada em julho de 2022 pelo juízo da
2ª Vara Federal de Natal (RN), na qual Marcus responde a processo com mais de
50 réus. Essa ação penal apura os crimes de tráfico internacional de drogas,
associação para o tráfico, financiamento do tráfico e organização criminosa.
Investigação sobre tráfico internacional
As investigações indicam
que Marcus já havia sido investigado em 2022 pela PF e pelo Ministério Público
Federal (MPF), no âmbito de uma ORCRIM com atuação interestadual e conexões
internacionais.
Ele é apontado pelo
envio de carregamentos de cocaína para a Europa, utilizando os portos de Natal,
Salvador, Santos, Fortaleza e Belém
A ação da Justiça
Federal se refere a várias remessas consumadas e tentativas de envio de cocaína
ao exterior por meio de portos brasileiros. Elas resultaram em apreensões, no
território nacional e nos destinos estrangeiros, principalmente na Europa, de
aproximadamente 14 toneladas da droga.
Apenas no dia 13 de
julho de 2022, a Polícia Federal (PF) encontrou mais de seis toneladas de
cocaína com a Orcrim. A maior parte (5,15 toneladas) estava no município de
Areia Branca, no litoral potiguar, e seria embarcada em um navio no Porto de
Natal. Essa foi a maior apreensão da droga realizada no Rio Grande do Norte.
Na mesma data, a PF
interceptou um carregamento de 960 quilos de cocaína em Santos e mais 39 quilos
do entorpecente em Salvador. Essas apreensões teriam vinculação com a ocorrida
no Rio Grande do Norte e, inicialmente, os três eventos foram reunidos na mesma
ação ajuizada perante a 2ª Vara Federal de Natal.
SAIBA MAIS: OPERAÇÃO MARITIMUM DESARTICULA ORCRIM ESPECIALIZADA NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS
Estrutura criminosa e logística do esquema
O Gaeaco do MP-BA
informou que as investigações identificaram sofisticada estrutura criminosa
voltada à introdução de drogas nas caixas metálicas. Valendo-se da sua
experiência como gerente de transportadora e da rede de contatos inerente ao
cargo, Marcus desempenhava relevante atuação no núcleo logístico da
organização.
De acordo com as
investigações, a estrutura criminosa utilizava empresas e operadores logísticos
para ocultar drogas em cargas lícitas transportadas em contêineres. O esquema
permitia o envio de entorpecentes ao exterior com maior dificuldade de detecção
pelas autoridades.
As apurações apontam
ainda que cerca de 14 toneladas de cocaína foram apreendidas em ações
realizadas no Brasil e no exterior, incluindo interceptações em portos
europeus. Marcus Fabrício Freitas da Silva, segundo os investigadores,
integrava o núcleo logístico da organização criminosa, atuando na
operacionalização do transporte e envio das cargas ilícitas.
A ação contou com o
apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Superintendência de
Telecomunicações (Stelecom); do setor de inteligência do Departamento de
Polícia Técnica (DPT); da Polícia Militar, através do 32º Batalhão de Itapuã, e
do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRV/TOR). Marcus foi flagranteado por
uso de documento falso.
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