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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

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RESÍDUO OLEOSO VAZA DURANTE RETIRADA DE NAVIO ATRACADO NO PORTO DE ITAJAÍ

Uma parte do material atingiu as águas do Rio Itajaí-Açu, que integra o canal de acesso ao Porto de Itajaí e ao terminal de Navegantes

Um vazamento de resíduo oleoso foi registrado na tarde da última sexta-feira (30), durante uma operação de retirada de resíduos do navio MSC Giulia, atracado no Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Parte do material se espalhou pelo convés e pelo costado da embarcação e pelo cais atingindo as águas do Rio Itajaí-Açu.

Segundo informações divulgadas pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), a ocorrência começou por volta das 17h05, no berço 4 do porto público, durante a transferência do resíduo do navio para um caminhão estacionado no cais.

O vazamento teria sido provocado pelo desprendimento de uma conexão do mangote, equipamento utilizado na transferência do material. Com a desconexão, o resíduo oleoso se espalhou pelas áreas próximas à operação, alcançando também uma parte do rio.

O material derramado era sludge, conhecido como borra oleosa. Trata-se de um resíduo gerado nas operações de máquinas dos navios, associado à purificação de combustíveis e óleos lubrificantes. Por conter substâncias oleosas, deve ser recolhido e encaminhado a instalações apropriadas para recebimento e tratamento, não podendo ser descartado livremente no mar.

Até o momento, não foi divulgado o volume total derramado nem a quantidade que efetivamente atingiu o Rio Itajaí-Açu.

Barreiras de contenção e resposta emergencial

Após identificar o vazamento, a Superintendência do Porto de Itajaí acionou o plano de emergência e mobilizou a Ambipar, empresa especializada em atendimento a ocorrências ambientais.

Como medida de contenção, foram instaladas barreiras ao redor do MSC Giulia para limitar a dispersão do material na água. Também foram utilizados materiais absorventes no cais e no caminhão atingido pelo resíduo.

Informações divulgadas posteriormente apontaram que uma quantidade considerada muito pequena chegou ao rio. A situação foi classificada como controlada, mas os trabalhos de limpeza e monitoramento ambiental ainda estavam em andamento.

A extensão dos possíveis impactos ambientais depende dos resultados da avaliação técnica e do monitoramento da área atingida.

Empresas envolvidas na retirada dos resíduos

A identificação das empresas participantes da coleta, do transporte e da destinação do resíduo é um dos pontos que ainda precisam ser esclarecidos.

Informações preliminares apontaram a participação da Vale Indústria e Comércio de Óleo Combustível Ltda. EPP na retirada dos resíduos e mencionaram a Resolve Soluções Ambientais Ltda. na cadeia de coleta e destinação.

Entretanto, ainda é necessário esclarecer formalmente a função de cada empresa na operação, inclusive qual delas era responsável pela conexão do mangote no momento do incidente.

A apuração também deverá esclarecer as circunstâncias do desprendimento da conexão e se os procedimentos de segurança previstos para esse tipo de transferência foram integralmente observados.

Apuração e impactos ambientais

O vazamento ocorreu durante uma atividade de retirada de resíduos oleosos de uma embarcação, operação que exige procedimentos específicos para evitar a contaminação do ambiente portuário e das águas.

A Lei nº 9.966/2000 estabelece regras para prevenção, controle e fiscalização da poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional. A legislação também prevê a comunicação de incidentes com potencial de poluição às autoridades competentes e a obrigação de reparar danos eventualmente causados.

Até a divulgação de informações complementares, permanecem sem esclarecimento o volume total derramado, a dimensão da área atingida no rio e os resultados do monitoramento ambiental.

A conclusão da avaliação técnica será importante para determinar a extensão do impacto e esclarecer as circunstâncias do vazamento.


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