Postagem em destaque

NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

0

GUARDAS PORTUÁRIOS ENTRAM EM GREVE NO PARÁ

 

   Porto de Santarém 

Manifestação reivindica avanços no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)

Na data de ontem, quarta-feira (13), os guardas portuários da Companhia Docas do Pará (CDP) entraram em greve por tempo indeterminado, reivindicando avanços no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A manifestação paralisou as atividades no Porto de Miramar (Terminal Petroquímico de Miramar – Tequimar), em Belém, no Porto de Vila do Conde (PVC), em Barcarena, e no Porto de Santarém.

Porto de Vila do Conde - PVC

Em Belém, a manifestação provocou uma enorme fila de caminhões na Avenida Arthur Bernardes, próximo ao Terminal de Miramar, onde são carregados os veículos que transportam os combustíveis que abastecem a região.

 Terminal Petroquímico de Miramar - Tequimar

De acordo com o presidente do Sindicato dos Guardas Portuários do Pará (Sindiguapor), Rodrigo Rabelo, a principal reivindicação é a assinatura do Acordo Coletivo da categoria.

“Estamos há dois meses sem acordo coletivo, o que ocasionou a Companhia a pagar a remuneração do mês de setembro com redução de 30% do salário. É uma forma de cobrar que a companhia chame o Sindicato para assinar, para ver se gente chega a um acordo”, disse.

Greve compromete abastecimento de gás

Segundo representantes do setor, o fechamento do Terminal Petroquímico de Miramar, em Belém, a greve pode provocar o desabastecimento de gás, tanto para residências como empresas.

Justiça impõe multa diária de R$ 50 mil

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, a CDP apresentou Ação Declaratória de Ilegalidade de Greve com pedido de Liminar, em razão de deflagração de greve, alegando que havia sido surpreendida pelo movimento paredista.

No entanto, a desembargadora Ida Selele Duarte Sirotheau Correa Braga negou a tutela, pois a empresa havia sido comunicada no dia 08 de outubro da decisão tomada na Assembleia Geral Extraordinária realizada pelo Sindiguapor, dois dias antes, de que parariam suas atividades, garantindo a atuação do percentual de 50% dos empregados.

Não satisfeita, a CDP deu entrada em Ação de Interdito Proibitório com Pedido Liminar, alegando que a entidade sindical estaria impedindo o regular funcionamento dos serviços. Ao analisar a ação, o juiz do Trabalho João Carlos Travassos Teixeira Pinto considerou estar presente o risco de prejuízos causados pela postura do Sindicato, que exacerbaria os limites do seu direito de greve, motivo pelo qual deferiu a liminar, proibindo o fechamento do acesso ao porto, sob pena de multa diária de R$50 mil. A decisão foi assinada às 19h05 de terça (12).

Segundo os dirigentes do Sindiguapor, o sindicato recebeu o mandado da Justiça, porém, reunida, a categoria resolveu manter o fechamento total dos terminais.

Fim da Greve

Na manhã desta quinta-feira (14), os guardas portuários se reuniram com representantes da empresa e acordaram em retirar o bloqueio dos três portos administrados pela CDP, desde que fossem abonadas as faltas de quem aderiu a greve.

De acordo com o presidente do Sindiguapor, Rodrigo Rabelo, a reunião terminou por volta das 10h e, em seguida, em assembleia geral, os trabalhadores decidiram encerrar o movimento de greve e encaminhar um documento para CDP dando um prazo de cinco dias úteis para assinatura do acordo coletivo.


Ainda no final da manhã, eles liberaram a entrada no Terminal de Miramar, o último que permanecia fechado pelos grevistas.

Sindporto apoiou a greve

O Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindporto) apoiou a greve. De acordo com o Vice-presidente, Diego Filgueiras, as atividades dos guardas foram mantidas em 50%.

“O porto é atividade essencial, não pudemos parar totalmente, então garantimos o funcionamento dos portos em 50%. Na pandemia também não paramos, aliás, durante a pandemia, houve aumento de movimentação nos portos, mas os trabalhadores que expuseram suas vidas recebem da empresa a não celebração do acordo coletivo e o congelamento de salários. A empresa não equilibra os interesses da empresa com os interesses da classe trabalhadora”, disse Diego.

Nota da CDP

A Companhia Docas do Pará informou por meio de nota que é sensível à questão das reivindicações propostas pelos sindicatos dos portuários, e “reafirma o seu compromisso com a sociedade e que está empenhada em buscar uma solução justa em respeito às leis e garantindo os seus propósitos institucionais”.

A CDP disse ainda que vem tomando todas as providências necessárias para solucionar a questão.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos. Caso não tenha conta no Google, entre como anônimo mas se identique no final do seu comentário e insira o seu e-mail.

LEGISLAÇÕES