Postagem em destaque

FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

Mostrando postagens com marcador extradição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador extradição. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

0

PARAGUAIO SUSPEITO DE TRAFICAR COCAÍNA PARA A EUROPA É EXTRADITADO PARA O BRASIL


O estrangeiro é um dos principais líderes de organização criminosa que teria enviado cocaína para a Europa por meio de portos brasileiros

A Polícia Federal (PF) executou no domingo, 25 de agosto, a extradição de um paraguaio investigado e preso preventivamente na Operação Hinterland deflagrada em 2023, para desarticular grupo responsável pelo envio de aproximadamente 17 toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa por meio de portos brasileiros, movimentando cerca de R$ 3,85 bilhões.

O empresário paraguaio Rodrigo Alvarenga Paredes, de 36 anos, desembarcou no Aeroporto de Caxias do Sul foi encaminhado ao sistema prisional do RS e deverá ser transferido ao sistema penitenciário nacional. O extraditado tem mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça Federal. Ele estava no país vizinho desde março do ano passado quando foi deflagrada a Operação Hinterland.

Foto: Divulgação PF

O paraguaio havia sido preso em um hangar na cidade de Luque. Ele é considerado pela Secretaria Nacional de Drogas (Senad), do Paraguai, como o líder local da estrutura criminosa e responsável por adquirir drogas de países como Bolívia e Colômbia para depois remetê-las ao território brasileiro.

Rodrigo Alvarenga Paredes preso no Paraguaio - Foto: Divulgação SENAD

De acordo com a Senad, Paredes tinha empresas nas áreas financeiras e agrícola, mas na verdade seria responsável pelo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro da organização criminosa. Após ser preso, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de luxo do paraguaio, no bairro Los Laureles, em Assunção.

Extradição de albanês

A Polícia Federal ainda aguarda a extradição de outro estrangeiro investigado na Operação Hinterland, de origem albanesa e preso em Dubai, responsável pela distribuição da cocaína no continente europeu.

Em Dubai, ele constava como CEO de uma empresa de pré-moldados metálicos. As autoridades acreditam que ele usava a fachada de empresário enquanto conduzia a negociação de toneladas de drogas.      

SAIBA MAIS: INTERPOL PRENDE CIDADÃO ALBANÊS QUE ENVIAVA COCAÍNA DO BRASIL PARA EUROPA

Operação Hinterland

A Operação Hinterland foi deflagrada em março de 2023 com o cumprimento de 534 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva executados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Rondônia, bem como na cidade de Assunção, no Paraguai e em Dubai.

Também foram sequestrados 87 bens imóveis, 173 veículos, uma aeronave, bloqueios de contas bancárias vinculadas a 147 CPFs e CNPJs, 66 bloqueios de movimentação imobiliária de 66 pessoas físicas e jurídicas, totalizando a execução de 534 ordens judiciais. Com as medidas adotadas, a descapitalização da organização foi estimada em R$ 3,85 bilhões.

Nota da defesa do paraguaio

"A defesa de Rodrigo Paredes, a cargo do Escritório Aury Lopes Jr Advogados, esclarece que Rodrigo é um empresário paraguaio, que sempre esteve à disposição da Justiça, e que lamenta a desnecessária extradição. A defesa esclarece que está recorrendo da decisão de extradição e também da que decretou a prisão preventiva, aguardando uma manifestação dos tribunais superiores que deverá ocorrer ao longo da semana. Rodrigo não possui qualquer relação com os fatos e irá comprovar isso ao longo da instrução, sendo completamente desnecessária sua prisão e a própria extradição."


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo. 

Continue lendo ►

quarta-feira, 3 de abril de 2024

0

POLÍCIA FEDERAL EXTRADITA ITALIANO APONTADO COMO INTEGRANTE DA MÁFIA CALABRESA ‘NDRANGHETA


Ele foi condenado em seu país por organizar e promover tráfico de cocaína entre Brasil, Espanha e Itália

A Polícia Federal (PF) extraditou no dia 21/3, Vincenzo Pasquino, de nacionalidade italiana, condenado em seu país por organizar e promover tráfico de cocaína entre Brasil, Espanha e Itália, apontado como integrante da máfia calabresa ‘Ndrangheta. Ele foi entregue às autoridades da Itália, em Brasília/DF.

Entrada no Brasil

Pasquino entrou no Brasil em janeiro de 2018 e se encontrava preso para fins de extradição desde o dia 24/5/2021. As autoridades brasileiras autorizaram, em 29/2/2024, sua entrega à Itália, a qual foi efetivada no último dia 21.

Prisão

Ele foi capturado pela PF em João Pessoa/PB, em cumprimento ao mandado de prisão para fins de extradição, utilizando documentos falsos, junto com outro italiano, que já fora entregue às autoridades do país europeu em 2022.

Extradição

A extradição foi a pedido dos promotores de Turim e Reggio Calabria (na Itália) e foi possível graças à cooperação internacional entre os órgãos diplomáticos e judiciais brasileiros e italianos, que atuaram em conjunto em todas as fases do processo.

As tratativas para realização da extradição foram feitas entre a Polícia Federal e a congênere italiana, por via dos respectivos Escritórios Centrais Nacionais da Interpol (ECN Brasília e ECN Roma).

SAIBA MAIS: MINISTRO DO STF AUTORIZA EXTRADIÇÃO DE NARCOTRAFICANTE DA MÁFIA CALABRESA


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.   

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo. 
Continue lendo ►

sexta-feira, 1 de março de 2024

0

MINISTRO DO STF AUTORIZA EXTRADIÇÃO DE NARCOTRAFICANTE DA MÁFIA CALABRESA

 

Vincenzo Pasquino, apontado como integrante da máfia calabresa ‘Ndrangheta, foi preso ao lado de Rocco Morabito, conhecido como “rei da cocaína”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, oficiou, no dia 19 de fevereiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para a adoção de ‘providências necessárias’ à extradição para a Itália do prisioneiro Vicenzo Pasquino, apontado como integrante da máfia calabresa ‘Ndrangheta, seja extraditado de volta para Itália.

Vincenzo Pasquino, que está preso no Brasil desde maio de 2021, teve sua extradição autorizada pelo STF em dezembro de 2022, após a Primeira Turma da Corte dar o aval para a entrega dele aos investigadores italianos. No entanto, o italiano entrou com um pedido de refúgio no Brasil. O processo ficou suspenso desde então.

Em dezembro, Moraes autorizou o prosseguimento da extradição. O processo estava suspenso desde fevereiro de 2023, em razão da pendência de finalização do pedido de refúgio feito por Pasquino.

O Ministério da Justiça afirmou que "cabe ao Secretário Nacional de Justiça a autorização da entrega do extraditando". "Dados específicos sobre a efetivação da medida não podem ser fornecidos a fim de preservar a segurança da operação e por se tratar de informação de inteligência policial", diz a pasta em nota.

Conare negou pedido de refúgio

O ministro destacou que a solicitação foi negada por unanimidade pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça, negou a solicitação. Como não houve a interposição de recurso por parte da defesa do mafioso, a decisão permitiu que o processo de extradição à Itália fosse retomado.

Ao justificar a negativa para o pedido de refúgio, o governo brasileiro alegou um "relato inconsistente e contraditório".

Despacho do Ministro

“Oficie-se ao Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o deferimento do pedido de extradição, para que adote as providências necessárias à entrega do súdito estrangeiro às autoridades italianas”, escreveu Moraes no despacho de 16 de fevereiro.

Máfia ‘Ndrangheta

Pasquino foi preso em 24 de maio de 2021 em um flat na praia de Tambaú, em João Pessoa, na Paraíba, ao lado de seu comparsa, também italiano, Rocco Morabito, conhecido como “rei da cocaína”, que foi extraditado pelo Brasil em julho de 2022.

Os dois são membros do Ndrangheta, considerado pela Europol um dos grupos criminosos mais poderosos do mundo. A organização tem ligação com o PCC e com outros grupos terroristas do Paquistão e do Sul da Ásia, informou a denúncia do Ministério Público da Itália.

Condenado na Itália

Em setembro passado, o mafioso foi condenado, na segunda instância pela Justiça de Turim, a 14 anos e meio de prisão por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. No entanto, Pasquino era procurado desde 2019, quando a Justiça de sua terra natal expediu mandado de prisão contra ele.

"Vincenzo Pasquino é um traficante internacional. Alvo de um procedimento penal da direção setorial antimáfia de Torino, porque pertence ao clã da ‘Ndrangheta chefiado por Nicola e Patrick Assisi", explicou o procurador italiano Giovanni Bombardieri.

De acordo com o jornal La Stampa, Pasquino foi acusado de promover uma associação internacional que "importava toneladas de cocaína" do Brasil para a Itália.

Nicola e Patrick Assisi, pai e filho

Nicola e Patrick Assisi, pai e filho, foram presos num apartamento de luxo em Praia Grande, na Baixada Santista, em 8 julho de 2019. Na cobertura, foi encontrado um passaporte em nome de Vicenzo Pasquino. Depois da captura dos dois, Pasquino tomou o lugar deles e passou a negociar em nome das principais famílias mafiosas o transporte de carregamentos de drogas com destino ao Piemonte e à Calábria, segundo documentos citados pelo diário local.

Família Nirta "Versu", de San Luca

Segundo o site O Globo, ao longo do trabalho que desencadeou a Operação Eureka, deflagrada em maio passado em oito países da Europa, os investigadores descobriram a existência de ao menos três associações criminosas, segundo a agência Ansa. Uma delas era a família Nirta "Versu", de San Luca, que conta com um braço de atuação no Brasil e era representada por Pasquino.

A análise dos vínculos entre as famílias mafiosas levou a descobertas sobre a fuga de Pasquino e de Morabito, de quem era parceiro. Morabito, chamado de "rei da cocaína", negociou a entrega de armas de guerra com uma facção paulista como forma de pagamento por carregamentos de cocaína enviados à Europa por meio de portos no Brasil, informou a Europol, durante a Operação Eureka.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.   

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo. 

Continue lendo ►

segunda-feira, 11 de julho de 2022

0

POLÍCIA FEDERAL REALIZA EXTRADIÇÃO DE TRAFICANTE ITALIANO, CONHECIDO COMO “O REI DA COCAÍNA”

 

A extradição seguiu intensa cooperação entre os Escritórios Centrais Nacionais (ECNs) da Interpol nos dois países

A Polícia Federal (PF) realizou na terça-feira (5/7) a extradição do italiano Rocco Morabito, conhecido como “o rei da cocaína”, preso em maio do ano passado pela PF, em ação de cooperação policial internacional entre Brasil e Itália.

Ele deixou o Brasil em uma aeronave do governo italiano, que decolou de Brasília, onde estava preso, acompanhado por policiais italianos pertencentes ao projeto INTERPOL Cooperação Contra 'Ndrangheta (I-CAN).

Condenado a 30 anos de prisão, o traficante de drogas italiano é ligado à Famiglia Montalbano, associação mafiosa. Investigações mais recentes da PF indicam a ligação dele com a organização criminosa “Ndrangheta”, uma das maiores e mais poderosas organizações criminosas do mundo.

Morabito é considerado um dos principais traficantes internacionais de drogas e um dos fugitivos mais procurados do mundo, segundo o Ministério do Interior italiano. A extradição segue uma intensa cooperação entre os Escritórios Centrais Nacionais (BCNs) da INTERPOL no Brasil e na Itália.

Ele foi procurado pelas autoridades italianas durante 23 anos. Morabito foi preso em um hotel de João Pessoa, na Paraíba, em maio de 2021, por meio de uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e os Carabinieri italianos com apoio da INTERPOL.

Morabito estava programado para ser extraditado do Uruguai depois de ter sido preso no país em uma operação de 2017 liderada pela Divisão de Operações Especiais e Unidade de Investigação dos Carabinieri italianos. Em 2019, no entanto, ele escapou da prisão de um presídio em no Uruguai e um Aviso Vermelho da INTERPOL foi emitido contra ele.

Em maio deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou o pedido de extradição de Morabito, feito pelo governo italiano, e autorizou a transferência do criminoso para o país natal.

Vídeo: Imagens divulgadas pela Interpol

“Morabito é considerado um dos maiores traficantes internacionais de drogas e um dos fugitivos mais procurados no mundo”, informou na Interpol.

“A extradição de Rocco Morabito envia uma mensagem poderosa: por mais forte que seja a rede criminosa de grupos mafiosos, nossa rede policial global é mais forte”, disse Giovanni Bombardieri, promotor-chefe da Promotoria Antimáfia de Reggio Calabria.

“Os agentes de 'Ndrangheta aproveitam imensos recursos financeiros para evitar enfrentar a justiça, mas mobilizando a aplicação da lei por meio da INTERPOL, vamos encontrá-los e garantir que eles prestem contas por suas ações no final.”

Projeto I-CAN

A prisão de fugitivos ligados a essa máfia é um objetivo central do projeto Interpol Cooperation Against ‘Ndrangheta (I-CAN), que já ajudou a prender mais de 25 fugitivos em todo o mundo desde seu lançamento em 2020.

Com origem na região italiana da Calábria, a 'Ndrangheta é considerada o grupo mafioso mais extenso e poderoso da Itália, com atividades em todos os continentes e fortes laços com o comércio de cocaína com destino à Europa a partir da América do Sul.

Vídeo: Imagens divulgadas pela Interpol

“A 'Ndrangheta não é apenas uma questão italiana; eles representam uma ameaça global e têm explorado ligações com grupos do crime organizado na América do Sul para se enriquecer”, disse Márcio Nunes de Oliveira, diretor-geral da Polícia Federal brasileira. “Esse baú de guerra criminoso é então reinvestido em uma série de atividades legítimas e ilegais, poluindo ainda mais a economia global.”

O Brasil é um dos 13 países participantes do projeto I-CAN da INTERPOL, conectando unidades policiais especializadas além-fronteiras para compartilhar inteligência e fazer parceria em operações de combate à 'Ndrangheta.

“Não importa o quão alto eles estejam no submundo do crime, nenhum membro da máfia está acima da lei”, disse Jürgen Stock, secretário-geral da INTERPOL. “A extradição de Rocco Morabito é um exemplo concreto de como a cooperação multilateral entre os BCN da INTERPOL pode levar até os criminosos organizados mais poderosos à justiça.”

Financiado pelo Departamento Italiano de Segurança Pública, o projeto I-CAN aumenta a conscientização e a compreensão global sobre a 'Ndrangheta e seu modus operandi, transformando inteligência em prisões e desmantelando suas redes e operações. Leia mais sobre o I-CAN em nosso site.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.
Continue lendo ►

terça-feira, 29 de março de 2022

0

STF AUTORIZA EXTRADIÇÃO DO MAFIOSO ITALIANO ROCCO MORABITO

Rocco Morabito estava foragido desde 2019, quando fugiu de um presídio no Uruguai, enquanto aguardava extradição. Traficante foi preso no dia 24 de maio de 2021 em um hotel de João Pessoa

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu no dia 8, a extradição do mafioso italiano Rocco Morabito, um dos foragidos mais procurados da Europa, acusado de integrar uma das maiores organizações criminosas da Itália e preso na Paraíba pela Interpol. Ele estava foragido desde 2019, quando fugiu de um presídio no Uruguai, enquanto aguardava extradição. O traficante foi preso no dia 24 de maio de 2021 em um hotel de João Pessoa.

O pedido de extradição foi apresentado pelo Governo da Itália, para o cumprimento de quatro condenações criminais por tráfico internacional de drogas e envolvimento com organização criminosa, ocorridos em Milão.

Segundo informações das autoridades italianas, Rocco seria um dos líderes da ‘Ndrangheta’, organização criminosa de tipo mafiosa, e já teria fugido do sistema penitenciário uruguaio, em 2019, quando aguardava processo de extradição. No dia 19 de outubro de 2019, a relatora, ministra Cármen Lúcia, decretou sua prisão preventiva para fins de extradição, por solicitação do Escritório Central Nacional da Interpol no Brasil.

No julgamento da extradição, na sessão desse dia, o colegiado seguiu o voto da relatora pelo deferimento do pedido. Para a Primeira Turma, estão presentes os requisitos que autorizam a solicitação, entre eles a instrução do pedido e a dupla tipicidade dos crimes (os fatos também são considerados crimes no Brasil).

De acordo com a ministra Cármen Lúcia, não há impedimento para que o STF autorize a extradição, que está sujeita a decisão final do presidente da República. A fim de que Rocco Morabito seja entregue, a Itália deverá assumir o compromisso de considerar o tempo de prisão no Brasil e observar o prazo máximo de 30 anos para a pena privativa de liberdade.

A Turma afastou, ainda, a alegação de prescrição com base nos Códigos Penais dos dois países e verificou que as condenações impostas não estão relacionadas a crimes políticos, mas a crimes comuns ligados à organização criminosa que atua na Itália.

Rocco Morabito depois de sua prisão em um hotel de Montevidéu em 2017 — Foto: Divulgação/Polícia Italiana

Condenado a 103 anos de prisão

Segundo o processo no STF, Rocco tem quatro condenações criminais, todas relacionadas a tráfico internacional de substâncias entorpecentes e envolvimento com organização criminosa "tipo máfia". Somadas, as penas do sentenciado resultam em 103 anos de prisão.

Policiais federais encontraram indícios de que Rocco podia estar no Rio Grande do Sul. Desde então, uma série de ações judiciais brasileiras marcaram o processo dele. Veja cronologia:

  • 29 de outubro de 2019: STF decreta prisão preventiva de Rocco Morabito para fins de extradição.
  • 19 de junho de 2020: Tribunal encaminha ofício a autoridades e pede informações sobre o cumprimento do mandado. O documento foi encaminhado aos ministros de Estado da Justiça e Segurança Pública e de Estado das Relações Exteriores, ao diretor-geral da Polícia Federal e ao delegado do chefe do Escritório Central Nacional da Interpol no Brasil.
  • 26 de junho de 2020: delegado da Polícia Federal Bruno Eduardo Samezina informou que não possível cumprir mandado de prisão contra Rocco. "Seguimos acreditando que ele possa estar em território brasileiro", disse à época.
  • 27 de julho de 2020: STF dá mais 30 dias para o cumprimento da prisão.
  • 10 de agosto de 2020: Corte aumenta prazo para prisão em 90 dias.
  • 19 de novembro de 2020: STF determinou vista à Procuradoria-Geral da República, que, dias antes, havia pedido consulta à Itália para que se manifestasse sobre o interesse na prisão de Rocco.
  • 15 de dezembro de 2020: Tribunal pede oficia ministérios de Estado da Justiça e Segurança Pública e das Relações Exteriores para que consultem o governo da Itália sobre o interesse na continuidade do processo.
  • 18 de fevereiro de 2021: Ministério da Justiça informou que Embaixada da Itália confirmou interesse na continuidade do processo.
  • 4 de março de 2021: STF determina que autos do processo permaneçam na Secretaria Judiciária, "aguardando cumprimento do mandado de prisão, até 30 de maio de 2025".
  • 24 de maio de 2021: Rocco Morabito é preso em João Pessoa.
  • 25 de maio de 2021: Procuradoria-Geral da República manifestou-se "“pela imediata transferência do extraditando para o sistema penitenciário federal”.

Fonte: g1


Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.
Continue lendo ►

LEGISLAÇÕES