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terça-feira, 14 de agosto de 2018

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POLÍCIA FEDERAL APURA ENVOLVIMENTO DE TRABALHADORES PORTUÁRIOS NO TRÁFICO DE DROGAS



O alerta às autoridades federais sobre o ilícito ocorreu pela Guarda Portuária, 30 horas após o ocorrido

O embarque ilegal aconteceu às 2h de terça-feira (7) e foi registrado por uma câmera de monitoramento do Centro de Controle de Operações e Monitoramento (CCCOM) da Guarda Portuária, à qual a equipe da Alfândega teve acesso. Nas imagens, uma pequena embarcação rápida de alumínio navega pelo Canal do Estuário e se aproxima da lateral do navio para amarrar bolsas com cocaína a cordas lançadas.
Segundo estimativa da Receita Federal, entre oito e dez homens foram responsáveis por içar 32 malas de 40 kg cada, aproximadamente, com tabletes de cocaína até o Navio Grande Nigéria, atracado no cais do Saboó, no Porto de Santos. Um vídeo divulgado pelo site G1/Santos mostra o momento em que narcotraficantes agem no cais para tentar enviar a droga à Europa.
Segundo a delegada da Polícia Federal Luciana Fuschini, em matéria divulgada no mesmo site, dois barcos de pequeno porte e de rápida velocidade foram utilizados na ação pelos criminosos. Um deles foi usado para transportar as bolsas com cocaína, e o outro para fazer a escolta do carregamento. A bordo, trabalhadores portuários ou tripulantes foram os responsáveis por içar as malas.
"Eu estimo que de oito a dez homens puxaram as 32 malas com cocaína. Cada uma pesa quase 40 kg, então, eles estavam bem preparados para isso. Toda a ação de transporte e embarque durou cerca de uma hora", declarou o chefe da Divisão de Vigilância e Controle Aduaneiro (Divig) da Alfândega do Porto de Santos, Oswaldo Souza Dias Junior, ao G1.
O alerta às autoridades federais sobre o ilícito ocorreu pela Guarda Portuária, 30 horas após o ocorrido, no início da tarde de quarta-feira (8). Somente depois do aviso, equipes da Polícia Federal da Receita Federal e da Guarda Portuária foram a bordo do Navio Grande Nigéria e localizaram as bolsas escondidas em dois contêineres, ao final de cinco horas de procura.
A demora da Guarda Portuária em notificar o fato impediu que os policiais realizassem o eventual flagrante e prendessem a organização responsável pelo esquema criminoso. A delegada que preside o caso afirmou que abriu um inquérito para identificar os responsáveis pelo embarque e tentativa de envio ao Porto de Antuérpia, na Bélgica, de 1.207,66 kg de cocaína.
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) não quis comentar o motivo do intervalo de quase dois dias para a Guarda comunicar às autoridades sobre as atividades ilícitas no cais. O Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos se recusou a informar ao G1 quantos trabalhadores foram escalados para a operação no navio naquele turno da madrugada.
Suspeito de envolvimento é ouvido e liberado pela PF
Um homem, de 37 anos, foi levado por policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) à Polícia Federal, por suspeita de envolvimento. O celular dele foi apreendido. Um outro elemento que estava no carro na hora da abordagem fugiu.
A delegada federal Luciana Fuschini, responsável pelas investigações do caso, informou que o suspeito foi alvo de uma denúncia anônima feita pelo telefone 190 da Polícia Militar. Morador da cidade, o homem, que não teve a identidade informada, já tem passagem por tráfico de drogas, inclusive internacional.
"Ouvimos ele, que afirmou ter passagem por esse tipo de crime, mas como nada de ilícito foi encontrado, esse suspeito foi liberado. Entretanto, o celular dele foi apreendido, já que no aparelho há informações que podem ser úteis nas investigações sobre o caso da invasão", informou a delegada ao site G1/Santos.


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