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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

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PORTO DE SANTOS SEDIA O 1º EXERCÍCIO DE SEGURANÇA FÍSICA NUCLEAR EM PORTO


Participaram 22 instituições representadas por aproximadamente 60 profissionais.
O Porto de Santos foi sede do 1º Exercício de Segurança Física Nuclear em Porto (ESFPORTO), realizado entre os dias 26 e 28 de novembro.
O exercício, que ocorreu nas dependências da Capitania dos Portos de São Paulo, foi realizado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Órgão Central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), em coordenação com a Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (CONPORTOS), com o apoio da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) e a Marinha do Brasil (MB).
A escolha do Porto de Santos para sediar o evento partiu do presidente da Conportos, o delegado da Polícia Federal Marcelo João da Silva, que vê como fundamental o fortalecimento da gestão integrada entre os órgãos. 
“A Conportos tem um interesse muito grande nesse exercício justamente para fomentar a gestão de risco. Algo pode dar errado, então vamos, preventivamente, agir para estudar o que pode dar errado, explorar vulnerabilidades, conhecer as ameaças antes que isso aconteça. O risco é muito baixo, mas as consequências seriam desastrosas, não só para a população, para economia, para a imagem do programa nuclear brasileiro. A gente tem que estar um passo à frente”, destacou.
Cerimônia de abertura

Na cerimônia de abertura estiveram presentes, o Comandante do 8º Distrito Naval, Vice-Almirante, Claudio Henrique Mello de Almeida; o Secretário de Coordenação de Sistemas do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Contra-Almirante Antonio Capistrano de Freitas Filho; o Comandante da 1ª Brigada de Artilharia Anti-Aérea, General de Brigada Alexandre de Almeida Porto; o Presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos Terminais e Vias Navegáveis – Conportos, Delegado da Polícia Federal, Dr. Marcelo João da Silva, e o Diretor Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, Dr. Casemiro Décio dos Reis Lima Carvalho.
Exercício

O exercício, que tem como propósito identificar as capacidades das organizações envolvidas e aprimorar a resposta do Estado brasileiro frente a essa adversidade, foi elaborado a partir de requisitos para salvaguardar o transporte de material nuclear ou radiológico pelos modais terrestre e marítimo da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), das quais o Brasil é membro.
A Direção do Exercício (DIREX) criou um cenário fictício simulando incidentes no transporte de material nuclear e radiológico no maior porto da América Latina.
Foram realizadas simulações de controle de emergência de natureza Nuclear, biológica, química e radiológica (NBQR) por equipe do Batalhão de Defesa NBQR de Aramar, bem como exposição estática dos equipamentos empregados por aquela cidade.
Guarda Portuária

Pela Guarda Portuária participaram o superintendente da Guarda Portuária, Luis Fernando Baptistella, o gerente de Planejamento da Unidade de Segurança, José Eduardo Florido Turcato, o supervisor da mesma unidade, Thiago Macena da Silva, e o assistente sênior da gerência de Operação, Rafael Carlos dos Santos.
Representando a Autoridade Portuária (Santos Port Authority) também participaram o diretor de operações, Marcelo Ribeiro e o gerente de segurança do trabalho, Ernesto Henriques da Costa Junior.
Sipron

Segundo o diretor do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), capitão de mar e guerra Gleiber Banus Barbosa, o exercício de segurança foi inédito no País e ocorrências deste tipo são raríssimas. “A possibilidade de ocorrência é baixíssima porque nós já seguimos as recomendações de agências que o Brasil já é signatário. Isso gera uma confiabilidade do transporte. Esse tipo de incidente com carga nunca aconteceu”, explicou. 
Participantes
Participaram do evento, representantes das polícias Civil, Militar, Federal e Federal Rodoviária; da Marinha, do Exército, e da Aeronáutica e da Guarda Portuária. Ao todo foram 22 instituições representadas por aproximadamente 60 profissionais ligados às atividades preventivas relacionadas aos riscos e incidentes com material nuclear ou radioativo.


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