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quinta-feira, 25 de agosto de 2022

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INTERPOL CAÇA BRASILEIRO ACUSADO DE ENVIAR 23 T DE COCAÍNA PARA A EUROPA

 

  Diogo Ferreira Mariano é suspeito de liderar uma quadrilha - Imagem: Polícia Federal

Mariano foi o principal alvo da Operação "Efeito Cascata"

A Interpol (Polícia Internacional) procura o brasileiro Diogo Ferreira Mariano, acusado pela Polícia Federal (PF) de liderar uma quadrilha responsável pelo envio de 23 toneladas de cocaína para a Europa pelos portos de Itaguaí (RJ) e Santos (SP), desde 2018.

Mariano foi o principal alvo da Operação "Efeito Cascata", deflagrada pela PF no dia 17 de agosto, mas não foi localizado. A suspeita dos agentes federais brasileiros é a de que o narcotraficante esteja escondido em Dubai, nos Emirados Árabes, de onde coordenaria a lavagem de dinheiro do bando.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado de Diogo Ferreira Mariano, mas publicará a versão dos defensores dele na íntegra, se houver um posicionamento.

Durante a operação, os policiais prenderam 27 pessoas e cumpriram 34 mandados de busca e apreensão contra a organização criminosa. Por determinação da Justiça também foram bloqueados R$ 500 milhões e confiscados 19 imóveis relacionados aos investigados.

Em um dos endereços de Mariano, na Barra da Tijuca, bairro de classe alta da capital do Rio de Janeiro, os agentes federais encontraram uma réplica da McLaren do piloto brasileiro Ayrton Senna, além de uma coleção de relógios caríssimos.

As investigações apontaram que a organização criminosa trazia a cocaína da Bolívia, em caminhões. A droga depois era escondida em carros menores e transportada até as áreas portuárias, onde eram colocadas em contêineres, em meio à mercadoria lícita, e enviadas para a Europa.

Segundo a Polícia Federal, alguns carregamentos eram de ao menos três dos maiores narcotraficantes do Brasil. Os agentes disseram que uma delas, apreendida no porto de Itaguaí, pertencia ao megatraficante André Oliveira Macedo, 44, o André do Rap.

O criminoso também teve o nome incluído na difusão vermelha da Interpol. Ele está foragido desde 10 de outubro de 2020, quando deixou a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) pela porta da frente. O narcotraficante tem condenação de 15 anos e seis meses.

Fuminho e "Escobar brasileiro"

André do Rap foi colocado na rua graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal). Poucas horas depois que o megatraficante deixou a prisão, a Suprema Corte cassou a decisão, mas já era tarde.

Outro carregamento era de Sérgio Roberto de Carvalho, o Major Carvalho. Chamado na Europa de "Escobar brasileiro", em alusão ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar, Carvalho foi preso em um hotel de luxo na Hungria em junho deste ano.

Uma terceira carga de cocaína pertencia a Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, considerado o braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, 54, o Marcola, apontado pelas forças de segurança como o líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital). Fuminho está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR).

A organização criminosa começou a ser investigada em 2020, quando foram apreendidas 7 toneladas de cocaína nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Sergipe.

Os presos preventivamente durante a operação deflagrada pela Polícia Federal devem responder a processo pelos crimes de associação à organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Fonte: Josmar Jozino - Colunista do UOL


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