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quinta-feira, 25 de abril de 2024

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JUSTIÇA DE PORTUGAL CONDENA TRÊS BRASILEIROS POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS


Os outros condenados são um português e dois sérvios, apontados como integrantes da Máfia dos Balcãs

A Justiça de Portugal condenou na quarta-feira (17), sete traficantes que enviavam cocaína do Brasil para a Europa, por tráfico internacional de drogas e associação criminosa. Três deles são brasileiros, e apontados como integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Os outros são um português e dois sérvios, apontados como integrantes da Máfia dos Balcãs.

As penas variam de oito a 13 anos de prisão. O caso se refere a apreensão de 240 kg de cocaína no meio de uma carga de café, em 2022. A droga partiu do Brasil, escondida em um contêiner de exportação.

Segundo a polícia, Flávio Alves de Oliveira, 44, um dos brasileiros condenados, foi para Portugal com a missão de montar a maior célula do PCC na Europa, recebeu a pena de 8 anos e 6 meses.

Apesar de condenado no Brasil a mais de 100 anos de prisão por latrocínio, e ter sido foi pego com 300 kg cocaína no Porto de Santos, foi solto pela Justiça brasileira em fevereiro de 2021, e viajou a Portugal em outubro do ano seguinte para ajudar outros comparsas narcotraficantes do Brasil e da Sérvia a montar em Portugal a principal base do PCC na Europa.

Os brasileiros Wanderson Machado de Oliveira, 36, o Pen Drive, e Marcos Miranda foram condenados, respectivamente, a 13 anos e 12 anos.

Em Portugal, Flávio se juntou a Pen Drive, também faccionado do PCC e investigado em Santos (SP) por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Ambos se uniram aos sérvios e montaram a logística para receber toneladas de cocaína procedentes do Brasil em portos portugueses, segundo a polícia local.

O último carregamento chegou ao Porto de Sines em 11 de outubro de 2022. Eram 240 kg avaliados em 9,6 milhões de euros. Marcos Miranda e o português Francisco Martins foram encarregados de buscar a droga, escondida em uma carga de café, ainda conforme as investigações.

Marcos deixou a cocaína em um veículo estacionado em um parque em Montijo. O português Francisco ficou de apanhar a droga, mas não encontrou. Os dois não sabiam que os 240 kg haviam sido apreendidos pelas autoridades tributária e aduaneira de Portugal.

Sala de tortura

O PCC e a máfia dos balcãs pensaram que Marcos e Francisco tinham desviado a droga do grupo. Ambos foram sequestrados por Pen Drive e Flávio e levados para um cativeiro, onde acabaram espancados e torturados com choques elétricos em uma sala pelos sérvios.

A Polícia Judiciária de Portugal seguiu os passos de Marcos e Francisco desde a apreensão da droga e conseguiu libertá-los. Os dois não foram presos na ocasião, mas os agentes seguiram monitorando a dupla. Ambos acabaram detidos em 11 de novembro de 2022.

Já os sérvios e os outros dois brasileiros foram presos em 16 de outubro de 2022. Flávio havia chegado a Lisboa um dia antes para ajudar o comparsa Pen Drive a fortalecer a base do PCC em terras lusitanas. Ele tinha tirado o passaporte no mês anterior.

Pen Drive viajou a Portugal em ao menos três oportunidades. A primeira foi em 17 de junho de 2021, a segunda em 30 de janeiro e a última em 13 de março de 2022. Ele deveria retornar ao Brasil em 13 de maio daquele ano.

Em 4 de setembro de 2017, Pen Drive foi preso pela Polícia Federal no Brasil, juntamente com narcotraficantes sérvios, durante a deflagração da "Operação Brabo". Segundo a PF, o brasileiro usava a logística do PCC para enviar drogas à  Europa. Ele foi liberado em março de 2019, quando foi absolvido.

SAIBA MAIS: POLICIA JUDICIARIA DE PORTUGAL DESMANTELOU ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ENVOLVIDA NO TRÁFICO DE COCAÍNA PROVENIENTE DO BRASIL

As polícias do Brasil e de Portugal seguem com o trabalho de cooperação que inclui o compartilhamento de dados para tentar conter ações de narcotraficantes. Investigações apontam o aumento de criminosos brasileiros que agem no país europeu.

Fonte: Com informações de Josmar Jozino-Uol / BandUol


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