Postagem em destaque

NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

quinta-feira, 11 de março de 2021

0

APREENSÃO DE VELEIRO COM 2.216,5 KG DE COCAÍNA EXPÕE NOVA ROTA DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

 

Na embarcação estavam cinco homens, todos brasileiros, que foram presos e autuados em flagrante por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico

A operação da Polícia Federal (PF), em atuação conjunta com a Marinha do Brasil (MB), que interceptou, na noite do dia 14 de fevereiro, uma embarcação carregada com 2.216,5 kg de cocaína em águas jurisdicionais brasileiras, a 270 quilômetros da costa do Estado de Pernambuco, confirmou a existência de mais uma rota de tráfico internacional de drogas partindo do Brasil.

A ação foi coordenada com agentes de Portugal, dos Estados Unidos e do Reino Unido, que repassaram dados de inteligência às autoridades brasileiras.

Um navio-patrulha oceânico foi utilizado para interceptar a embarcação. Policiais federais participaram da operação e deram voz de prisão aos cinco tripulantes do veleiro, todos brasileiros.

Investigação

A MAOC havia apurado que um veleiro iria transportar a cocaína do Nordeste brasileiro para a Europa. A partir dessa informação, agentes brasileiros realizaram dois dias de buscas no mar, desde o Rio Grande do Norte até Pernambuco.

A operação foi iniciada depois de troca de informações entre autoridades brasileiras e agências internacionais, que identificaram que um veleiro catamarã teria partido do Brasil, com destino à Europa, transportando uma grande quantidade de cocaína.

Como os policiais federais não tinham detalhes do veleiro. O serviço de inteligência da PF passou a monitorar todas as embarcações com capacidade transoceânica, com condições de cruzar o Atlântico.

Abordagem

O Grupo de Pronta Intervenção – GPI, da Polícia Federal solicitou o apoio da Marinha, e com o emprego do Navio-Patrulha Oceânico Araguari, realizou a interceptação e apreensão do veleiro Guruçá Cat a cerca de 270 km da costa de Pernambuco.

Na embarcação estavam cinco homens, todos brasileiros, que foram presos e autuados em flagrante por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.

A utilização pela Marinha do Brasil de um Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) para ação conjunta com a Polícia Federal na interceptação de embarcações utilizadas para o narcotráfico foi inédita.

A ação reforça diretrizes dos órgãos responsáveis pelo combate a crimes transnacionais no País quanto á mútua cooperação e troca de informações com outras instituições internacionais, visando á identificação de grandes organizações criminosas que atuam no Brasil.

A embarcação foi escoltada pela PF e pela MB até o Porto do Recife, aonde chegou na manhã do dia 16.

Os cinco homens presos foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal (PF) no Cais do Apolo, região central da capital.

Rota do Veleiro

Segundo o delegado da Polícia Federal, Elvis Secco, os peritos da PF vão analisar analisam o GPS da embarcação  Guruçá Cat para saber a rota do veleiro. 

Investigações preliminares apontam que a embarcação ficou dois dias em Sirinhaém, a 76 km da capital do estado, Recife, antes de seguir para rota no oceano atlântico que levaria a Europa.

Cooperação Internacional

A ação contou com a coordenação do Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcótico (MAOC – N), sediado em Lisboa/Portugal, da Drug Enforcement Administration (DEA/EUA) e da National Crime Agency (NCA/Reino Unido).

A operação foi decorrente da troca de informações entre as agências, com a identificação do transporte de grande quantidade de cocaína em um veleiro catamarã que teria partido do Brasil com destino a Europa.

Segundo a MAOC - criada em 2007 em iniciativa conjunta da França, Irlanda, Itália, Espanha, Holanda, Portugal e Reino Unido - em 12 anos de atuação, 179 embarcações foram interceptadas.

Cerca de 190 toneladas de cocaína apreendidas na Europa, em águas do Atlântico e do Mediterrâneo, com a ajuda de policiais de sete países da Europa, entre os anos de 2007 e 2019, são provenientes da América do Sul, sendo a maior parte do Brasil. Do total de embarcações abordadas (125), a maior parte era de veleiros semelhantes ao Guruçá Cat.

Chegada do veleiro no Porto do Recife ( Foto: O Documento)

Para as autoridades europeias, o PCC (Primeiro Comando da Capital) é um dos principais fornecedores de cocaína para o Velho Continente. Até meados de 2020, a facção exportava ao menos uma tonelada da droga para mafiosos da Europa, na maioria das vezes via Porto de Santos.

K-9

O trabalho dos cães do K9 e do Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) da Polícia Federal em Pernambuco foram fundamentais pra o trabalho de recepção, escolta e buscas no veleiro.

Mesmo após a retirada da droga, os cães BRITTA e FALCON fizeram uma varredura encontrando mais 2 pacotes em um fundo falso no interior da embarcação.

A embarcação foi encaminhada para o Cabanga Iate Clube, que fica próximo ao Porto do Recife. Os cinco tripulantes brasileiros presos foram conduzidos para a Superintendência da Polícia Federal no Estado de Pernambuco.

 

 

A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos. Caso não tenha conta no Google, entre como anônimo mas se identique no final do seu comentário e insira o seu e-mail.

LEGISLAÇÕES