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quarta-feira, 4 de outubro de 2023

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EX-LÍDER DO PCC ACUSADO POR LAVAGEM DE DINHEIRO EM SP SE EXIBIA EM JATINHO

 

Tuta havia sido investigado na Operação Sharks, deflagrada em setembro de 2020, e virou réu em outro processo por lavagem de dinheiro

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) denunciou na última segunda-feira (25) Marcos Roberto de Almeida, 53, o Tuta, ex-líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) nas ruas, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele foi expulso da facção em abril do ano passado.

Outras nove pessoas, incluindo a mulher, cunhados e amigos de Tuta, foram denunciados pelos mesmos crimes. O ex-chefe do PCC teve a prisão preventiva decretada pela Justiça assim como outros dois acusados, mas continua foragido. A dupla de comparsas foi detida.

Promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado), subordinado ao MP-SP, apuraram que Tuta, quando era adido comercial no Consulado de Moçambique, em Minas Gerais, só viajava de jatinho e ostentava uma vida de luxo.

Em um dos telefones celulares apreendidos no endereço dele havia fotografias de Tuta ao lado e também dentro de uma aeronave. Segundo o Gaeco, ele viajou com pessoas ligadas ao consulado para Maputo, em Moçambique, e Johannesburgo, na África do Sul.

Tuta ganhava salário de R$ 10 mil como adido consular, como publicou esta coluna em 11 de maio deste ano. Ele também usava o jatinho com frequência nas viagens de São Paulo a Belo Horizonte.

Bens em nomes de "laranjas"

As investigações do Gaeco apontam que Tuta adquiriu três imóveis na capital paulista, sendo um na avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi (zona oeste), um na Vila Suzana, vizinha ao Morumbi, e outro no Jardim Niterói, em Interlagos (zona sul): dois em Peruíbe, litoral sul; um em Araçatuba, interior paulista; além de empresas, totalizando R$ 3,1 milhões em imóveis.

Os bens foram colocados em nomes de "laranjas". Agentes do Gaeco realizaram uma minuciosa investigação e consultaram os dados em cartórios, empresas de fornecimento de água e energia elétrica, além de operadoras de telefonia. Tudo foi feito com autorização judicial.

O Gaeco apurou também que os acusados movimentaram mais de R$ 100 milhões nos últimos três anos em movimentações bancárias em transações dos núcleos de Tuta. De acordo com a promotoria de Justiça, "essa quantia é decorrente, primordialmente, do tráfico de drogas".

Um dos denunciados tem um ônibus que opera em uma linha na zona sul da cidade. O Gaeco investiga o envolvimento da empresa de transporte coletivo com o PCC e também com um time de futebol sediado na região metropolitana de São Paulo.

Outra acusação

Tuta havia sido investigado na Operação Sharks (tubarões em inglês), deflagrada em setembro de 2020, e virou réu em outro processo por lavagem de dinheiro junto com outros 17 acusados. O bando foi acusado de movimentar R$ 1,2 bilhão no período de janeiro de 2018 a julho de 2019.

Em maio do ano passado, autoridades das forças de segurança de São Paulo haviam informado que Tuta teria sido assassinado pelo PCC por ter ordenado a morte do comparsa Nadim Georges Hanna Awad Neto, 42, cujo corpo até hoje não foi encontrado.

Posteriormente, o MP-SP tornou público um "salve" (comunicado) do PCC, no qual a facção criminosa informava que Tuta não tinha sido assassinado, mas sim expulso da organização sob as acusações de "má conduta" e "falta de responsabilidade".

O "salve" foi divulgado em 26 de abril de 2022 e o recado se espalhou pelo sistema prisional paulista. A mensagem dizia que "Tuta estava na luta dele em comunicação com a sintonia do PCC, diferentemente do que a mídia estava informando".

O nome de Tuta foi incluído na lista vermelha de foragidos da Interpol (Polícia Internacional). Contra ele há um mandado de prisão pendente de cumprimento. A defesa do réu foi procurada pela reportagem, mas não quis se manifestar.

Fonte: Uol - Josmar Jozino / Colunista do Uol


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