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segunda-feira, 30 de outubro de 2023

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PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA POLICIAIS CIVIS SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

 

Os alvos foram três agentes e um delegado que, segundo as investigações, desviaram parte de uma apreensão de cocaína com destino ao porto do Rio

Na sexta-feira, 20/10, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Déja Vu para apurar os crimes de tráfico de drogas, peculato e organização criminosa, praticados por policiais civis do Rio de Janeiro.

Os alvos foram três agentes e um delegado que, segundo as investigações, desviaram parte de uma apreensão de cocaína em dezembro de 2020, quando serviam na 25ª DP (Engenho Novo).

O Portal g1 apurou que Renato dos Santos Mariano, que foi titular daquela distrital, é um dos suspeitos. A apreensão aconteceu quando Renato Mariano era titular da 25ª DP (Engenho Novo). O investigado já esteve à frente de diversas delegacias na Região dos Lagos, incluindo a 126ª DP (Cabo Frio), 118ª DP (Araruama) e a 132ª DP (Arraial do Cabo). Anteriormente, o delegado também foi alocado na 24ª DP (Piedade) e na 78ª DP (Fonseca). Atualmente, ele e os outros três policiais investigados desempenham funções na distrital de Realengo, alvo de um dos oito mandados de busca e apreensão.

Delegado Renato dos Santos Mariano — Foto: Reprodução

Segundo o Jornal Nacional, exibido pela TV Globo, além do delegado, os alvos da operação são os agentes: Hugo de Novaes Almeida, Ricardo Mendes Floriano da Silva e Cláudio José Silveira Lopes.

  Foto: Reprodução Jornal Nacional – TV Globo

Na ação, cerca de 50 policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Os mandados foram cumpridos em cinco residências e duas empresas, endereços ligados aos criminosos, na capital fluminense e em Araruama, na Região dos Lagos, e na 33ª Delegacia de Polícia Civil, em Realengo, zona oeste do Rio.

Além dos mandados, a Justiça Federal determinou o afastamento dos policiais dos respectivos cargos, a proibição de se ausentar da circunscrição, e uso de tornozeleira eletrônica. Também foi pedido o sequestro patrimonial de quantia equivalente a R$ 5 milhões de reais.

As investigações foram realizadas pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (GISE/RJ) e pela Delegacia de Repressão a Drogas da PF (DRE/PF/RJ) em conjunto com Ministério Público Federal (MPF). A investigação contou ainda com a participação da Receita Federal do Brasil (RFB) na análise dos dados decorrentes do afastamento do sigilo fiscal dos investigados.

  Foto: Agência Brasil

Para o cumprimento dos mandados a PF teve o apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ.

Em nota, a Polícia Civil informou que foram abertos procedimentos internos disciplinares para apurar o caso.

Apreensões

Foram apreendidos três carros, duas motos, cerca de R$ 70 mil em espécie, incluindo reais e dólares com valores convertidos. Os agentes recolheram ainda celulares e documentos diversos.

      PF apreende mais de R$ 43 mil em espécie em casa de um dos alvos — Foto: Reprodução

Na casa de um dos alvos, no bairro de Vargem Grande, também na zona oeste, os agentes encontraram R$ 43,1 mil e US$ 5.350, em espécie.

Agentes da PF cumpriram mandados em mansão em Vargem Grande — Foto: Reprodução

Investigação

A investigação é um desdobramento da Operação Turfe, deflagrada pela PF em 15 de fevereiro de 2022 para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas.

Cocaína ia para o porto

Em dezembro de 2020, policiais federais monitoravam uma carga de 500 kg de cocaína que seria exportada em contêineres a partir do Porto do Rio.

Na ocasião, o delegado suspeito, Renato dos Santos Mariano, ex-delegado da 25ª DP, um dos alvos da operação, comentou a apreensão de cocaína da equipe.

"A investigação está em andamento. Essa apreensão é só uma parte dela. Uma das linhas, essa possibilidade de a droga ir para o Porto, não está descartada", afirmou.

Grande parte da droga, de acordo com investigadores, estava escondida em "big bags", nome dado a sacos utilizados para enviar minério de silício para a Europa.

Na entanto, o que eles não sabiam é que policiais federais realizavam o monitoramento e o acompanhamento - por meio de ação controlada - de uma carga de cocaína que seria exportada - por meio de contêiner -, tendo conhecimento da exata quantidade de substância contida no caminhão, que seria levado ao Porto do Rio de Janeiro por um integrante da ORCRIM, qual seja, 500 kg de cocaína, acondicionados em 17 malas, que seriam apreendidas no porto estrangeiro de destino final.

Durante o monitoramento controlado pela PF, uma equipe da 25ª Delegacia de Polícia Civil abordou, na saída da Comunidade da Maré, o caminhão que transportava a droga e efetuou a prisão em flagrante do motorista do veículo.

Para surpresa da PF, os policiais civis apresentaram somente sete malas contendo aproximadamente 220 kg de cocaína, apropriando-se de 10 malas que totalizavam 280 kg do entorpecente.

Após a investigação patrimonial, a PF conseguiu atestar que, além dos condutores da ocorrência, houve o envolvimento do Delegado Titular da unidade, e de outro policial civil e da irmã de um dos policiais.

Nome da operação

O nome da operação, Déja Vu, é a sensação de já ter visto ou vivido uma situação que está acontecendo no presente. A expressão francesa significa “já visto”.


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