Segundo as investigações, Marcos Silas é apontado como
uma das lideranças da organização criminosa ligada ao tráfico
internacional de drogas
Marcos Silas,
apontado pelas autoridades como uma das lideranças do Cartel do Sul, foi
encontrado morto dentro de uma cela da Penitenciária Federal de Brasília, no
Distrito Federal.
Segundo a Secretaria
Nacional de Políticas Penais (Senappen), ele foi encontrado desacordado durante
a primeira revista da rotina prisional, realizada pela manhã.
Após o acionamento
da equipe responsável pelo atendimento, o óbito foi constatado.
Em nota, a Senappen
informou que os órgãos competentes e os demais envolvidos no caso foram
acionados e que os procedimentos necessários para apurar as circunstâncias da
morte estão em andamento.
Inicialmente, a
hipótese divulgada pelas autoridades foi a de suicídio. Entretanto, as
circunstâncias da morte são objeto de apuração, e a defesa de Marcos Silas
contesta essa hipótese.
PCC
Segundo as
autoridades, Marcos Silas era apontado como uma das lideranças de uma
organização criminosa com atuação no Paraná.
De acordo com as
investigações, ele teria integrado o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas
posteriormente rompido com a facção paulista para criar o chamado Cartel do
Sul, grupo que, segundo as autoridades, teria estabelecido uma aliança com o
Comando Vermelho (CV).
Ainda segundo as
investigações, a organização disputava rotas utilizadas para o envio de grandes
quantidades de cocaína destinadas à Europa, com utilização de estruturas
portuárias da Região Sul.
Marcos Silas é apontado pelos investigadores como uma das lideranças da organização, que seria ligada ao tráfico internacional de drogas.
Segundo os registros
relacionados às investigações e processos judiciais, ele também respondia ou
havia respondido a acusações relacionadas a associação para o tráfico, uso de
documentos falsos, porte ilegal de arma e organização criminosa.
Prisão em 2021
Marcos Silas foi
preso em 2021, na cidade de São Paulo, enquanto era procurado pela Justiça do Paraná.
Segundo as autoridades, havia três mandados de prisão contra ele.
A prisão ocorreu em
uma clínica de cirurgia plástica na região da Avenida Paulista. De acordo com
as investigações, ele estaria realizando um procedimento para modificar a
aparência e utilizando documentos falsos.
Posteriormente, foi
transferido para o sistema penitenciário federal e passou pela Penitenciária
Federal de Campo Grande antes de ser encaminhado à unidade de Brasília.
Lavagem de dinheiro
Marcos Silas também
foi investigado por suposta lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de
drogas. Segundo as autoridades, parte dos recursos teria sido utilizada na
aquisição de imóveis de alto padrão no litoral de Santa Catarina.
A Justiça determinou
o sequestro de mais de 560 imóveis relacionados ao esquema investigado. Entre
os bens estavam cerca de 260 apartamentos em Santa Catarina, com valor estimado
superior a R$ 2 bilhões, segundo as autoridades.
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