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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

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JUSTIÇA FRANCESA CONDENA 7 HOMENS POR TRÁFICO DE COCAÍNA DA AMÉRICA LATINA

 

Porto de Montoir-de-Bretagne, próximo a Nantes, no oeste da França

Parte dela foi enviada através do Porto de Santos

Um tribunal de Rennes, no noroeste da França, condenou na última quinta-feira (21) sete homens, entre eles dois estivadores, as penas de quatro a dez anos de prisão por tráfico de cocaína da América Latina em contêineres, parte dela foi enviada através do Porto de Santos.

Os condenados realizaram operações de tráfico de cocaína. Entre 2017 e 2020, foram apreendidos 336 kg da droga no Porto de Montoir-de-Bretagne, próximo a Nantes, no oeste da França, cujo valor de venda ultrapassa os € 16 milhões (mais de R$ 100 milhões), segundo o Ministério Público.

Estas remessas, relativamente baixas em comparação com as 9 toneladas de cocaína apreendidas pela alfândega em 2020, correspondem a uma vontade dos traficantes de encontrarem "vias secundárias" para chegar ao mercado europeu, através de portos menos vigiados que os de Antuérpia (Bélgica) ou de Roterdã (Holanda).

Cocaína passava por Guadalupe e Martinica

A droga da América Latina passava por Guadalupe e Martinica, territórios franceses no Caribe, a caminho de seu destino: a região de Paris.

Dois estivadores foram presos em flagrante em outubro de 2019, quando entregavam 140 kg de cocaína, com alto grau de pureza a intermediários.

Um dos detidos foi Damien Lorcy, estivador de 35 anos, filho de Thierry Lorcy, de 56 anos, e chefe do clã que leva seu sobrenome. Esse grupo, que faz cumprir sua lei por meio de intimidações e ameaças, foi citado na primeira sessão do julgamento.

Julgamento

Todos os acusados foram condenados e as penas pronunciadas foram parecidas às requeridas pelo Ministério Público. Damien Lorcy pegou sete anos de prisão, um a menos que o requerido pelos promotores.

Ele disse durante o julgamento que era a primeira vez que fazia uma entrega. "Cento e quarenta quilos para uma primeira entrega?", perguntou ironicamente o promotor.

"Acho que é uma condenação muito severa para alguém que delinquia pela primeira vez e não tinha antecedentes criminais", declarou à AFP sua advogada Fathi Benbrahim, que cogita recorrer da sentença.

Outro estivador, Joël Loiseaux, de 48 anos, recebeu quatro anos de prisão, dois deles em condicional.

O tribunal de Rennes julgou dez pessoas, e decidiu processar posteriormente três réus por motivos processuais, incluindo Thierry Lorcy.

Os réus, entre estivadores, intermediários, traficantes e remetentes de cocaína das Antilhas, têm entre 32 e 56 anos. Um deles, de 41, está foragido.

Investigação

A investigação do caso começou em maio de 2017, após a apreensão no Porto de Santos, no sudeste do Brasil, de 690 kg de cocaína em um contêiner frigorífico destinado ao Porto de Montoir-de-Bretagne.

Segundo os investigadores, a mercadoria era contrabandeada mediante a técnica de "rip-off", que consiste em introduzir a cocaína em mochilas ou outros recipientes, que são carregados em um contêiner regular.

O tráfico era feito às escondidas de empresas com boa reputação ou com a cumplicidade de companhias criadas para tal fim, segundo o Ministério Público de Rennes.

Assim que o navio chegava ao porto, os estivadores recolhiam a cocaína e a substituíam por outro objeto no contêiner, evitando assim a fiscalização aduaneira. Em seguida, entregavam a droga aos intermediários.

No total, 336 kg foram apreendidos em Montoir-de-Bretagne entre junho de 2017 e abril de 2020.


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