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quinta-feira, 20 de julho de 2023

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MEMBRO DO PCC É PRESO EM CONDOMÍNIO DE LUXO EM PERNAMBUCO

 

Ele é apontado pelo Gaeco como responsável pela logística do tráfico internacional de drogas do PCC

Uma força-tarefa realizada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) prendeu na terça-feira, 11 de junho, em um resort de luxo na Praia dos Carneiros, uma das mais badaladas do litoral de Pernambuco, Odair Lopes Mazzi Junior, o Dezinho, de 42 anos, apontado como um dos chefões do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Polícia Civil de Pernambuco monitorou as atividades do alvo a partir de informações compartilhadas pelo MPSP, que investiga e monitora o criminoso desde 2012.

No período em que esteve foragido os investigadores procuraram Dezinho em endereços no Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, atrás do traficante.

O líder do PCC vivia uma vida de luxo e foi pego após o setor de inteligência da PCPE detectar visitas da sua mulher em condomínios e resorts que ficam em praias badaladas do estado. As informações foram compartilhadas com o MPSP e com a Abin.

No ato da prisão, os policiais encontraram documentos falsos, cartões de crédito e celulares.

Investigação do GAECO

Dezinho foi denunciado pelo MPSP na operação Sharks, deflagrada em 2020, e era procurado pela Justiça desde então.

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Dezinho, foragido desde 2020, integra o PCC há 20 anos e ocupa uma das mais altas posições nos escalões da facção, sendo responsável por gerenciar a maior o tráfico internacional de drogas. Ele também participava das ações de lavagem de dinheiro da facção.

De acordo com o Gaeco, era um dos principais braços direitos de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC. Integrante da chamada Sintonia final da rua, Dezinho recebia de Marcola missões a serem cumpridas fora do sistema carcerário.

Na hierarquia da facção, ocupava um cargo altíssimo, conquistado por poucos no mundo do crime. Antes de ser alçado ao topo do comando, no entanto, pertenceu ao terceiro escalão do PCC.

De acordo com as investigações, Dezinho ascendeu ao topo da pirâmide do crime ao coordenar o envio de R$ 1,2 bilhão do PCC para o Paraguai em 2019, por meio do esquema de “dólar cabo”, uma técnica de lavagem de dinheiro.

Na ocasião, ele atuava no setor financeiro do PCC, chamado de “Sintonia Final do Progresso”, o terceiro escalão do maior grupo criminoso do país.

SAIBA MAIS: INVESTIGAÇÕES DO GAECO APONTAM ATUAÇÃO DO PCC NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

O esquema levantado pela Operação Sharks incluía a movimentação por meio de contas bancárias de “laranjas” e empresas fantasmas, além da distribuição de parte do valor para “casas-cofres”. A função dessas casas é armazenar o dinheiro que, mais tarde, é levado para doleiros. Um desses imóveis, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, teria sido adquirido por ordem de Dezinho.

Na época, Dezinho ainda era responsável por receber a maioria das cargas de cocaína que chegava à capital e à Baixada Santista. Em liberdade, subiu na hierarquia e foi destacado para atuar na expansão do PCC pela América Latina – motivo pelo qual ganhou a alcunha de Argentina.

Em 2021, o MPSP identificou Dezinho como um dos gerentes do PCC na Bolívia, ao lado de Valdeci Alves dos Santos, o Colorido. Segundo as investigações, ele liderou o transporte de mais de 15 toneladas de cocaína por ano.

Com a prisão de Colorido, capturado em Salgueiro, no sertão de Pernambuco, em 2022, e o desaparecimento de Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, a relevância de Dezinho no tráfico internacional aumentou ainda mais.

As “sintonias”

As sintonias do PCC são lideradas por membros, chamados de irmãos, “batizados” pela facção. Diferentemente das máfias, em que laços familiares respaldam os contatos e as relações dos criminosos, no PCC o que importa é a função de cada membro, como em uma empresa.

Uma das principais é a Sintonia dos 14, responsável por receber demandas encaminhadas pelos “Disciplinas” e deliberar sobre o destino das pessoas.

O número 14 faz referência aos 14 líderes que compunham a antiga Sintonia final, no presídio de Presidente Bernardes, interior de São Paulo. A sintonia dos 14 se divide em “Dos Estados” e “Das Regiões”.

A Sintonia da rua apoia membros da facção que estão desamparados nas ruas, geralmente os que saíram recentemente do sistema carcerário.

As ações de inteligência, investigação e planejamento da facção ficam a cargo da “Sintonia Restrita”. Seus alvos são, geralmente, agentes públicos.

As sintonias têm influência no território paulista e em outras regiões do país.

A estrutura da Sintonia paulista se divide em “Geral” (responsável por decisões em todo o país), “Dos Estados” e “Das Regiões” (que coordena as ações da facção em diferentes regiões de cada estado).

Há, ainda, a “Sintonia Geral Final de São Paulo”. Nesse núcleo, a capital paulista é subdividida em sintonias nas zonas norte, sul, leste e oeste. De acordo com o MPSP, as sintonias também estão presentes na região metropolitana, no litoral, interior, em outros estados brasileiros e, inclusive, fora do Brasil.


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