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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

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PF REALIZA SEGUNDA FASE DE OPERAÇÃO NO COMBATE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS


Ação foi contra suspeitos de envolvimento na exportação de 2,1 toneladas de cocaína entre 2023 e 2024, por meio do Porto de Santos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã da última quinta-feira (30/10), a segunda fase da Operação Papyrus, contra suspeitos de envolvimento na exportação de 2,1 toneladas de cocaína entre 2023 e 2024, por meio do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

A operação teve como objetivo o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão (SP), Poços de Caldas e Monte Sião (MG), sendo 12 deles na Baixada Santista. Ninguém foi preso, mas foram apreendidos celulares, US$ 4 mil e mais de R$ 2 mil.

A ação empregou 83 policiais federais, responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais.

BAEP-PM

No município do Guarujá, a Polícia Federal contou com o apoio da Polícia Militar, por meio do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), que atuou prestando suporte especializado, com ações de segurança do perímetro e apoio direto às equipes durante o cumprimento dos mandados, contribuindo para o êxito da Operação.

Investigação

A investigação,iniciada em junho de 2024 após a apreensão de 270 kg escondidos em um carregamento de papel sulfite no Porto de Santos, apura a atuação de uma organização criminosa (ORCRIM) envolvida no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro.

Os indícios apontam que o grupo atuou entre 2023 e 2024, sendo responsável por remessas de cocaína enviadas ao exterior. Autoridades no Brasil e no exterior apreenderam aproximadamente 2,1 toneladas da droga atribuídas à organização.

A maior parte das apreensões ocorreu em cargas de papel exportadas em contêineres destinados à Europa, o que deu origem ao nome da operação. Somente em uma das ações conjuntas entre a Polícia Federal e a National Crime Agency do Reino Unido, foram interceptados 533 quilos de cocaína no Porto de Londres. Também houve apreensões no Porto de Santos, em Israel e na França.

1ª Fase da operação

A ação é um desdobramento da Operação Papyrus, deflagrada em outubro de 2024, que prendeu quatro funcionários de empresas de logística portuária no litoral de São Paulo, com idades entre 26 e 42 anos. Três deles já tinham mandados de prisão expedidos, enquanto o quarto foi detido em flagrante por lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da operação, a PF apreendeu uma quantia significativa em dinheiro com os investigados e obteve, por decisão da Justiça Federal, o bloqueio de R$ 5 milhões em bens. De acordo com Perin, os investigados ocultavam o dinheiro ilícito adquirindo imóveis, veículos e outros itens. As provas obtidas permitiram a identificação de novos envolvidos, que são alvo desta segunda fase.

"Tinha envolvimento de próprios funcionários, dos próprios caminhoneiros, que foram hoje identificados e dado o cumprimento dos mandatos em cima dessas pessoas", disse o delegado Rodrigo Perin, chefe da PF de Santos.

Modus operandi

Segundo a PF, o grupo utilizava um esquema logístico para inserir a droga nas cargas destinadas à exportação. O modus operandi envolvia a retirada indevida dos cofres de carga no pátio de uma transportadora em Cubatão para depois transportar a um terminal retroportuário em Guarujá.

No local, as portas dos contêineres eram abertas e a cocaína era inserida entre os fardos de papel. Após o carregamento, os contêineres eram lacrados novamente e seguiam para o embarque internacional.


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